quinta-feira, 31 de julho de 2014

Shah Jahan e Mumtaz Mahal.

(Imagem extraída de GBGT)






















Shah Jahan (Índia, 1592 / 1666, Índia) e Mumtaz Mahal (Índia, 1593 / 1631, Índia).

É da milenar Índia que conhecemos uma das mais belas histórias de amor e dedicação de todos os tempos. Foi no inicio do século XVII que a princesa persa Arjumand Banu Begum, então nominada Mumtaz Mahal – “a escolhida do palácio” – e o imperador mongol Shahabuddin Mohammed Shah Jahan se casaram. Protagonistas de uma das mais conhecidas histórias de amor do oriente, o casal foi imortalizado com a construção monumental do palácio Taj Mahal, obra encomendada por Shah Jahan em homenagem a sua amada, morta ao dar a luz ao décimo quarto filho do casal. Mulher dócil e apaixonada pelo imperador Mumtaz Mahal sempre o acompanhava nas viagens, até mesmos nas campanhas militares, e foi toda essa dedicação e afeto que os tornaria inseparáveis. O imperador por sua vez mostrava devoção e predileção pela graciosa e, benevolente Mumtaz Mahal em relação às demais esposas. O Taj Mahal, hoje mausoléu do casal de imperadores, é um dos monumentos mais visitados do mundo e se tornou um símbolo do amor, guardando em seu interior todo o encantamento que nem mesmo o tempo foi capaz de destruir. Com sua arquitetura impecável e apesar das intempéries e intervenções humanas, o monumento segue preservado e esplendoroso personificando o amor imortal e transcendente de Shah Jahan e Mumtaz Mahal.


(por Meg Mamede originalmente escrito para Agenda 12 x 12 - 2014, produto concebido, produzido e comercializado por Ana Camargo Deisgn© todos os direitos reservados)

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Que vença o melhor!



Finalmente a “Copa das Copas” chega à reta final, termina neste domingo com duas grandes seleções: a técnica e disciplinada Alemanha, que sabe o que é perder uma semifinal em casa, mas que também soube reverter isso para obter outro resultado, e a catimbenta e raçuda Argentina que há 28 anos busca estar na final para levar a taça.

Sinuca de bico pros milhares de brazucas que compraram ingresso para final e estarão no Maracanã assistindo a disputa entre uma rival histórica e a equipe que atrapalhou o sonho do Hexa. Oportunidade essa de praticarem as tão difundidas hospitalidade e tolerância brasileira, mostrando educação e civilidade, e isso vale pra todos no entorno do estádio e no resto do país. Afinal a Copa é nossa!

Eu não escondo que torço para os argentinos “nuestros vecinos boludos”, uma vez que o Uruguai foi embora cedo demais, mas dê o que dê o resultado não muda nada na minha vida, como não mudaria se fosse o Brasil o vencedor.

Que bom que a final será entre uma equipe americana e outra europeia, se não fosse assim não refletiria a realidade do que vimos ao longo dos jogos, um mundial surpreendido por países como: Costa Rica, Colômbia, Argélia, Nigéria e até EUA, não seria equilibrado e interessante se a final fosse disputada somente por países de um mesmo continente, afinal não estamos numa Copa América ou numa UEFA.

Quanto ao resto, essa Copa mostrou o quão o povo brasileiro é despreparado para o esporte, um país tão desigual não deveria esperar que todos torcessem com a mesma intensidade ou para a mesma equipe, não deveria esperar que todos cantassem em uníssono o hino do país, tudo isso seria válido se fosse autêntico.

O sentido verdadeiro do esporte é a interação, a superação e o aprendizado que qualquer modalidade pode trazer para aquele que a pratica e não o acirramento de disputas e desafetos.

O que temos visto na TV e nas redes sociais é fruto de décadas de padronização, nos vendem e, querem nos enfiar goela abaixo a falsa ideia de que o futebol, a cerveja e o carnaval são paixões nacionais ou que “somos todos um só”, ora somos de fato o país da diversidade cultural portando não é possível que coloquem todos no mesmo saco. A nossa mídia tem parte de culpa em tudo que acontece apresentando reportagens e crônicas passionais, parciais e tendenciosas, essa xurumela que vende e dá audiência no país e que muitas das vezes incita à tristeza e revolta os menos preparados.

Ainda bem que a “Copa das Copas” tem dia e hora para acabar. O país parou, e o que receberemos em troca dessa “apaixonante” ilusão? Nada. Quem tinha que receber algo já recebeu. Nós brasileiros que nos preparemos para receber a alta conta desse legado maldito, e... é só.

No mais, agora é a vez do Chucrute e do Churrasco regados a muita Caipirinha.


Que vença o melhor!

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