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O amor no cangaço!

(Lampião e Maria Bonita - imagem Google)


Lampião (Brasil, 1898 / 1938, Brasil) e Maria Bonita (Brasil, 1911 / 1938, Brasil)

Foi na aridez do sertão brasileiro, junto à caatinga e o cangaço que o amor de Lampião e Maria Bonita floresceu. A jovem Maria Gomes de Oliveira fascinada pelas histórias que ouvia sonhava conhecer Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião e com a ajuda de um tio – coiteiro, uma espécie de protetor do cangaceiro – o encontro aconteceu. O encantamento foi imediato, cerca de um ano depois Maria Bonita se tornaria mulher de Lampião e a primeira cangaceira – espaço antes restrito aos homens – e junto de seu amor se converteriam em uma lenda. Não havia rotina na vida do casal, ora fugindo da polícia, ora dançando em festas dos povoados, o casal era feliz a seu modo. Daquele imenso amor que parecia ser maior que a rudeza da região nasce Expedita, a menina veio ao mundo pelas mãos do pai, mãos que empunhavam com destreza toda sorte de armas, mas que também acarinhavam e protegiam Maria Bonita nas longas jornadas e intermináveis fugas. Maria Bonita foi uma mulher forte que sempre lutou ao lado do seu amado, mas a sorte não estaria sempre com eles, em julho de 1938 o bando de Lampião foi atacado pela policial armada oficial – conhecida por volante – e o casal foi morto e decapitado. Final trágico para o amor que enterneceu o sertão e entrou para história provando que os brutos também amam e são amados.


(por Meg Mamede originalmente escrito para Agenda 12 x 12 - 2014, produto concebido, produzido e comercializado por Ana Camargo Deisgn© todos os direitos reservados)

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