domingo, 16 de fevereiro de 2014

Tristão e Isolda o mito do amor impossível.

(Cena do filme Tristão e Isolda de Kevin Reynolds, 2006)

Lenda com primeiros registros no século XII, na região hoje conhecida por Reino Unido. Por tratar-se de uma lenda de herança oral e não de um fato comprovado a partir de fontes precisas, tomo por data os primeiros escritos sobre sobre o casal. 

Da cultura celta para o mundo, a história de Tristão e Isolda é atemporal e transcendente. Quem nunca ouviu falar da trágica história de amor entre o cavalheiro da Cornualha (Inglaterra) e a princesa irlandesa? História presente na gesta medieval e na literatura moderna. Isolda a prometida de Marco – rei da Cornualha – e Tristão – sobrinho do rei – se apaixonam perdidamente após tomarem poção de amor destinada aos noivos. Isolda casa-se com Marco e torna-se amante de Tristão. Descobertos Tristão é banido de sua terra e casa-se com outra mulher. Com o passar do tempo, em uma de suas aventuras por outras terras Tristão fere-se mortalmente e somente os cuidados de sua amada poderia salvá-lo, mas sua esposa o engana dizendo que Isolda não viria, ele não resiste e morre antes da chegada de seu amor. Isolda por sua vez não suporta a tristeza e morre logo depois. Apesar das muitas interpretações para essa história, o drama e a paixão estão presentes em todas as versões. A paixão do grego pathos significa entre outras coisas sofrimento e dor, sensações que somente aqueles que se apaixonam podem compreender. Através da herança oral foi possível dar a conhecer mais uma história de amor e paixão que não se difere das muitas histórias de amor contemporâneas, cujos casais reais ou fictícios protagonizam até os dias de hoje.


(por Meg Mamede originalmente escrito para Agenda 12 x 12 - 2014, produto concebido, produzido e comercializado por Ana Camargo Deisgn© todos os direitos reservados)

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