segunda-feira, 6 de maio de 2013

Festa do Divino de Mogi das Cruzes: 400 anos de tradição e fé.




Brasileiro adora festa, algumas delas estão tão enraizadas e remontam alguns séculos como é o caso da tradicional Festa do Divino da cidade de Mogi das Cruzes / SP, que neste ano completa 400 anos. 

Cidade localizada entre o Vale do Paraíba, Litoral Norte e a Grande São Paulo, Mogi é tão quatrocentona quanto a capital paulista. Fundada por bandeirantes e ordens religiosas, como toda e pequena Vila que se formava no período colonial e crescia ao redor de uma igreja, minha cidade natal não poderia ser diferente.


Sempre achei Mogi provinciana, mas ela tem lá seu charme. Apesar de pouco ter sido preservado do seu casario histórico, a região do Largo do Carmo, onde se encontram as edificações das Ordens 1ª e 3ª do Carmo, construções no estilo das casas bandeiristas, ainda há casas cujas fachadas foram preservadas. Mas falando do patrimônio imaterial, esse sim resistiu ao tempo e continua sendo uma atração à parte para mogianos ou não, visitantes e fiéis.


Fé, tradição, culinária, usos e costumes, música e representações folclóricas tudo isso e muito mais é possível encontrar em uma festa que mexe com o devoto e com a economia local.


Neste ano a Festa do Divino de Mogi das Cruzes acontecerá de 09 a 19 de maio, além do programa religioso que inclui a montagem do Império do Santíssimo para visitação popular e oração dos fiéis tem a programação gastronômica, todos os anos são montadas barracas com doces, salgados e o prato típico da festa chamado e “Afogado”, segundo algumas fontes: Quando Mogi era uma cidade pequena no século 18, o pessoal vinha da roça para participar da festa. Era costume do dono da festa dar alimento aos visitantes. Como vinha muita gente, fazia um cozido de carne com batata, verduras e legumes. Acabou virando tradição. As carnes, verduras e legumes ficavam boiando na água... pareciam estar se "afogando". Daí, o nome do prato.
 

Histórias à parte é curioso notar que são os homens que vão pra cozinha fazer o “Afogado” enquanto as mulheres ajudam em outras tarefas. Algo comum em sociedades matriarcais como a sociedade basca, ao norte da Espanha, lá os homens criaram as confrarias onde mulher não entra e não cozinha, o que os converteu em referência para a gastronomia tradicional e de autor. O que não é o caso em Mogi, mas que o "Afogado" é uma delícia, isso é, e acompanhado de uma pimentinha e aguardente é uma boa pedida para as noites mais frias de maio. Geralmente há filas para provar o tal prato, mas vale a pena.
 

Tem ainda a Entrada dos Palmitos, nome dado é um grande cortejo, um dos pontos altos da festa que relembra a chegada de homens e mulheres à festa de Pentecostes, gente que vinha à cidade para agradecer a colheita. Um desfile de cavalos, peões, carros de boi, festeiros, fiéis e os integrantes da Congada, Marujada e Moçambique (representações folclóricas típicas dessas festas) tudo junto e misturado numa festa popular como muitas outras espalhadas por esse Brasil.


Quer saber mais sobre a Festa do Divino de Mogi das Cruzes acesse: http://www.festadodivino.org.br/
 

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