quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

2012 se despede e não será o fim do mundo!


Para o Brasil, para América Latina, para a maioria dos países do continente africano, para muitos dos países da Europa e para os EUA, não haverá fim do mundo em 2012. Devido à crise que estes últimos enfrentam, nenhum deles tem condições de receber um evento desse porte. Nem mesmo a Alemanha, que já tentou duas vezes e fracassou.  Um evento dessa magnitude requer esforços globais para ocorrer concomitantemente em todo planeta e, sabemos não existir consenso para isso.

Alguns disseram que se meu Timão fosse campeão do Mundial 2012 o mundo iria acabar, acredito que acabou sim, para os anticorintianos. Para nós é mais um motivo de alegria e se fosse pro mundo acabar nossa Nação acabaria em festa.

Será que os Maias se equivocaram? Ou a pedra onde esculpiram o calendário não tinha mais espaço para além 2012? 

Bem, essas são respostas que não teremos. O importante é que 2012 foi um ano razoável.

Neste ano aceitei que necessito de óculos para trabalhar e ler, não enxergo nada em cardápios, bulas e produtos no supermercado.  O meu colesterol aumentou, os meus joelhos doeram, meus cabelos brancos aumentaram (que bom que fico bem de vermelho), minha memória falhou (troquei análise Swot por slot, a estratégia do Oceano Azul por Céu azul, Eddie Vedder por Win Wenders, etc.) e meu corpo reclamou de quase tudo. 

Amigos eu cheguei à maturidade, ao ápice da vida. Maravilha! 

Próximo passo: iniciar a descida, afinal tudo que sobre desce. Peito e bunda inclusive. O pior que o joelho dói mais na descida #0*#@$#@*%$@!!! 

Mas nem tudo está perdido, ganhei outras coisas com o passar do tempo. 

Aprendi a amar e encontrei o companheiro ideal. Trabalhamos muito e planejamos o futuro juntos: uma casa térrea com rampa e piso antiderrapante, técnicas para não esquecer o horário dos remédios e muitas viagens lindas que faremos juntos, começando pela Croácia e Grécia em 2013.

A vida é feita de altos e baixos, temos que vivê-la um dia após o outro, como se cada dia fosse o último (porque um dia será). Na juventude a sorvemos em grandes goles, na maturidade aprendemos a degustá-la de maneira tranquila e nem por isso menos prazerosa.  

Sei que não mudamos, nossa essência permanece a mesma com o passar dos anos. Eu serei sempre ligada no 220w, mesmo que eu perca a potência, lá no fundo  serei sempre aquela criança levada, curiosa e tagarela. 

Então...  mesmo que me joelhos doam, que minha vista se canse e minha mente se confunda, eu verei o ano novo chegar porque o mundo não vai acabar. Verei um “bando de loucos” voltar do Japão, verei o entardecer na Ilha do Mel, verei o sorriso do meu amor quando eu fizer alguma palhaçada ou falar alguma bobeira e, serei muito feliz. 

Adeus 2012! Que venha 2013, 14, 15, 16, 17,... ... ...

domingo, 2 de dezembro de 2012

O teatro e sua curiosa tradição escatológica.





Merda! Merda pra você!

Português: merda: Francês: merde, Inglês: shit, Alemão: scheiße, Espanhol: mierda.

Que coisa estranha de se ouvir poucos minutos antes de entrar no palco, diria qualquer pessoa que desconhece o sentido da expressão. Na verdade tradicional maneira de desejar boa sorte no mundo das artes cênicas e os atores já estão acostumados a ouvir a palavra.

Existem algumas versões para origem da expressão, mas a mais reproduzida menciona o costume que surgiu na França, onde as boas peças de teatro eram determinadas pela quantidade de carruagens (carros puxados a cavalos) estacionadas a porta ou nas proximidades do teatro, consequentemente a quantidade de excremento animal: merda, depositado nesses locais.

Imagine uma peça em vários atos, talvez duas ou mais horas de espetáculo, baseado em obras de dramaturgos como Molière, Shakespeare e outros tantos e os cavalos lá fora tomando água, comendo capim, abanando o rabo, relinchando entediados enquanto esperavam o fim da peça. Não podiam fazer outra coisa se não transformar a frente do teatro em banheiro, fazendo ali suas necessidades mais básicas e animalescas.

A partir disso começa-se uma análise interessante, quanto mais merda ao fim do espetáculo, mais sucesso. E é muito fácil entender esse raciocínio, veja: a quantidade de merda revela a quantidade de carruagens que estiveram estacionadas ali e, consequentemente, quanta gente viu o espetáculo. Simples assim, não precisa ser cientista ou matemático para entender as contas, basta ter um pouco mais de estômago e observar.

Essa cadeia de acontecimentos media a qualidade de uma peça. Imagine se entre o público presente estivesse um crítico de arte que e ao sair tivesse que andar com cuidado desviando de tanta merda. Ele poderia então comprovar que havia muita gente na plateia e que a peça era realmente um sucesso.

Hoje não existe mais o glamour daquela época, nem a merda também, afinal ninguém mais vai ao teatro em carruagem, talvez hoje fosse possível medir o sucesso através do barulho dos carros ao final do espetáculo, quando motoristas impacientes e enfileirados para sair do lugar não conseguem esperar e metem a mão na buzina.

Talvez pudéssemos medir o sucesso através da quantidade de CO2 despejado no ar, mas, já não teria o charme da antiga expressão “merda”, imagine falar buzina, CO2 ao invés de: merde, shit ou mierda para Usted.

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