quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Travessuras ou Gostosuras? Direto do túnel do tempo.

De origem anglo-saxônica a festa de Halloween não é muito comum no Brasil, mas nos últimos anos tem ganhado mais adeptos, sendo mais um motivo pra reunir os amigos e passar bons momentos e, foi exatamente o que fiz neste feriado.

Entre o dia das bruxas, de todos os santos e dos mortos, mais viva que nunca, aproveitei o feriado (em 2010) e me diverti muito. Desci a serra do mar sem intenção de ir à praia – o que foi inevitável–, fui visitar a amiga Mary e curtir a animada festa de Halloween que ela preparou.

No fim das contas acabei aproveitando a estada em Santos para passear pelo maior jardim a beira mar do mundo – cerca de 7 km de orla com flores e muito verde brindando a primavera e os turistas que por lá passam –. Visitei o centro histórico, o Palácio do Café, a Pinacoteca Benedicto Calixto e o Mercado Municipal, deu até pra pegar um cineminha no posto 4. Cidade importante para história de São Paulo e do Brasil, elevada a Vila em 1545, Santos foi porta de entrada para colonizadores e imigrantes que venceram a Serra do Mar – chamada de a Muralha por alguns – em diferentes momentos da nossa história. Mas dessa vez foram criaturas da noite que invadiram Santos, na verdade invadiram a casa da Mary. Bruxas, caveiras, fantasmas, vampiros e até uma múmia dançaram até altas horas num ambiente cuidadosamente decorado por nossa anfitriã.

Enquanto muitos criticam a data, por não se tratar de algo tipicamente brasileiro – me refiro ao nosso folclore e suas criaturas fantásticas – ou até mesmo por atribuir à festa um caráter diabólico, acredito que o fenômeno da miscigenação em nosso país resulta num caldeirão cultural onde tudo é assimilado, transformado e incorporado, além do que, brasileiro adora uma festa.

E por falar em caldeirão, entre deliciosos coquetéis, petiscos, biscoitos em forma de dedos de bruxa, ratinhos sabor a cajuzinho, fantasminhas de suspiro e muita música, todos se divertiram muito. Infelizmente o feriado acabou e o jeito foi subir a serra com gostinho de quero mais e a máquina fotográfica cheia de recordações.

O que há séculos foi descoberto por outros povos, hoje continua recebendo criaturas, ops! gente de toda a parte que desembarca no porto seja a trabalho, seja a turismo e aqueles que como eu, descem e sobem a serra, não numa vassoura, mas olhando da janela o mar e a serra desejando ter nascido imortal para aproveitar tudo que a vida oferece, seja a oferta travessura ou gostosura.

(fotos Meg Mamede)

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