sexta-feira, 20 de abril de 2012

Nicole Gulin: força e docilidade.

Nicole Gulin customizando New Balance
Capoani - Curitiba/PR (foto: Meg Mamede)
Há pouco mais de um ano em Curitiba tive a sorte de conhecer pessoas singulares, inteligentes, acessíveis e que por esses motivos se tornaram queridas para mim. Entre elas, apesar do contato recente, está a artista plástica Nicole Gulin.

Não me canso de tecer elogios a ela e sempre que a oportunidade me permite, seja pela pessoa que é: sempre com um sorriso no rosto e a gentileza nos gestos, seja pela talentosa e promissora artista que traz em suas obras traços fortes e expressivos e uma docilidade quase palpável.

Há alguns anos me apaixonei por história da arte e de lá pra cá pude ver e apreciar muita coisa no Brasil e fora do país. Confesso que nem tudo me agrada, ainda não estou preparada para absorver tudo que o mundo contemporâneo coloca a minha frente.

Ainda me prendo à estética que agrade meus olhos e que de alguma maneira me toque a alma. Não consigo apreciar aquilo que subverte os meios com a finalidade de chocar ou que subtraia tantos os elementos que tudo que eu vejo seja um ponto negro, ou de qualquer outra cor, num espaço infinito e perdido. Minha percepção da arte ainda não chegou a esse grau de minimalismo e abstração.

Quando vou ver algo quero ter uma percepção sensorial boa e prazerosa como quando o sol aquece minha pele numa tarde fria ou o aroma de um prato saboroso enche minhas narinas e me prepara para o banquete.
Nicole Gulin: Vernissage "eN_trelinhas"
Inter Cultural - Curitiba/PR (foto: site da artista)


Com o trabalho da Nicole foi “gostar” à primeira vista. Durante um curso que fizemos juntas ela me entregou o folder de uma de suas exposições cujo tema “A Força e a Delicadeza das Índias Brasileiras" me encantou, de lá para cá tenho prestigiado suas exposições e performances e conferido de perto a evolução meteórica dos seus trabalhos.

Suas obras trazem elementos gráficos e desenhos inseridos na composição através da técnica de assemblage reunindo desenho, pintura e colagem e segundo a artista: com inspirações, principalmente, em fotos autorais e situações cotidianas, além de conceitos e introspecções.

Talvez por isso eu tenha gostado tanto do trabalho da Nicole, é como se ela se mostrasse de dentro para fora e conseguisse imprimir em seus trabalhos algo que só os “bons” têm: a força para se impor e, a doçura para se manter onde poucos conseguem chegar.

Parabéns Nicole!

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