domingo, 11 de março de 2012

Uma viagem pelas Gerais.



Fotos tiradas durante viagem a Minas Gerais (entre dez-2005 e jan-2006) do acervo de Meg Mamede

Há alguns anos atrás fiz uma viagem pelas Minas Gerais, fomos de São Paulo à Diamantina, demos um giro pelas cidades do circuito histórico e Estrada Real. Visitamos as casas museu: de Carlos Drummond de Andrade em Itabira e Guimarães Rosa em Codisburgo.

Uma noite no Caraça alimentando o lobo Guará e aproveitando toda a paz que o lugar inspira, já de dia conheci a polêmica "Última Ceia" do Mestre Ataíde, onde uma mulher serve os convidados, pintura posicionada em uma das paredes do Colégio do Caraça. 

Conhecemos também um pouco da história do circuito dos diamantes e a pequena e quase fantasma, Biribiri (buraco no buraco) próxima a Diamantina.

Estivemos na Gruta de Maquiné em Diamantina e na Pedra Pintada em Barão de Cocais para ver as belas pinturas rupestres da localidade. Além é claro de visitar, se não todas, quase todas as Igrejas de: Sabará, Serro, Caeté, Catas Altas, Santa Bárbara, Ouro Preto, Ouro Branco, Mariana, Diamantina, Congonhas, etc..

As Minas Gerais da boa culinária e diversidade paisagística: da fauna e da flora encantadoras e em alguns trechos, devastada pela mão do Homem e pelas máquinas a serviço da Vale. Do Mar de Morros e da Serra do Espinhaço com seus saguis (Sagui da Serra) atravessando a estrada e assobiando para chamar a atenção.

Os símbolos e ícones religiosos estiveram sempre presentes nesse percurso. Do rico barroco, com suas chinoiseries, pinturas florais e marmorizadas às obras dos mestres Ataíde, Aleijadinho e outros importantes representantes da dramaticidade barroca brasileira.

O que mais me impressionou foram os altares laterais da Igreja Matriz de Catas Altas, dedicada a Nossa Sra. da Conceição, representando as várias irmandades religiosas locais. Os altares laterais foram construídos em períodos diferentes e num tempo de riqueza, construídos para que as Irmandades fossem lembradas, numa clara disputa de poder. A matriz de Catas Altas se pareça com um grande teatro, lá encontramos vários estilos entre altares finalizados e inacabados: florais, chinoiseries e marmorização com algumas das peças atribuídas a Mestre Ataíde e Aleijadinho. Para quem chega, a igreja não é tão atrativa, mas ao entrar o espetáculo de cores, entalhes, brilho e por vezes simplicidade vale a visita. Datada do século XVIII a igreja foi construída em madeira, taipa e pedra e é parada obrigatória para quem gosta de conhecer, observar e admirar o passado.

Visitei tudo que foi possível, ouvi histórias e fiz muitas fotos. Conheci museus, igrejas, cemitérios, sacristias, torres e tive o prazer de conhecer de perto o Órgão Arp Schnitger – construído na primeira década do século XVIII em Hamburgo, Alemanha – a jóia da Catedral de Mariana.

Voltando para casa relaxei num “banho perolado”, umas das muitas opções oferecidas pelo balneário do Parque das Águas da cidade mineira de Caxambu – cidade que faz parte da região conhecida por suas estâncias hidrominerais e sua biodiversidade – além de aproveitar as águas termais, num entorno de muita beleza natural e arquitetura preservada, pude fotografar os lindos vitrais em estilo arte nouveau na sede do balneário e passar horas relaxantes no spa.

Guimarães Rosa tinha razão “é junto dos bão que se aprende o mió”.

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