quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eduardo Kobra e a Arte do Grafite.


O paulistano Carlos Eduardo Fernandes Leo de 36 anos, conhecido no mundo do grafite como Eduardo Kobra, mostra que o grafite é uma arte e que a única coisa que tem em comum com a pichação, que para mim é vandalismo e lixo, é o espaço e os suportes. Expoente da geração de grafiteiros paulistanos, Kobra tem mais de 50 trabalhos entre painéis e murais espalhados pela capital paulista, com trabalhos expostos no Brasil e em outros países.

Seus trabalhos são de um realismo e beleza que é quase impossível passar por eles e não parar para admirá-los. Um exemplo disso são os trabalhos realizados na: Avenida 23 de Maio com Viaduto Tutoia, um mural de quase 220 metros de extensão, retratando a São Paulo nos anos 20 e o da Praça Panamericana, que tem 9 metros de altura por 30 de comprimento e mostra um grupo de imigrantes italianos.


É clara a influência do muralismo mexicano nos trabalhos do artista, o volume dos corpos e a monumentalidade das obras. Vendo os murais do Eduardo Kobra me lembrei do trabalho do Mário Gruber existente na estação Sé do metrô de SP, um mural de 50m2 em acrílico e vinil intitulado “Assim como sempre, o amanhã está em nossas mãos”, artista que nos anos 50 conviveu de perto com Diego Rivera.

Além de Gruber, acredito que o artista tenha outras “coisas em comum” com Cândido Portinari, do que somente a contaminação por metais existente em algumas tintas usadas por ele(s), me refiro: aos murais e painéis pintados com temáticas realistas e críticas sociais.


Obra localizada na Avenida Faria Lima-S.Paulo/SP

O que mais me encanta no trabalho do Eduardo Kobra e o resgate da memória seja ela: paulista, paulistana, da imigração, dos usos e costumes, porque faz com que transeunte típico de grandes cidades, apressado e distante, olhe, conheça e até pare para admirar cenas de um passado não tão distante assim, mas importantíssimo para história das cidades.

Conheça o belíssimo trabalho de Eduardo Kobra.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Oliver Twist de Charles Dickens.

Hoje 200 anos após o nascimento de Charles Dickens (1812-1870), nome ilustre da literatura inglesa, falar sobre suas obras e vida seria redundante, afinal, nesta data muitas são as matérias e homenagens que lembram o autor.

Quero apenas comentar sobre a obra que mais gosto: Oliver Twist. Obra que teve muitas produções para TV e cinema desde 1906. Destacando aqui “Oliver Twist” de David Lean (1948), “Oliver!” O musical de Carol Reed (1968) e o “Oliver Twist” de Roman Polanski (2005) que dispensa apresentação.

O garoto Oliver testemunha da situação miserável de muitos ingleses no período vitoriano, do trabalho escravo infantil, da prostituição e outros fatores que levaram muito jovens à delinquência na Londres da Rainha Vitória, condições sociais nada diferentes do que vemos nos dias de hoje em muitos países, inclusive no nosso.

Por sorte, ou melhor, por vontade do autor nosso protagonista tem um final feliz, final esse que raramente acontece na realidade.

Às vezes a vida imita a arte, noutras a arte se inspira na vida!

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