quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Estilo: ou você tem, ou não tem!

Pois é, o post foge um pouco do meu "estilo", cabe trocadilho aqui com o título, mas às vezes viajo sem sair do lugar e agora extamente 20h40, sentada no meu sofá, com cabelo molhado e roupão de banho, parei para  ver e ouvir na tv, a então desconhecida por mim: Janelle Monáe... que estilo tem essa norte americana, que voz, que presença de palco! Desculpem-me as brasucas do palco Sunset, mas... não tem pra vocês não. Ah!! Só se nascerem de novo. Quem quer ir para o Rock in Rio para fazer coreografia de caranguejo? Meu isso é bom na casquinha! Mudem o nome para Music in Rio e chamem essa brasucada sem noção. Corpão, bundão, peitão, melão, melancia, amora, pera e todas as frutas.. por favor: olha a Janelle vestidaça, feminina e o que é melhor esbanjando talento, brincado com a voz e roubando a cena no país das popozudas!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O céu de Lisboa - Win Wenders

Quando o Rogério me falou da mostra “Win Wenders – Imagens que obedecem” na Caixa Cultural aqui em Curitiba, logo me veio à cabeça o filme Buena Vista Social Club (1999), dando uma olhada na programação um dos filmes que me chamou a atenção foi O céu de Lisboa (1994) e, por um motivo muito pessoal, queria rever Lisboa a partir de outro olhar que não o meu. Rever o Tejo, a Mouraria, o elétrico, os telhados, os azulejos, as roupas nas janelas e outros detalhes que conheci ao longo dos meses que lá vivi. Eu diria que foi inusitado, pois o que vi na telona, foi a Lisboa do inicio de 90, antes da revitalização para Expo 98, antes da entrada de Portugal para zona do euro (1999), foi a Lisboa de Fernando Pessoa – referência essencial no filme do cineasta alemão – foi a Lisboa do grupo musical Madredeus e da doce Teresa Salgueiro – responsáveis pela trilha sonora do filme – uma Lisboa diferente da que conheci da janela do elétrico, do Cais do Sodré, da sacada do apartamento onde morei, dos mirantes por onde passei.

Win Wenders, importante cineasta contemporâneo inspirado pelo ícone Andy Warhol e aclamado pelo conjunto de sua obra, nos faz viajar, nos apresenta o Homem em constante movimento, buscando respostas para si através de outras culturas. Ele trata daquele deslocamento necessário para compreensão de si mesmo e com sorte, do outro. Algo que só as almas inquietas, os insatisfeitos, os ávidos pelo novo são capazes de entender. Não basta ver nos livros ou no cinema, não basta ouvir os relatos, temos que partir, pegar a estrada, explorar. Explorar nosso bairro, nossa cidade, nosso país e porque não o mundo.

Logo no inicio do filme, me lembrei das minhas férias nos verões de 2008 e 2009, quando seguimos para o sul da Espanha com destino a Portugal. Aquelas estradas vazias, com algumas casinhas brancas e seus barrados amarelos, esparsas, dando a impressão de que não havia uma viva alma. Ao longo do percurso o rio Tejo, que nasce Tajo na Espanha e desagua lindo no oceano Atlântico e nos brinda ao chegar a Lisboa, largo e majestoso. Quantos foram os domingos que me sentei no Cais do Sodré sob o céu de Lisboa e o Tejo aos pés, olhando para o firmamento enquanto imaginava onde eu estaria anos depois. Quantas foram às vezes em que flanei pelos bairros lisboetas da Alfama, Mouraria, Chiado, etc, sem hora ou destino certo. Entrando aqui e acolá, olhando as gentes, fazendo fotos, observado tudo ao meu redor em busca de respostas.

O filme me encheu de melancolia, sentimento tipicamente português, assim como quando estive vendo a exposição de Fernando Pessoa no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, figura constante no filme de Wenders. Verdade seja dita é impossível conhecer Lisboa sem conhecer Pessoa. Sai da mostra um pouco nostálgica, mas, feliz por entender algumas coisas que quando lá estive não entendia, talvez o distanciamento nos ajude a compreender o que já passou.


Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!

(último verso da Ode Triunfal, poema de Fernando Pessoa publicado no primeiro número da revista Orpheu, 1915, heterônimo Álvaro de Campos)


Título Original: Lisbon Story
Direção: Wim Wenders
Roteiro: Wim Wenders
Gênero: Drama
Origem: Alemanha/Portugal
Ano de lançamento: 1994
Música: Jürgen Knieper / Madredeus
Fotografia: Lisa Rinzler




sábado, 10 de setembro de 2011

Meus homens do cinema.

Gustavo Rojas
Há tempos queria falar deles. Belos, cada um a sua maneira. Uns com mais talento, outros com mais carisma. Vozes deliciosamente sedutoras, olhares e sorrisos cativantes, personagens marcantes. Protagonismo e discrição na medida certa, roubando a cena e os corações de fãs no mundo todo. Quando eu tinha entre 10 e 11 anos assisti na sessão da tarde o filme “O Milgare” (The Miracle de Irving Rapper, 1959) uma história de amor, mortes e escolhas sem final feliz, que teve como pano de fundo a era napoleônica. O filme se passa na maior parte do tempo na Espanha, mas culmina na batalha de Waterloo, atual Bélgica. 

Roger Moore
Nunca me esqueci do quanto eram belos e encantadores aqueles personagens: Michael Stuart, o Capital Inglês, papel de Roger Moore, Guido e Carlitos, os irmãos ciganos, interpretados por Vittorio Gassman e Carlos Riva, que disputam até a morte o amor da protagonista Tereza, Carrol Backer e para finalizar, Cordoba, o toureiro lindíssimo, vivido por Gustavo Rojo que encantou a ex-noviça e então cantora Tereza e me encanta até hoje com aquela elegância e porte que só os toureiros possuem. Assisti ao filme umas duas vezes, aquele clima de romance e tragédia embalou meus devaneios. 
Vittorio Gassman

Mal sabia que três décadas depois eu conheceria alguns daqueles lugares: Salamanca, Madrid e, ainda me lembraria de detalhes do filme. Para quem ficou curioso e gosta de filmes antigos e clássicos do cinema, eu recomendo “O Milagre”. 

Carlos Rivas
Na verdade este post partiu da idéia de colocar no blog um slide show com uma seleção intitulada “meus homens do cinema”, mas não seria justo não falar de cada um deles de maneira mais individual, falar do filme, da interpretação ou do detalhe que o fez fazer parte desse seleto grupo. Não pense que encontrará Brad Pitt ou Tom Cruise na minha galeria, a beleza que destaco está para além desses rostinhos, prefiro belezas transgressoras, os feios-bonitos, a beleza revelada num frame.  Aquela beleza que está para além do que normalmente enxergamos.

domingo, 4 de setembro de 2011

Cultura da Organização.

A cultura no mundo não é homogênea, o comportamento humano é diferente em cada grupo e sociedade. As pessoas diferem entre si, afinal temos personalidades distintas, sofremos interferência do meio em que vivemos e recebemos educação diferente, além de outros elementos que contribuem para ser como somos, portanto, a questão da organização sofre influência de todos esses itens.


Nós brasileiros temos hábitos peculiares de quem vive num país tropical, onde o frio, por exemplo, não é tão rigoroso como na Europa e em outras partes do mundo, salvo os estados ao sul do país e as mudanças climáticas, temos sol e muito calor quase todo o ano e isso contribui para a tendência de vida outdoor que a grande maioria da população possui. As relações se dão muito mais no âmbito externo e, a casa fica em segundo plano. Os ambientes preferidos para desfrutar a vida são: as praias, os bares, os clubes, as ruas, diferente do europeu, por exemplo, que tem por hábito receber em casa os amigos e familiares não só em ocasiões especiais ou datas comemorativas, por isso a organização da casa é algo importante.

Não é à toa que a expressão lar doce lar - título da canção composta no século 19 pelo inglês Henry Bispo - seja tão utilizada para expressar a importância desse ambiente junto às pessoas que prezam um lugar onde conforto, praticidade e beleza imperem. Num país como nosso, de dimensões continentais e herança multicultural, a influência dos trópicos e a malemolência das gentes são elementos muito presentes nas questões comportamentais e refletem diretamente na maneira de organização da nossa vida, do nosso trabalho, do nosso tempo e da nossa casa, interferindo, de maneira positiva ou não, em nossa qualidade de vida.

Para que isso mude é necessário que mudemos nossa forma de organizar as coisas e isso requer quebra de paradigmas, mudança de mentalidade e difusão da cultura da organização, como por exemplo, o método 5S conhecido no mundo a partir do Japão, o Feng Shui trazido da China ou a maneira prática dos norte-americanos organizarem armários, closets e despensas e a preocupação com a manutenção e cuidados com a casa no melhor estilo "faça você mesmo". No âmbito corporativo encontramos ferramentas eficazes como: GED / ECM / EIM, etc, especialmente desenvolvidas para a organização de documentos.

A preocupação com a sustentabilidade, a reeducação, o surgimento de profissionais e produtos que atendem a essas necessidades são sinais de que estamos mudando e que aos poucos, nós brasileiros, começamos a nos preocupar mais com a qualidade de vida seja no âmbito da casa, seja no trabalho, otimizando nosso tempo.

Pensando nisso muitos são os produtos e serviços que já podemos encontrar no mercado brasileiro. Empresas preocupadas com a organização do nosso lar, do nosso trabalho e dos nossos arquivos pessoais inslusive, e o mais importante: seguindo tendências e regulamentação que cada segmento exige, respeitando as necessidades do cliente e atendendo a demanda com muita qualidade e profissionalismo.

Para saber mais sobre serviços e produtos visite esses links:


Index Informação Integrada

OZ Loja

Container e Cia

Rafaela Lima - Personal Organizer

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mogi das Cruzes faz 451 anos.

Hoje 1º de setembro de 2011 Mogi das Cruzes minha cidade natal completa 451 anos. Apesar de achá-la  provinciana, tenho lá minhas origens e por isso deixo aqui meu Parabéns!





Antes da fundação do povoado de Mogi das Cruzes, o bandeirante Braz Cubas, no ano de 1560, havia se embrenhado pelas matas do território mogiano, às margens do Rio Anhembi, hoje Tietê, à procura de ouro.

Gaspar Vaz abriu o primeiro caminho de acesso de São Paulo a Mogi, dando início ao povoado, que foi elevado à Vila em 17 de agosto de 1611, com o nome de Vila de Sant'Anna de Mogi Mirim. A oficialização ocorreu em 1º de setembro, dia em que se comemora o aniversário da cidade.

Mogi é uma alteração de Boigy que, por sua vez, vem de M'Boigy, o que significa "Rio das Cobras", denominação que os índios davam a um trecho do Tietê. Quando a Vila foi criada em 1611, devido ao costume de adotar o nome do padroeiro, passou a ser denominada "Sant'Anna de Mogy Mirim".

Na língua indígena, Mirim quer dizer pequeno. Provavelmente, uma referência ao riacho Mogi Mirim. A linguagem popular tratou de acrescentar o termo "cruzes" ao nome oficial da Vila. Era costume dos povoadores sinalizar com cruzes os marcos que indicavam os limites da Vila, de acordo com tese de Dom Duarte Leopoldo e Silva, confirmada pelo historiador e professor Jurandyr Ferraz de Campos.

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