quinta-feira, 21 de julho de 2011

Botero e as Dores da Colômbia.

Em 2007 visitei a exposição “A dor da Colômbia por Botero” no Memorial da América Latina em São Paulo, as 67 obras expostas na Galeria Marta Traba me surpreenderam bela beleza pictórica e, apesar da dor que estampavam não pude deixar de notar o bom humor daquelas formas redondas, mas era improvável sair de lá sem pensar na violência daqueles anos fosse na Colômbia, fosse nas cidades brasileiras.
Os trabalhos do colombiano Fernando Botero (Medellin 1932), pinturas a óleo, aquarelas e desenhos, foram doados pelo artista ao Museu Nacional da Colômbia, em Bogotá, na época da doação Botero afirmou tratar-se de “uma obrigação moral deixar um testemunho sobre o momento tão irracional da história do seu país”.

Mas não era só o testemunho ocular do homem ou do colombiano que foi disponibilizado para o mundo através daquele gesto, a doação viabilizou que gente de toda parte, especialmente latino americanos conhecessem a realidade da Colômbia – não muito diferente de outros lugares da América Latina – através do trabalho de um dos grandes artistas plástico do século 20, um dos poucos pintores contemporâneos, vivo, que pôde elevar-se à categoria de grande nome das artes plásticas mundial.


Desde a doação das obras em 2004 elas já foram vistas em muitas capitais da América e, o Brasil tem a oportunidade de recebê-las pela segunda vez, agora em exposição no MON em Curitiba sob o nome “Dores da Colômbia”, trabalhos inspirados na violenta década de 90 naquele país. Mas Botero já havia estado antes no Brasil, em 1998 o Masp fez uma retrospectiva do artista, ocasião em que sua obra tornou-se mais conhecida do público brasileiro.

Vendo os trabalhos de Botero é possível notar suas referências, em especial as do período em que viveu na cidade do México e esteve em contato com o muralismo mexicano, o volume e as cores são as marcas registradas do artista.

Botero, programa para este fim de semana. Depois do Memorial da América Latina agora é a vez de revisitá-lo no MON.

Eu recomendo!

Serviço:

Exposição: “Dores da Colômbia”

De 19 de maio a 21 de agosto – de terça a domingo, das 10h às 18h
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes 999, Centro Cívico
Preço: R$ 4,00 e R$ 2,00

terça-feira, 19 de julho de 2011

Arrumando as malas para viajar.

Quem não gosta de viajar? Todo mundo né! Mas brasileiro tem um defeito grave, deixa tudo pra última hora. Planejar é algo importante até para uma pequena viagem. Outro problema que a falta de planejamento traz, é a sobrecarga, isso mesmo, afinal sem saber ao certo o que realmente necessitam, há pessoas que levam a casa na mala. Eu mesma já fiz isso algumas vezes e tudo que ganhei foram dores pelo corpo. O pior é quando a bagagem é extraviada ou perdida, o prejuízo é maior ainda. Por isso reuni algumas dicas interessantes para quem quer aproveitar o que resta das férias.
 
Janeiro, calor no hemisfério sul e muito frio e neve no hemisfério norte, por isso as dicas do que levar diferem bastante. Quem for viajar pra fora do país, pode contar também com as liquidações e fazer boas compras, nesse caso nem tem que se preocupar em levar muita coisa. Bem, vai dizer que não quer gastar. Mas, às vezes até compensa comprar algo na Europa ou EUA, pode ser bem mais barato que adquirir a mesma peça aqui. Compare e se pergunte: Necessito ou desejo? Isso faz toda diferença e evita trazer "elefantes brancos" pra casa.

Moda e estilo são para poucos, mas se você não abre mão de estar sempre bonita e confortável não deve esquecer que simplicidade também pode ser elegante e para tanto, não há necessidade de colocar todo seu guarda-roupa na mala.

Então vamos lá:

Sapatos - Coloque-os embalagens próprias ou em sacos de tnt. Para sapatos que amassam, coloque uma meia em forma de bolinha por dentro do calçado. Na mala, vão por baixo de tudo ou em nichos que se formam no final.

Peças íntimas - Em saquinhos de tecido próprio, disponíveis em lojas de organização doméstica. Organize sempre em conjuntos e para sutiãs e biquínis com bojo, gire uma das partes e encaixe, formando peça única, para não amassar.

Bijoux - Em uma caixa pequena com divisórias.

Saco de roupa suja - Dobre do modo oriental, enrolando até formar uma bandeirinha.

Casacos - Guarde-os do avesso, com uma manga dentro da outra, esticado no comprimento da mala por baixo de tudo e se achar necessário utilize uma capa. Caso seja apenas um casaco, opte por levá-lo à mão, assim ganhará mais espaço na mala.

Roupas pesadas – Coloque-as no final da mala, como calças compridas abertas no sentido do comprimento para evitar que amassem.

Écharpe e cachecol - Arrume como rolinhos para acomodar nos espaços que se formam entre as roupas dentro da mala.
Material líquido - Acomode em saco plástico (tipo estanque), mesmo dentro da nécessaire.

Nécessaire - Uma nécessaire fica para itens de banho (xampu, condicionador, sabonete, hidratante etc.) observar as restrições em viagens áreas, evitando problemas. A segunda, para rosto e cuidados gerais (protetor solar, creme para noite, maquiagem, escova de dentes, fio dental, pente). Para homens, inclua um kit para barbear. E uma última unidade destina-se à emergência (remédios, cera depilatória em papelote, pinça, lixa de unha, um esmalte, absorvente). Se preferir uma única peça para acomodar todos os itens.

A estação do ano define sua mala, mas quem adapta e resolve o que levar ou não é você, sempre com bom senso e criatividade.

Mulheres - uma semana de verão
Peças íntimas, 4 biquínis (pode substituir 1 biquíni por 1 maiô), 2 saídas de praias, 1 boné, 1 chapéu, 1 chinelo , 1 sandália baixa, 1 sandália alta, 1 tênis, 2 vestidos curtos, 1 vestido longo, 4 tops (blusas), 1 saia,
1 shorts ou bermuda, 1 bolsa de praia, 1 calça pantalona de seda, linho ou outro tecido leve que preferir, 3 conjuntos para praticar esportes, 1 tricô meia estação (casaquinho), Para quinze dias, some mais 1 biquíni, 2 vestidos e 3 tops.

Homem - uma semana de verão
Peças íntimas, 1 chinelo, 1 tênis, 1 sapato esportivo tipo mocassim, sungas, 3 bermudas, 4 camisetas, 1 camiseta pólo, 1 camisa, 1 capri ou calça, dependendo do estilo, 1 jaqueta jeans ou outro tecido, 1 boné, Para quinze dias, some mais 2 bermudas, 3 camisetas e 1 calça.

Mulher - uma semana de inverno
Peças íntimas, incluindo meias e leggins nas cores preta, marrom e uma colorida, maiô preto, 1 chinelo, 1 tênis, 1 sapato de salto preto, 1 bota (canos à altura que desejar), conjuntos esportivos com um casaco comum a todos,  jeans de sua prefência, 1 calça mais descolada, 2 minissaia jeans, 2 shorts jeans ou outro tecido que preferir, 2 vestidos, 2 blusas de manga curta (para sobrepor ou usar por baixo, neste caso dê preferência para as de algodão que ajudam no inverno),  blusas de manga longa, 2 tricôs, 1 casaco pesado para com combinar com tudo, 1 bolsa pequena preta, 1 bolsa de cor neutra para todo dia, cintos e acessórios: cachecol, golinha de lã, luvas, bijoux, boina, chapéu, Para quinze dias, inclua mais um vestido e quatro blusas.

Homem - uma semana de inverno
Peças íntimas, 1 sunga, 1 chinelo, 1 tênis, 1 bota esportiva ou sapatênis, 2 bermudas e uma calça em tecido tecnológico, 1 jeans, 1 calça cargo (opcional), 3 camisetas, 1 camiseta manga longa, 1 manga longa pólo, 1 camisa, 1 tricô, 1 casaco pesado, cachecóis e boné ou outro acessório que preferir, Para quinze dias, aumente o número de blusas.

Agora é fechar as malas, identificá-las e se preferir fazer uma lista dos pertences para o caso de extravio e BOA VIAGEM!!


O que fazer se sua bagagem extraviar em viagens aéreas? Clique aqui e saiba como proceder.

(texto escrito por Meg Mamede para blog de Organização)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Arnaldo Baptista - Loki.


Foto de divulgação do filme Loki de Paulo Henrique Fontenelle

Dia desses Rogério me apresentou Arnaldo Baptista. Ah! Você não o conhece? Não tem problema, eu também não o conhecia. Mas Os Mutantes... deles você já ouviu falar não? Pois é, me emocionei ao assistir o filme "Loki" documentário dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, de 2008.

O filme conta a trajetória do músico paulistano Arnaldo Baptista, cérebro e coração da banda que ousou levar a guitarra elétrica para o palco dos Festivais de MPB, isso mesmo, Os Mutantes acompanharam Gilberto Gil na música "Domingo no Parque" no festival de 1967 promovido pela Record, ano no qual o movimento musical nominado Tropicália (da união de músicos baianos) ganharia mais força com as canções "Domingo no Parque" de Gilberto Gil e "Alegria Alegria" de Chico Buarque.

Não quero falar dos Mutantes, quero falar do músico, compositor, artista plástico, do menino chamado Arnaldo Baptista. Do sorriso doce, da expressão que passeava entre o ingênuo e o tímido, uma quase tristeza até a tão desejada felicidade, sentimentos visíveis no rosto do homem. Como saber ao certo, ninguém conhece alguém vivendo uma vida ao seu lado, muito menos assistindo a um filme, contudo, essa foi minha percepção do que vi e ouvi ao longo do documentário, o que de alguma maneira me cativou. Óbvio que o artista em questão, humano como todos nós deve sofrer com as vicissitudes do seu tempo, das suas escolhas, dos seus amores e deve ter lá seus defeitos, mas não se pode negar sua genialidade para arte, não se pode deixar de notar a simplicidade e o bom humor das letras que somada a arranjos bem cuidados e a ousadia da trupe, fez deles e especialmente dele, referência no cenário musical brasileiro e mais ainda, trouxe-lhes reconhecimento internacional em uma época na qual a internet devia ser uma quimera.

Quanta experimentação, quanto sofrimento, quanta dor é capaz de suportar o ser humano? Com tantos altos e baixos, loucuras e desatinos a vida do Arnaldo poderia ser comparada a uma montanha russa e finalmente ele encontrou a paz, o Arnaldo encontrou sua “menina”. Quantos passam a vida buscando sem encontrar um amor como aquele? O amor incondicional e salvador da Lucinha. Ela trouxe aquele que sempre fora um ídolo, inclusive para ela, de volta à vida. Levou Arnaldo, o homem, para Juiz de Fora, MG, mostrando-lhe um novo caminho e a certeza do recomeço. Momento onde a natureza, a tranqüilidade, os pincéis e as tintas deram novas cores aquele corpo, aquela alma, deixando o interior menino e meio naïf daquele homem sofrido expressar-se nas telas. Poucos são os que têm a chance de recomeçar assim, tudo de novo, do zero, mas com dignidade e amor.

A proposta do documentário de partir de uma tela em branco sendo preenchida ao longo do trabalho deles, norteou o passeio pela história desse paulistano e, ao final tudo estava lá, ora de maneira lúdica, ora de maneira óbvia. Lucidez e loucura andam juntos. Quem é louco e quem é normal?

A verdade é que esse gênio sensível tocou muitos: de simples mortais como eu aos grandes nomes da música mundial, basta ver o filme para saber do que estou falando. Boa música, muita história, sensibilidade e beleza. A beleza de estar vivo e ser amado. Só isso já basta!  

Eu me emocionei e sem ter medo de ser piegas confesso que chorei. Eu recomendo.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Um pouco de Poesia.


A minha casa está onde está o meu coração
Ele muda, minha casa não
No campo, em minas, terras gerais ou qualquer lugar
Onde estou, a minha casa está

Meu endereço é o sítio estrelado de norte a sul
Ele muda a cada estação
Na boca do sertão, na varanda do seu olhar
Onde estou, a minha casa está

A minha carne é feita de tudo que vai e vem
Tempo, nuvem, aflição também
Encontro e perda ao mesmo tempo, eu não vou parar
Onde estou, a minha casa está

Porque que eu sou apenas movimento
Sou do mundo, sou do vento
Nômade

Porque quando paro sou ninguém
Não declaro onde ou quem
Nômade

Porque eu sou apenas movimento
Sou do mundo, sou do vento
Nômade

Porque quando passo sou alguém
Sou do espaço, sou do bem
Nômade

 
(Nômade / Composição: Samuel Rosa e Chico Amaral)

sábado, 9 de julho de 2011

Prêmio 5 de Junho.




Nesta quinta-feira estivemos prestigiando o "Prêmio 5 de Junho - Sustentabilidade na Administração Pública: uma prática de valor, respeito e sucesso" realizado pelo Instituto Negócios Públicos do Brasil que percebendo a necessidade de fomentar a discussão de medidas voltadas à Sustentabilidade Ambiental na Administração Pública, lançou o prêmio em 2011 visando o reconhecimento e valorização das práticas socioambientais.   

O evento aconteceu no Castelo Batel, construído em 1924 pelo cafeicultor e cônsul honorário da Holanda Luiz Guimarães, foi comprado em 1947 por Moysés Lupion, ex-governador do Paraná, e tombado pelo Patrimônio Histórico no mesmo ano e desde 2003 funciona como local para eventos e festas. Noite agradabilíssima, apesar do frio curitibano, o lugar escolhido para o evento não poderia ter sido melhor, cuidadosamente decorado o Castelo Batel é uma construção eclética e foi inspirada nos castelos franceses do Vale do Loire.

Sentamos à mesa dos simpáticos Antonio Nadir Bigati, Miguel Gardini e Claudio Buzetti que vieram de Ibiporã - região metropolitana de Londrina, cidade cujo nome na língua tupi significa "Terra Bonita". Passamos horas muito descontraídas, a companhia, o jantar e o vinho estavam muito bons e de quebra ouvimos nada mais propício que a canção – 2ª. colocada no Festival MPB-Shell de 1981 –  “Planeta Água” com a qual Guilherme Arantes abriu sua apresentação na noite, levando os convidados por uma viagem no tempo com o seus hits mais conhecidos.

Mas as estrelas da noite sem dúvida foram os projetos participantes, vencedores ou não em suas categorias e falando em vencedores, o pessoal de Ibiporã, com o qual Rogério e eu dividimos mesa, foram só alegria quando ouviram anunciar o projeto “Novo sistema de coleta e separação do lixo de Ibiporã: Solução ambiental para o lixo de uma cidade” como vencedor da Categoria “Elaboração de Projetos” Sub-Categoria “Melhor Projeto de Destinação de Resíduos Sólidos (Aterros Sanitários, Melhor Sistema)”, Miguel Gardini –  Gestor Operacional do Programa de Coleta Seletiva de Ibiporã e Diretor de Limpeza Pública da SAMAE (acesse o link e veja o vídeo) – juntamente com Antonio Nadir Bigati –  ex-prefeito de Ibiporã e diretor presidente do SAMAE até março deste ano –  e Claudio Buzetti –  Secretário de Serviços Públicos, Obras e Transporte de Ibiporã e atual diretor do SAMAE – foram receber o prêmio felicíssimos pelo reconhecimento do trabalho e também por ser a única representação do Paraná a receber o prêmio, nas demais categorias os prêmios foram para São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Infelizmente não levei minha máquina fotográfica e por isso não pude registrar o momento da premiação e até a publicação deste post não havia encontrado imagem alguma na net para ilustrar o texto, de qualquer maneira reitero aqui meus votos de sucesso para Homens e iniciativas como as da cidade de Ibiporã e do Instituto Negócios Públicos de Curitiba-PR, pois são projetos e iniciativas como essas que irão salvaguardar o futuro do planeta.
 

Parabéns pelo Prêmio 5 de Junho!

(por Meg Mamede)
 

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