quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Arthur Moreira Lima em Concerto.

Ontem à tarde choveu forte novamente em Sampa, com sorte a água deu uma trégua e pude sair para apreciar a boa música em concerto que Arthur Moreira Lima deu na Caixa Cultural em São Paulo, em comemoração aos 150 anos da Caixa. Tirando a confusão para entrar, uma vez que a divulgação dizia haver 80 lugares e para surpresa de todos que chegaram cedo, parte dos ingressos, quase a metade deles, estava destinada a funcionários da instituição – o que é muito justo – desde que, não divulgassem haver 80 lugares. Além disso, houve aquele mal estar entre “terceira ou melhor idade” e os demais, por pura falta de logística, afinal, temos que respeitar direitos, ações afirmativas e o próximo, também vamos chegar lá, mas há que haver reciprocidade. Uma falha de quem organiza, pois na hora de distribuir ingressos, critérios como: quem chegou mais cedo, por exemplo, entre 16 e 17h e não pertence ao grupo preferencial não pode ficar sem ingresso porque faltando 10 minutos para o inicio da distribuição de ingressos às 18h chegam exatos 40 preferenciais e passam à frente dos demais. O que não foi o caso ontem, mas ilustra bem a situação que passamos, muitas vezes, quando não há bom senso. Muito simples, organiza-se as filas – paulista adora fila – entrega-se os ingressos, proporcionalmente, evitando estresse e gente batendo boca, até porque se vamos a esses eventos é para passar bem, fruir, relaxar e, foi exatamente isso que os 50 minutos de música nos proporcionaram. Momento de relaxamento ao som do piano de Arthur Moreira Lima, um dos grandes expoentes da nossa cultura, com um repertório eclético, o pianista mesclou música clássica universal a clássicos da MPB, interpretando Bach, Beethoven, Chopin, Mozart e Villa-Lobos e os intercalou com músicas populares que se tornaram clássicas, como Astor Piazzolla, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. O pianista teve grande projeção no Concurso Chopin de Varsóvia, premiado também nos concursos de Leeds (Inglaterra) e Tchaikovsky (Moscou) e tem feito turnês em todos os continentes, lotando as principais salas de concertos do mundo. Mas ele não parou por aí, e juntamente com uma equipe, patrocinadores e seu caminhão teatro, Moreira Lima percorre o Brasil levando a música universal e brasileira para os rincões mais remotos do país. Com o projeto “Um piano pela estrada” o artista contempla ouvidos brasileiros com doces melodias e músicas maravilhosas, parte de uma manifestação artística que possivelmente muitos deles não tiveram acesso antes. Mais que praticar cidadania através da inclusão social, o projeto em questão, leva alegria e beleza àqueles que, mesmo sem saber, são sensíveis a arte e estão abertos a conhecê-la. Termino com uma das músicas mais emocionantes, das muitas que ouvi ontem, “Trenzinho Caipira” de Villa-Lobos.










(por Meg Mamede)

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