sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Que venha 2012...


Pois é mais um ano chega ao fim... fiz tantas coisas  em 2011. O ano que não começou muito bem terminou surpreendente. Casa nova, trabalho novo, casamento e muitos planos para os próximos 50 anos... pelo menos. Como naquela canção "neste ano quero paz no meu coração, se quiser ser um amigo que me dê a mão" se não quiser... azar o seu, no melhor estilo House, afinal a essa altura da vida falsidade e hipocrisia não têm lugar. Estou feliz e quero que todos meus amigos, visitantes e seguidores também estejam, sejam e tenham muitos motivos para sê-lo.

Que o ano novo reserve a todos muita paz, alegrias e sucesso!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aniversário do Diário de Bordo

Novembro de 2011, o Diário de Bordo tem muito para comemorar, os números são animadores e fazem com que esse espaço criado para informar a família e os amigos das minhas andanças, vire espaço para fazer novos amigos e ajudar pessoas na busca por informação. Lugar onde as descobertas, a poesia, as histórias dão lugar a emoção: a minha e a dos leitores visitantes e, seguidores que por aqui passam.

Não contabilizo comentários porque nem todo mundo quer ou tem facilidade para fazê-los, mas sei que muita gente já passou por aqui e se identificou com algo, afinal, as minhas, a suas, as nossas histórias são universais, nada é tão único que outros não possam sentir ou vivenciar. Milhões e milhões de vezes ao longo dos anos e dos lugares o ser humano passa por situações semelhantes, uns as dividem, outros as guardam para si.

Quando mais jovem nunca quis um diário, na verdade não gosto de escrever em cadernos, mas aos 39 anos quando viajei para Europa, onde passei 25 meses, senti necessidade de escrever e contar o que achava relevante, relatar histórias, memórias, e acontecimentos, parte do que vi e ouvi como viajantes de todos os tempos o fizeram e inspirados neles criei o blog.

Hoje o diário em forma de blog tem outra cara, mas a tônica continua a mesma, ou seja: as viagens que faço a partir das coisas, o movimento que me desloca no espaço ou interiormente e me faz conhecer lugares, pessoas, culturas e a mim mesma. Desde que comecei o diário, em 2008, percebi mudanças em mim e isso faz com que esse exercício seja cada vez mais necessário para me tornar alguém melhor a cada texto, por isso quero agradecer aos amigos, a família, aos leitores anônimos, ou não, e aos seguidores do Diário de Bordo pelas visitas, comentários e os votos em premiações. Agradeço inclusive o uso de textos ou parte deles em alguma coisa que tenham feito, mesmo não dizendo de quem seja pois quem o utilizou sabe de onde tirou.

Como penso e como vejo o mundo estão impressos nas minhas palavras e o bom dessa história é saber que sempre haverá alguém lendo e intrigado sobre quem sou e como vivo, da mesma forma como quando pegamos um livro de um autor qualquer e a história nos faz viajar em divagações, conjecturar, refletir, questionar algo e melhor de tudo, nos faz fruir.

Sempre gostei de escrever e espero que parte deste blog possa num futuro próximo transformar-se em livro, como já vem ocorrendo com parte das minhas memórias de viagem do período de abril de 2008 até o retorno ao Brasil em maio de 2010, mas isso é outra história.

Vamos aos números então...

O Diário de Bordo completou neste mês 03 anos de existência;

Ultrapassamos a marca de 110.000 mil acessos;

Recebemos cerca de 400 visitas diárias;

Ficamos entre os 100 melhores blogs na categoria de Arte e Cultura do prêmio TOPBLOG por dois anos consecutivos 2010 e 2011.

O que mais posso dizer?

Na verdade tenho apenas que agradecer a todos os que contribuíram (e contribuem) para que o blog atingisse essas marcas, até porque o diário é fruto único e exclusivo da minha vontade e persistência, não faço propaganda de nada, dou visibilidade ao que acredito ser necessário enfatizar e procuro sempre informar sobre o que está, de alguma maneira, relacionado com a proposta do blog e por isso o acesso, a crítica ou sugestão dos que nos visitam é tão importante para manutenção deste espaço. 

Obrigada!

sábado, 26 de novembro de 2011

Livro de Família: O Casamento.

26/11/1966 Casamento de Albertina e José
Igreja Matriz de Selesópolis - SP.
Há 45 anos a jovem Albertina se casa com José na igreja matriz de Salesópolis, cidade onde nasceu e passou os primeiros 20 anos de vida. O pai, Pedro Lima já havia morrido alguns anos antes, em agosto de 1963 no mês em que ela completava 17 anos, mas os irmãos Pedro e Miguel e a mãe Maria Laura, além de outros familiares e amigos marcaram presença naquela tarde de festa. Ainda que a ausência do pai naquele importante momento da sua vida lhe trouxesse tristeza, ela não foi maior que a alegria de iniciar uma nova vida ao lado daquele que ela escolheu para ser seu par até que a morte os separe.

José, filho do Sr. Joaquim Tobias e da Dona Maria Benedita, já era um homem feito com seus 31 anos, de uma magreza que o fazia parecer o príncipe “Cabo de Vassoura”, com bigode fino e aparado, um terno escuro, não é que o roceiro ficou elegante naquele dia e recebeu a família e amigos com muita alegria no coração.

Passado algum tempo eles se mudam para Mogi das Cruzes. Primeiro iria José para conhecer a cidade, conseguir um trabalho, depois Albertina o acompanharia, em seguida a família começa a crescer. Sete são os filhos do casal, dos quais cinco estão vivos, firmes e briguentos como sempre. Gente de sangue quente esses “Cardoso”, mas Albertina e José são verdadeiros heróis, na melhor acepção da palavra.

Gente brava, lutadora, que não desiste apesar de todos os problemas e barreiras que surgiram ao longo dos anos. O casal conseguiu criar os filhos, vê-los crescer, casá-los (ou não) e ver os netos chegarem.

Eu sempre brinquei com minha mãe por conta da história das balas Juquinha, isso mesmo aquelas balas mastigáveis de várias cores e sabores, é que o avô Joaquim tinha um bar e o pai quando ia pro sítio visitar a mãe levava consigo um punhado de balas embaladas naqueles papéis de pão antigos, para adoçar a relação. Então, eu sempre digo pra mãe que ela se vendeu por muito pouco.

“Onde já se viu aceitar casar-se depois de algumas centenas de balas” (risos).

Brincadeiras à parte, os tempos mudaram, hoje as relações se estabelecem de outras formas, mas naquele tempo as pessoas se conheciam, não tinham tanto tempo para enrolar umas as outras, a sociedade cobrava, os pais, os irmãos estavam sempre presentes. Não era de bom tom uma moça de família conhecer muitos moços e demorar a casar-se.

A mãe casou aos vinte anos, foi mãe de sua primeira filha aos 21 e vive ao lado do mesmo homem desde então. O pai com seu humor ácido convive, com a ironia ingênua da mãe, eles protagonizam as discussões mais prosaicas na cozinha da casa e ao final cuidam um do outro como tem que ser, como se nada tivesse acontecido, afinal os filhos são para o mundo e o marido e a mulher são como os dedos anelares da mão, que segundo algumas culturas representam o casal, pois ao dobrar os dedos médios, se torna impossível separá-los como se separam os demais dedos que representam os filhos e os amigos.

Deixando de lado as metáforas, hoje é dia de festa, pois meus pais Albertina e José completam 45 anos de “vida juntos”, são exemplos de superação e força para todos nós, por isso seus filhos: Margarete, Mauricio, Marco, Maristela e Marcio agradecem a dádiva da vida, seus genros e nora: Cristiano, Rogério e Renata os parabenizam pela data e os netos: Cristian, Guilherme, Marcello e Laura agradecem pela possibilidade de conviver com eles, pois na casa dos avós “pode tudo”, e só quem já foi criança e conviveu com seus avós sabe o que é isso.

A vida é um mistério, poucos são os que a vivem bem ou chegam perto disso, cada um faz dela o que quer, mas é o caráter e as escolhas que trazem às nossas vidas motivo para agradecer, para olhar para trás e dizer que valeu a pena!

Queridos pais que Deus os abençoe sempre, como os abençoou naquela tarde de 26 de novembro de 1966.

Feliz aniversário de casamento!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Livro de Família.

Vó Maria com os tios José e Pedro 
Lendo “Álbum de Família: A imagem de nós mesmos” do colombiano Armando Silva, além de outros artigos que falam sobre a importância da memória e história para compreensão de nós mesmos, leituras essas que tenho feito para produção de textos e materiais de trabalho, ressurgiu em mim um desejo antigo, na verdade algo que me intriga e estimula desde muito tempo.

Ainda criança, olhava os objetos do sítio da avó Maria Laura (também documentada como Maria da Conceição ou Maria de Souza) e que para nós era apenas vó Maria ou vô da Bica (por conta da pequena bica d’água que havia no sítio) e tinha vontade de conhecer a história daquelas coisas e mais tarde colecioná-las, além é claro de conhecer minhas origens maternas. Vó Maria, mulher pequenina, de tez bronzeada do sol e voz tranquila e doce, andava descalça pelo terreiro em frente da casa, modelava e queimava os objetos de barro para uso doméstico, usava açúcar cristal ou pedaços de rapadura para adoçar nosso café, que era colhido, torrado e moído por ela mesma, dava-nos pequenas bolinhas homeopáticas para curar nossas dores e males, aquelas doses açucaradas que adorávamos, vivia sem luz elétrica ou água encanada e mantinha tudo perfeitamente cuidado e limpo, responsável pelas tarefas da casa e cuidados com o pequeno sitio da família, local onde ela sempre nos esperava para os finais de semana.

Por que estou contando isso? Porque há dias atrás quando estive com minha mãe, aproveitei para trazer umas poucas fotos e documentos antigos da família no intuito de criar um livro de família com fotos e histórias narradas por minha avó e reproduzidas pela minha mãe. Na verdade não farei um trabalho extenso e rigoroso de genealogia, quero apenas dar destaque para aquela que sempre foi e será um exemplo de bondade, humildade e sabedoria para nós: a vó Maria.

Agora consigo entender de quem herdei minhas características físicas, vendo a foto da vó Maria percebo de onde vêm meus olhos pequenos e os traços do meu rosto, meus cabelos e minha estatura. Sou parte índia, como fora a minha avó. Hoje até brinco quando falo disso, digo que venho de uma linha ascendente direta de Gengis Khan, mas na verdade me entristece um pouco não conhecer mais sobre minha ancestralidade devido a documentos e fotos perdidas ou com informações diferentes entre si. Conheço o que a oralidade me permite conhecer, histórias ouvidas em encontros de família, relatos fragmentados da nossa origem.

Adoraria poder levantar a trajetória da família, obter mais informações do lado paterno e materno, mas me contento em fazer algo que permita aos meus sobrinhos e as próximas gerações conhecer um pouco mais da nossa história. Para outras perguntas a ciência já pode dar respostas através do rastreamento genético, como o projeto genográfico realizado há algum tempo pela National Geographic e a IBM.

Hoje não tenho comigo nenhum daqueles objetos que faziam parte da casa da minha avó e infelizmente não sei o paradeiro deles, guardo apenas as lembranças daqueles dias na casa da “vó da bica” e do sorriso estampado no rosto dela toda a vez que ela ouvia o barulho da buzina e avistava o carro chegando e nós, eu e meus irmãos, dependurados na porteira do sítio. Bons momentos aqueles, eternizados na minha memória e dos quais hoje sinto uma saudade que dói.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Casa Vazia


Dia de chuva e vento frio pra não fugir do habitual na cidade de Curitiba. Depois de um belo almoço, por que não um filme? Foi isso que fizemos esparramados no sofá. “Casa Vazia” do diretor sul coreano Ki-duk Kim (original Bin-jip / 3 Iron - produção de 2004 - Coréia do Sul / Japão) foi o escolhido. Um filme sem diálogos entre os protagonistas onde as imagens falam mais que palavras.
O encontro entre um invasor de casas, diferente, que passa algum tempo em casas cujos donos estão viajando, ele não rouba, ele lava, limpa e faz pequenos consertos, e uma mulher, Tae-suk, cujo casamento infeliz e a violência do marido a fez mergulhar no mundo marginal e terno de Sun-hwa. O que é sonho? O que é real? Essa é a tônica do filme. Quer saber mais? Só assistindo.
Na verdade o que me chamou a atenção foi a música que se repete e embala alguns momentos do filme, curioso não se tratar de música coreana ou japonesa e por incrível que pareça aquela voz me soou familiar, a música cantada em árabe é a canção “Gafsa” da belga com origens anglo-egípcias Natasha Atlas, cantora que ouvi muito há alguns anos atrás, e que ao ouvir novamente me trouxe algumas lembranças.
Maravilha esse mundo globalizado em que vivemos! É possível reunir, numa tarde cinzenta, sem sair de casa: bacalhau português, vinho brasileiro, filme sul coreano, música árabe, um paranaense e uma paulista. Quem precisa de mais?


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Memória que emociona



Nada como nos envolver com o que nos traz satisfação e se com isso também vir emoção, melhor ainda.

Nos últimos tempos a memória e a oralidade têm sido uma constante, seja nas pesquisas de trabalho, nas leituras, seja nos eventos dos quais tenho participado. Hoje fui surpreendida por essa emoção ao assistir o documentário “Mestres Artífices: O imaterial impresso na materialidade” resultado de um dos projetos contemplados pelo edital de Patrimônio Imaterial do Fundo Municipal da Cultura de Curitiba e que foi lançado no I Seminário de Patrimônio da cidade. Trabalho realizado pela arquiteta Giceli Portela, a historiadora Tatiana Marchette e equipe, cujos protagonistas foram os artífices, depoentes do projeto: Belmiro Gusso, presente no evento, Vitorino Smanhoto e Aldoaldo Lenzi.

Há alguns dias lendo o livro “Memória de Empresa” da ABERJE editorial conheci o relato das experiências da CBMM (do grupo Moreira Salles) sobre a tecnologia e as profissões em extinção, neste caso, as profissões que estão diretamente ligadas à indústria, devido ao avanço tecnológico e as mudanças no mercado de trabalho, o que não é diferente no caso dos mestres artífices.

As histórias que conheci hoje estão carregadas de beleza, apesar de alguns infortúnios, como o incêndio que destruiu a primeira fábrica do Sr. Angelo Gusso, pai de Belmiro, com quem ele aprendeu a arte do entalhe nos idos dos anos 50. Tradição passada de pai para filho, de geração para geração ou àqueles interessados na arte dos entalhes ornamentais em madeira, no ferro forjado e soldas ou em vitrais, mosaicos, painéis e murais. Cada relato é único. Os modos de fazer, a relação com a paisagem urbana local (e internacional), a materialidade dos saberes e o romantismo contido em cada peça é de encher os olhos e coração.

Vendo os depoimentos, conhecendo um pouco da história de cada um desses artífices fiquei pensando na história do meu pai, de como ele, um roceiro do Vale do Paraíba/SP, aprendeu a profissão de torneiro mecânico (profissão que, também, caminha para extinção) com o mínimo ou quase nada de instrução e, o quanto ele e muitos outros se orgulham quando falam sobre o que aprenderam e sabem fazer de melhor.

A importância de projetos como esse é o de possibilitar o resgate da memória, utilizando fontes materiais e imateriais dando a conhecer às novas gerações o valor contido em todo e qualquer trabalho, seja o que resulta num lindo vitral que filtra a luz dos ambientes, num encosto de cadeira, numa porta, seja naquele portão ou pequeno trabalho que nem sempre é notado por nós, mas que possui valores que ultrapassam seu valor econômico e traz consigo tradição e histórias de superação e sucesso.

Parabéns aos Mestres Artífices que fazem parte deste projeto e a todos aqueles desconhecidos que também contribuíram e contribuem para tornar a paisagem urbana, os espaços e ambientes lugares dotados de beleza e memória.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Daí a Cesar o que é de Cesar

Cartaz by_Esther Carreras
Este post é um mea culpa com a Esther Carreras, ilustradora de La Rioja, Espanha, de quem tomei emprestado uma ilustração sem citar a fonte por puro desconhecimento. Isso aconteceu em abril de 2010 quando eu ainda vivia em Orduña, naquele fim de semana eles comemoravam o dia do livro e ao entrar em uma pequena livraria da cidade, na mesma rua do Café Samaná, vi um cartaz que me chamou muita a atenção pois reunia duas coisas das quais eu gosto muito: livros e vinhos, especialmente os com denominação de origem La Rioja. Na data, comerciantes locais fizeram um promoção e na compra de um livro ganhava-se uma taça de vinho em alguns bares da cidade. Acabei buscando na internet a imagem, mas não encontrei o autor, usei assim mesmo e de certa maneira infringi algo que para mim é muito importante e que nos dias de hoje é quase impossível de controlar, o uso da produção artística ou intelectual de outrem sem prévia autorização. Eu mesma já passei por isso com textos meus, contundo e apesar de meu blog estar sob licença creative commons, isso não isenta o usuário de citar a fonte, melhor dizendo, dar os créditos. Eu desde muito tempo, mantenho no meu blog um aviso para o caso de usar algo sem autorização prévia, para que quem saiba da autoria me avise, em seguida faço contato para manter ou retirar do ar o material. A Esther educadamente entrou em contato, eu por minha vez só fiz pedir desculpas e me explicar, ela gentilmente me autorizou o uso dessa ou de outras imagens de seus trabalhos. Bem, isto tudo aqui é pra dizer que "daí a Cesar o que é de Cesar e à Esther o que é da Esther".

Conheçam o trabalho dessa garota em  http://culopower.blogspot.com/ vale a pena!!

domingo, 16 de outubro de 2011

Sabores da Espanha em Curitiba

Apesar do vento frio e “otras cositas mas” Curitiba têm surpreendido. Tenho descoberto a cidade a pé, como tem que ser.  Andando pelas ruas da cidade cada dia eu volto para casa com uma novidade. Noite dessas fomos assistir a banda curitibana Confraria da Costa no Sesc da Esquina, parte da programação 2011 do projeto “Som da Cidade”, antes do show começar aproveitamos para conhecer o Restaurante Gonzales y Garcia e provar a culinária.

Restaurante Gonzales y Garcia_foto de Priscilla Fiedler
Não nos decepcionamos, lugar aconchegante, decorado com fotos e motivos espanhóis, música ambiente e os ricos montaditos y tapas acompanhados de cerveja, vinho ou sangria fazem a alegria dos apreciadores dos sabores Ibéricos. E por falar em ibéricos, começamos provando montaditos de queijo brie e jamón serrano, em seguida patatas bravas e langostinos, acompanhados de sangria de vinho tinto para mim e Heineken pro Rogério. Com porções bem servidas e cuidadosamente preparadas, confesso que viajei de volta à Espanha, foi como se eu tivesse salido de poteo o pintxos como se diz por lá. A sangria que tomei estava muito melhor que a sangria que tentei tomar em La Rambla, Barcelona, no verão de 2009. Outro ponto forte são as promoções e descontos que a casa oferece de terça a sexta-feira das 17h às 20h, a relação custo-benefício é uma boa surpresa e incentiva a visitar mais vezes o restaurante. Além das  opções de pratos oferecidos: paella, carnes na parrilla e as caçarolas de bacalhau ou camarão com alho no azeite de oliva. Hum! Só de pensar fico com água na boca.

Restaurante Txapela_foto de Meg Mamede
E por falar em vontade, foi o que me deu, quando vi numa das ruas do centro um Lauburu com as cores bascas indicando outro lugar para conhecer: o Restaurante Txapela, meus olhos brilharam e os sabores e aromas tomaram conta da minha mente. Chegando em casa contei pro Rogério que havia encontrado um lugar ótimo para o lançamento do meu livro, mas que antes queria conhecê-lo, provar os sabores oferecidos e, foi o que fizemos dias depois no Txapela (nome dado a boina que os bascos usam). O restaurante situado numa casa centenária, tombada, recorda os casarios bascos do ponto de vista da solidez da construção, as casas bascas são muito peculiares. O restaurante tem em sua decoração objetos da cultura basca, além de fotos espalhadas em vários pontos, no banheiro encontrei imagens da San Pedro Kalea, Hondarribia, cidade retratada no mural pintado em uma das paredes da casa, mostrando um pouco das festas bascas. Coincidentemente, Hondarribia foi a última cidade basca que visitei dias antes de retornar ao Brasil, depois de viver dois anos no norte da Espanha. Voltando à culinária, nessa noite começamos com os pintxos (montaditos), escolhemos o de queijo brie com damasco e um com maionese de kani com salmão, pedimos inicialmente duas taças de vinho (denominação de origem La Rioja, por supuesto), em seguida provamos croquetes de jamón ibérico e, apesar da noite não estar quente (estamos em Curitiba) pedi um gaspatxo (que pode ser servido como entrada fria a base de tomates, azeite de oliva e alho, ou como opção refrescante para dias de verão, como o salmorejo cordobés) e o Rogério pediu paella com frutos do mar, um pouco salgada pro meu gosto (particularmente prefiro o arroz de mariscos, especialidade portuguesa), tudo acompanhado de mais vinho (dica: peça a garrafa de vinho ao invés de taças, a relação custo benefício é melhor) e para terminar pedimos creme catalão que... estava delicioso.
Tanto o Gonzales y Garcia quanto o Txapela tem bom serviço, com atendentes atenciosos e educados. Em ambos estivemos durante a semana para um happy hour, mas, acredito que mesmo em noites mais movimentadas não deva haver surpresas, talvez um pouco mais de espera, mas nada que não possa ser compensado pela exquisita culinária servida.
¡Que aproveché!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Estilo: ou você tem, ou não tem!

Pois é, o post foge um pouco do meu "estilo", cabe trocadilho aqui com o título, mas às vezes viajo sem sair do lugar e agora extamente 20h40, sentada no meu sofá, com cabelo molhado e roupão de banho, parei para  ver e ouvir na tv, a então desconhecida por mim: Janelle Monáe... que estilo tem essa norte americana, que voz, que presença de palco! Desculpem-me as brasucas do palco Sunset, mas... não tem pra vocês não. Ah!! Só se nascerem de novo. Quem quer ir para o Rock in Rio para fazer coreografia de caranguejo? Meu isso é bom na casquinha! Mudem o nome para Music in Rio e chamem essa brasucada sem noção. Corpão, bundão, peitão, melão, melancia, amora, pera e todas as frutas.. por favor: olha a Janelle vestidaça, feminina e o que é melhor esbanjando talento, brincado com a voz e roubando a cena no país das popozudas!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O céu de Lisboa - Win Wenders

Quando o Rogério me falou da mostra “Win Wenders – Imagens que obedecem” na Caixa Cultural aqui em Curitiba, logo me veio à cabeça o filme Buena Vista Social Club (1999), dando uma olhada na programação um dos filmes que me chamou a atenção foi O céu de Lisboa (1994) e, por um motivo muito pessoal, queria rever Lisboa a partir de outro olhar que não o meu. Rever o Tejo, a Mouraria, o elétrico, os telhados, os azulejos, as roupas nas janelas e outros detalhes que conheci ao longo dos meses que lá vivi. Eu diria que foi inusitado, pois o que vi na telona, foi a Lisboa do inicio de 90, antes da revitalização para Expo 98, antes da entrada de Portugal para zona do euro (1999), foi a Lisboa de Fernando Pessoa – referência essencial no filme do cineasta alemão – foi a Lisboa do grupo musical Madredeus e da doce Teresa Salgueiro – responsáveis pela trilha sonora do filme – uma Lisboa diferente da que conheci da janela do elétrico, do Cais do Sodré, da sacada do apartamento onde morei, dos mirantes por onde passei.

Win Wenders, importante cineasta contemporâneo inspirado pelo ícone Andy Warhol e aclamado pelo conjunto de sua obra, nos faz viajar, nos apresenta o Homem em constante movimento, buscando respostas para si através de outras culturas. Ele trata daquele deslocamento necessário para compreensão de si mesmo e com sorte, do outro. Algo que só as almas inquietas, os insatisfeitos, os ávidos pelo novo são capazes de entender. Não basta ver nos livros ou no cinema, não basta ouvir os relatos, temos que partir, pegar a estrada, explorar. Explorar nosso bairro, nossa cidade, nosso país e porque não o mundo.

Logo no inicio do filme, me lembrei das minhas férias nos verões de 2008 e 2009, quando seguimos para o sul da Espanha com destino a Portugal. Aquelas estradas vazias, com algumas casinhas brancas e seus barrados amarelos, esparsas, dando a impressão de que não havia uma viva alma. Ao longo do percurso o rio Tejo, que nasce Tajo na Espanha e desagua lindo no oceano Atlântico e nos brinda ao chegar a Lisboa, largo e majestoso. Quantos foram os domingos que me sentei no Cais do Sodré sob o céu de Lisboa e o Tejo aos pés, olhando para o firmamento enquanto imaginava onde eu estaria anos depois. Quantas foram às vezes em que flanei pelos bairros lisboetas da Alfama, Mouraria, Chiado, etc, sem hora ou destino certo. Entrando aqui e acolá, olhando as gentes, fazendo fotos, observado tudo ao meu redor em busca de respostas.

O filme me encheu de melancolia, sentimento tipicamente português, assim como quando estive vendo a exposição de Fernando Pessoa no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, figura constante no filme de Wenders. Verdade seja dita é impossível conhecer Lisboa sem conhecer Pessoa. Sai da mostra um pouco nostálgica, mas, feliz por entender algumas coisas que quando lá estive não entendia, talvez o distanciamento nos ajude a compreender o que já passou.


Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!

(último verso da Ode Triunfal, poema de Fernando Pessoa publicado no primeiro número da revista Orpheu, 1915, heterônimo Álvaro de Campos)


Título Original: Lisbon Story
Direção: Wim Wenders
Roteiro: Wim Wenders
Gênero: Drama
Origem: Alemanha/Portugal
Ano de lançamento: 1994
Música: Jürgen Knieper / Madredeus
Fotografia: Lisa Rinzler




sábado, 10 de setembro de 2011

Meus homens do cinema.

Gustavo Rojas
Há tempos queria falar deles. Belos, cada um a sua maneira. Uns com mais talento, outros com mais carisma. Vozes deliciosamente sedutoras, olhares e sorrisos cativantes, personagens marcantes. Protagonismo e discrição na medida certa, roubando a cena e os corações de fãs no mundo todo. Quando eu tinha entre 10 e 11 anos assisti na sessão da tarde o filme “O Milgare” (The Miracle de Irving Rapper, 1959) uma história de amor, mortes e escolhas sem final feliz, que teve como pano de fundo a era napoleônica. O filme se passa na maior parte do tempo na Espanha, mas culmina na batalha de Waterloo, atual Bélgica. 

Roger Moore
Nunca me esqueci do quanto eram belos e encantadores aqueles personagens: Michael Stuart, o Capital Inglês, papel de Roger Moore, Guido e Carlitos, os irmãos ciganos, interpretados por Vittorio Gassman e Carlos Riva, que disputam até a morte o amor da protagonista Tereza, Carrol Backer e para finalizar, Cordoba, o toureiro lindíssimo, vivido por Gustavo Rojo que encantou a ex-noviça e então cantora Tereza e me encanta até hoje com aquela elegância e porte que só os toureiros possuem. Assisti ao filme umas duas vezes, aquele clima de romance e tragédia embalou meus devaneios. 
Vittorio Gassman

Mal sabia que três décadas depois eu conheceria alguns daqueles lugares: Salamanca, Madrid e, ainda me lembraria de detalhes do filme. Para quem ficou curioso e gosta de filmes antigos e clássicos do cinema, eu recomendo “O Milagre”. 

Carlos Rivas
Na verdade este post partiu da idéia de colocar no blog um slide show com uma seleção intitulada “meus homens do cinema”, mas não seria justo não falar de cada um deles de maneira mais individual, falar do filme, da interpretação ou do detalhe que o fez fazer parte desse seleto grupo. Não pense que encontrará Brad Pitt ou Tom Cruise na minha galeria, a beleza que destaco está para além desses rostinhos, prefiro belezas transgressoras, os feios-bonitos, a beleza revelada num frame.  Aquela beleza que está para além do que normalmente enxergamos.

domingo, 4 de setembro de 2011

Cultura da Organização.

A cultura no mundo não é homogênea, o comportamento humano é diferente em cada grupo e sociedade. As pessoas diferem entre si, afinal temos personalidades distintas, sofremos interferência do meio em que vivemos e recebemos educação diferente, além de outros elementos que contribuem para ser como somos, portanto, a questão da organização sofre influência de todos esses itens.


Nós brasileiros temos hábitos peculiares de quem vive num país tropical, onde o frio, por exemplo, não é tão rigoroso como na Europa e em outras partes do mundo, salvo os estados ao sul do país e as mudanças climáticas, temos sol e muito calor quase todo o ano e isso contribui para a tendência de vida outdoor que a grande maioria da população possui. As relações se dão muito mais no âmbito externo e, a casa fica em segundo plano. Os ambientes preferidos para desfrutar a vida são: as praias, os bares, os clubes, as ruas, diferente do europeu, por exemplo, que tem por hábito receber em casa os amigos e familiares não só em ocasiões especiais ou datas comemorativas, por isso a organização da casa é algo importante.

Não é à toa que a expressão lar doce lar - título da canção composta no século 19 pelo inglês Henry Bispo - seja tão utilizada para expressar a importância desse ambiente junto às pessoas que prezam um lugar onde conforto, praticidade e beleza imperem. Num país como nosso, de dimensões continentais e herança multicultural, a influência dos trópicos e a malemolência das gentes são elementos muito presentes nas questões comportamentais e refletem diretamente na maneira de organização da nossa vida, do nosso trabalho, do nosso tempo e da nossa casa, interferindo, de maneira positiva ou não, em nossa qualidade de vida.

Para que isso mude é necessário que mudemos nossa forma de organizar as coisas e isso requer quebra de paradigmas, mudança de mentalidade e difusão da cultura da organização, como por exemplo, o método 5S conhecido no mundo a partir do Japão, o Feng Shui trazido da China ou a maneira prática dos norte-americanos organizarem armários, closets e despensas e a preocupação com a manutenção e cuidados com a casa no melhor estilo "faça você mesmo". No âmbito corporativo encontramos ferramentas eficazes como: GED / ECM / EIM, etc, especialmente desenvolvidas para a organização de documentos.

A preocupação com a sustentabilidade, a reeducação, o surgimento de profissionais e produtos que atendem a essas necessidades são sinais de que estamos mudando e que aos poucos, nós brasileiros, começamos a nos preocupar mais com a qualidade de vida seja no âmbito da casa, seja no trabalho, otimizando nosso tempo.

Pensando nisso muitos são os produtos e serviços que já podemos encontrar no mercado brasileiro. Empresas preocupadas com a organização do nosso lar, do nosso trabalho e dos nossos arquivos pessoais inslusive, e o mais importante: seguindo tendências e regulamentação que cada segmento exige, respeitando as necessidades do cliente e atendendo a demanda com muita qualidade e profissionalismo.

Para saber mais sobre serviços e produtos visite esses links:


Index Informação Integrada

OZ Loja

Container e Cia

Rafaela Lima - Personal Organizer

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mogi das Cruzes faz 451 anos.

Hoje 1º de setembro de 2011 Mogi das Cruzes minha cidade natal completa 451 anos. Apesar de achá-la  provinciana, tenho lá minhas origens e por isso deixo aqui meu Parabéns!





Antes da fundação do povoado de Mogi das Cruzes, o bandeirante Braz Cubas, no ano de 1560, havia se embrenhado pelas matas do território mogiano, às margens do Rio Anhembi, hoje Tietê, à procura de ouro.

Gaspar Vaz abriu o primeiro caminho de acesso de São Paulo a Mogi, dando início ao povoado, que foi elevado à Vila em 17 de agosto de 1611, com o nome de Vila de Sant'Anna de Mogi Mirim. A oficialização ocorreu em 1º de setembro, dia em que se comemora o aniversário da cidade.

Mogi é uma alteração de Boigy que, por sua vez, vem de M'Boigy, o que significa "Rio das Cobras", denominação que os índios davam a um trecho do Tietê. Quando a Vila foi criada em 1611, devido ao costume de adotar o nome do padroeiro, passou a ser denominada "Sant'Anna de Mogy Mirim".

Na língua indígena, Mirim quer dizer pequeno. Provavelmente, uma referência ao riacho Mogi Mirim. A linguagem popular tratou de acrescentar o termo "cruzes" ao nome oficial da Vila. Era costume dos povoadores sinalizar com cruzes os marcos que indicavam os limites da Vila, de acordo com tese de Dom Duarte Leopoldo e Silva, confirmada pelo historiador e professor Jurandyr Ferraz de Campos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sistema de transporte de Curitiba: Um dia de Fúria.


Estação tubo Praça Osório
Imagine mudar de São Paulo para Curitiba apostando na qualidade de vida da cidade, tantos foram os comentários ao longo dos anos e desde minha primeira vez aqui, em 1994, frases como: “cidade planejada, arborizada, limpa”, “povo educado”, “baixa criminalidade” e o mais ouvido “sistema de transporte de primeiro mundo”. Onde? Só se for na França! Melhor ainda em Vitoria-Gasteiz.

Que me perdoem os curitibanos bairristas, nascidos aqui ou que se sentem curitibanos por adotar a cidade, realmente há muitos pontos positivos, regiões arborizadas – em bairros de melhor padrão, geralmente –, é mais limpo que São Paulo sem dúvida, mas ainda não descobri se o milagre se dá pela companhia responsável pela limpeza pública ou pela educação do povo. Educação, ponto que também ponho em xeque, já vi muita gente jogando lixo na rua, destruindo lixeiras e otras cositas más.

Mas o que mais me estressa aqui acredite: é o premiado e comentado sistema de transporte de Curitiba que desde os idos dos 80, 90 ajudou a eleger muito político. Claro que o sistema tem muito de vanguarda e tecnologia, mas isso não é tudo quando os fluxos humanos aumentam consideravelmente. De fato não posso criticar o sistema do ponto de vista técnico, não tenho know how para isso, mas como usuária de sistemas de transporte da algumas cidades do Brasil e da Europa, posso sim criticar a maneira como os responsáveis, seja pelos serviços, seja pelo controle de tráfego de Curitiba administram a coisa. Posso falar da falta de estratégia e descaso para com o usuário.

Já comentei aqui no blog, em outros posts inclusive, que não dirijo, portanto, ademais dos meus pés – os que realmente me levam a qualquer lugar – dependo do transporte público. São quase 31 anos da minha vida utilizando esses serviços, desde que peguei um ônibus circular por primeira vez aos 12 anos, sozinha, na minha cidade, foi uma experiência inesquecível: vomitei todo o almoço ao descer na antiga Praça do Aviário no centro de Mogi das Cruzes.

Logo que cheguei a Curitiba, há quase cinco meses, estive trabalhando num escritório no centro da cidade e durante os 45 dias caminhei da região central até o bairro do Juvevê, onde moro. Hoje em novo emprego, no bairro Bigorrilho, dependo um pouco mais do sistema de transporte daqui, mas assim que o frio e a chuvas dêem uma trégua, o retorno para casa será caminhando. Ah! Claro, há a opção da ciclovia, porém, ela está mais para o lazer do que para atender: percursos casa-trabalho. Boa parte das ciclovias é compartilhada com pedestres e, o pior de tudo é ter que dividir espaço com a péssima direção dos motoristas curitibanos. Como sempre digo, não quero virar número estatístico.

Hoje foi a gota d’água, me senti como Michael Douglas em “Um dia de Fúria” (filme de Joel Schumacher, 1993 - EUA), depois de vários dias, ou melhor, tardes entubada literalmente na estação Bruno Filgueira, onde todas as tardes por volta das 18h05 me dirijo para pegar o primeiro ônibus Biarticulado brasileiro, batizado de "Metrobus", linha Centenário-Campo Comprido, sentido Campo Comprido, espero diariamente entre 30 e 40 minutos para que um desses dê o ar da graça, para em seguida surgir, assim do nada, como num passe de mágica, mais uns três, como se andassem em comboio, enquanto nós usuários andamos como sardinhas enlatadas, desrespeitadas e negligenciadas.


Ônibus biarticulado que atende às estações tubo de Curitiba

Hoje choveu forte ao longo do dia e não poderia ser diferente na hora de sair do trabalho, desci rápido sentido estação Bruno Filgueira, debaixo de chuva, fiquei feliz porque além de um motorista “educado” me dar passagem para cruzar na faixa de pedestre que há próximo ao tubo, havia dois biarticulados encostando na estação. Corri e peguei o segundo. Mal sabia eu que cenário dantesco me esperava, um verdadeiro inferno.

Na estação tubo Eufrásio Correia, próximo ao Shopping Estação, só faltou encontrar o “chefe” das criaturas infernais, porque as criaturas estavam todas lá e, as sardinhas que saltavam dos vários Centenário-Campo Comprido – lembra: eles andam em comboio – eram fritas pelos que desciam da linha Capão Raso-Santa Cândida, sentido Santa Cândida. Gente discutindo, passando mal, mães carregando os filhos acima da cabeça e ninguém para organizar a turba.

Estação tubo com entrada e saída no mesmo lugar.
A maioria das estações tubos têm esse tamanho, somente
algumas estações estratégicas tem maior tamanho e saídas
em ambas extremidades.
Falam mal do metrô de São Paulo, que conheço muito bem, mas nem lá passei o sufoco que passei hoje, lá, ao menos há pessoal treinado para interromper e/ou controlar os fluxos quando necessário e há uma coisa fundamental: saídas de emergência. Item imprescindível em locais onde há grandes fluxos humanos. Abro aqui um parênteses: não há como sair das estações tubo de Curitiba em caso de emergência, ou você pula da plataforma correndo o risco de ser pego por um ônibus ou arrebenta o vidro lateral para depois ser acusado e provavelmente condenado por destruir patrimônio público.

Com tanta gente parada no mesmo lugar, como hoje, não há como sair pelas catracas posicionadas nas extremidades, existentes somente nos tubos maiores, não há saídas de emergência. Somado a isso, a falta de campanhas educativas à população – lembrando que curitibano não é paulista acostumado ao ritmo frenético de grandes cidades –, o povo daqui se atrapalha todo na hora de administrar o caos. Não respeitam os sentidos de direção, tornando ainda maior a confusão instalada.

Nós brasileiros temos muito que aprender com os japoneses, povo admirável pela educação e respeito ao próximo e que a todo o tempo nos dá lições de cidadania e humildade.

Enquanto os políticos locais e administradores dos transportes continuam vendendo “seus peixes”, nós usuário sofremos com a má gestão pública e privada, além da má educação de alguns. Há poucos dias aconteceu o evento “Mobilidade Curitiba: idéias para transformar o trânsito em nossa cidade” e eu espero realmente, que isso faça a diferença e as questões levantadas saiam do plano das idéias e sejam concretizadas. Assim, futuros moradores da cidade não se sentiram enganados por uma dose exagerada de romantismo.

Eu sempre disse que para conhecer um lugar há que se viver nele, viagem de turismo ou curta estadia não dá para conhecer os verdadeiros problemas locais, tão pouco explorar o que ele tenha de melhor. O turismo sempre contempla o que é bom, se não, não seria turismo. Enquanto isso o morador local paga um preço alto para alcançar a tão sonhada qualidade de vida.


Para reclamar do transporte público em Curitiba ligue ou escreva para URBS

Telefone: (41) 3320-3232 (Disponível de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 17h30)

Av. Pres. Affonso Camargo, 330 - Jardim Botânico - CEP 80060-090 - Curitiba – PR

Se não resolverem a questão acesse o link a seguir e faça sua reclamação

TRANSPORTE COLETIVO - INFORMAÇÕES AO USUÁRIO E RECLAMAÇÕES


Mais notícias sobre os problemas de transporte em Curitiba:


Passageiros sofrem a espera do ligeirinho

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Personagens históricos.




 Clique na imagem para ampliar



Há algum tempo recebi essa pintura por e-mail e a brincadeira de lembrar os nomes dos personagens históricos, além de exercitar a memória, foi bem divertida. São cerca de 100 nomes da história mundial, da antiguidade aos dias atuais. Muita gente não gosta das aulas de história, mas os persoangens do quadro são conhecidos de todos, vivem aparecendo em livros, filmes e nos meios de comunicação. Caso você tenha dúvida ou queira comprovar sua resposta, clique aqui, e conheça cada um dos representados no quadro.

Enjoy it!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Botero e as Dores da Colômbia.

Em 2007 visitei a exposição “A dor da Colômbia por Botero” no Memorial da América Latina em São Paulo, as 67 obras expostas na Galeria Marta Traba me surpreenderam bela beleza pictórica e, apesar da dor que estampavam não pude deixar de notar o bom humor daquelas formas redondas, mas era improvável sair de lá sem pensar na violência daqueles anos fosse na Colômbia, fosse nas cidades brasileiras.
Os trabalhos do colombiano Fernando Botero (Medellin 1932), pinturas a óleo, aquarelas e desenhos, foram doados pelo artista ao Museu Nacional da Colômbia, em Bogotá, na época da doação Botero afirmou tratar-se de “uma obrigação moral deixar um testemunho sobre o momento tão irracional da história do seu país”.

Mas não era só o testemunho ocular do homem ou do colombiano que foi disponibilizado para o mundo através daquele gesto, a doação viabilizou que gente de toda parte, especialmente latino americanos conhecessem a realidade da Colômbia – não muito diferente de outros lugares da América Latina – através do trabalho de um dos grandes artistas plástico do século 20, um dos poucos pintores contemporâneos, vivo, que pôde elevar-se à categoria de grande nome das artes plásticas mundial.


Desde a doação das obras em 2004 elas já foram vistas em muitas capitais da América e, o Brasil tem a oportunidade de recebê-las pela segunda vez, agora em exposição no MON em Curitiba sob o nome “Dores da Colômbia”, trabalhos inspirados na violenta década de 90 naquele país. Mas Botero já havia estado antes no Brasil, em 1998 o Masp fez uma retrospectiva do artista, ocasião em que sua obra tornou-se mais conhecida do público brasileiro.

Vendo os trabalhos de Botero é possível notar suas referências, em especial as do período em que viveu na cidade do México e esteve em contato com o muralismo mexicano, o volume e as cores são as marcas registradas do artista.

Botero, programa para este fim de semana. Depois do Memorial da América Latina agora é a vez de revisitá-lo no MON.

Eu recomendo!

Serviço:

Exposição: “Dores da Colômbia”

De 19 de maio a 21 de agosto – de terça a domingo, das 10h às 18h
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes 999, Centro Cívico
Preço: R$ 4,00 e R$ 2,00

terça-feira, 19 de julho de 2011

Arrumando as malas para viajar.

Quem não gosta de viajar? Todo mundo né! Mas brasileiro tem um defeito grave, deixa tudo pra última hora. Planejar é algo importante até para uma pequena viagem. Outro problema que a falta de planejamento traz, é a sobrecarga, isso mesmo, afinal sem saber ao certo o que realmente necessitam, há pessoas que levam a casa na mala. Eu mesma já fiz isso algumas vezes e tudo que ganhei foram dores pelo corpo. O pior é quando a bagagem é extraviada ou perdida, o prejuízo é maior ainda. Por isso reuni algumas dicas interessantes para quem quer aproveitar o que resta das férias.
 
Janeiro, calor no hemisfério sul e muito frio e neve no hemisfério norte, por isso as dicas do que levar diferem bastante. Quem for viajar pra fora do país, pode contar também com as liquidações e fazer boas compras, nesse caso nem tem que se preocupar em levar muita coisa. Bem, vai dizer que não quer gastar. Mas, às vezes até compensa comprar algo na Europa ou EUA, pode ser bem mais barato que adquirir a mesma peça aqui. Compare e se pergunte: Necessito ou desejo? Isso faz toda diferença e evita trazer "elefantes brancos" pra casa.

Moda e estilo são para poucos, mas se você não abre mão de estar sempre bonita e confortável não deve esquecer que simplicidade também pode ser elegante e para tanto, não há necessidade de colocar todo seu guarda-roupa na mala.

Então vamos lá:

Sapatos - Coloque-os embalagens próprias ou em sacos de tnt. Para sapatos que amassam, coloque uma meia em forma de bolinha por dentro do calçado. Na mala, vão por baixo de tudo ou em nichos que se formam no final.

Peças íntimas - Em saquinhos de tecido próprio, disponíveis em lojas de organização doméstica. Organize sempre em conjuntos e para sutiãs e biquínis com bojo, gire uma das partes e encaixe, formando peça única, para não amassar.

Bijoux - Em uma caixa pequena com divisórias.

Saco de roupa suja - Dobre do modo oriental, enrolando até formar uma bandeirinha.

Casacos - Guarde-os do avesso, com uma manga dentro da outra, esticado no comprimento da mala por baixo de tudo e se achar necessário utilize uma capa. Caso seja apenas um casaco, opte por levá-lo à mão, assim ganhará mais espaço na mala.

Roupas pesadas – Coloque-as no final da mala, como calças compridas abertas no sentido do comprimento para evitar que amassem.

Écharpe e cachecol - Arrume como rolinhos para acomodar nos espaços que se formam entre as roupas dentro da mala.
Material líquido - Acomode em saco plástico (tipo estanque), mesmo dentro da nécessaire.

Nécessaire - Uma nécessaire fica para itens de banho (xampu, condicionador, sabonete, hidratante etc.) observar as restrições em viagens áreas, evitando problemas. A segunda, para rosto e cuidados gerais (protetor solar, creme para noite, maquiagem, escova de dentes, fio dental, pente). Para homens, inclua um kit para barbear. E uma última unidade destina-se à emergência (remédios, cera depilatória em papelote, pinça, lixa de unha, um esmalte, absorvente). Se preferir uma única peça para acomodar todos os itens.

A estação do ano define sua mala, mas quem adapta e resolve o que levar ou não é você, sempre com bom senso e criatividade.

Mulheres - uma semana de verão
Peças íntimas, 4 biquínis (pode substituir 1 biquíni por 1 maiô), 2 saídas de praias, 1 boné, 1 chapéu, 1 chinelo , 1 sandália baixa, 1 sandália alta, 1 tênis, 2 vestidos curtos, 1 vestido longo, 4 tops (blusas), 1 saia,
1 shorts ou bermuda, 1 bolsa de praia, 1 calça pantalona de seda, linho ou outro tecido leve que preferir, 3 conjuntos para praticar esportes, 1 tricô meia estação (casaquinho), Para quinze dias, some mais 1 biquíni, 2 vestidos e 3 tops.

Homem - uma semana de verão
Peças íntimas, 1 chinelo, 1 tênis, 1 sapato esportivo tipo mocassim, sungas, 3 bermudas, 4 camisetas, 1 camiseta pólo, 1 camisa, 1 capri ou calça, dependendo do estilo, 1 jaqueta jeans ou outro tecido, 1 boné, Para quinze dias, some mais 2 bermudas, 3 camisetas e 1 calça.

Mulher - uma semana de inverno
Peças íntimas, incluindo meias e leggins nas cores preta, marrom e uma colorida, maiô preto, 1 chinelo, 1 tênis, 1 sapato de salto preto, 1 bota (canos à altura que desejar), conjuntos esportivos com um casaco comum a todos,  jeans de sua prefência, 1 calça mais descolada, 2 minissaia jeans, 2 shorts jeans ou outro tecido que preferir, 2 vestidos, 2 blusas de manga curta (para sobrepor ou usar por baixo, neste caso dê preferência para as de algodão que ajudam no inverno),  blusas de manga longa, 2 tricôs, 1 casaco pesado para com combinar com tudo, 1 bolsa pequena preta, 1 bolsa de cor neutra para todo dia, cintos e acessórios: cachecol, golinha de lã, luvas, bijoux, boina, chapéu, Para quinze dias, inclua mais um vestido e quatro blusas.

Homem - uma semana de inverno
Peças íntimas, 1 sunga, 1 chinelo, 1 tênis, 1 bota esportiva ou sapatênis, 2 bermudas e uma calça em tecido tecnológico, 1 jeans, 1 calça cargo (opcional), 3 camisetas, 1 camiseta manga longa, 1 manga longa pólo, 1 camisa, 1 tricô, 1 casaco pesado, cachecóis e boné ou outro acessório que preferir, Para quinze dias, aumente o número de blusas.

Agora é fechar as malas, identificá-las e se preferir fazer uma lista dos pertences para o caso de extravio e BOA VIAGEM!!


O que fazer se sua bagagem extraviar em viagens aéreas? Clique aqui e saiba como proceder.

(texto escrito por Meg Mamede para blog de Organização)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Arnaldo Baptista - Loki.


Foto de divulgação do filme Loki de Paulo Henrique Fontenelle

Dia desses Rogério me apresentou Arnaldo Baptista. Ah! Você não o conhece? Não tem problema, eu também não o conhecia. Mas Os Mutantes... deles você já ouviu falar não? Pois é, me emocionei ao assistir o filme "Loki" documentário dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, de 2008.

O filme conta a trajetória do músico paulistano Arnaldo Baptista, cérebro e coração da banda que ousou levar a guitarra elétrica para o palco dos Festivais de MPB, isso mesmo, Os Mutantes acompanharam Gilberto Gil na música "Domingo no Parque" no festival de 1967 promovido pela Record, ano no qual o movimento musical nominado Tropicália (da união de músicos baianos) ganharia mais força com as canções "Domingo no Parque" de Gilberto Gil e "Alegria Alegria" de Chico Buarque.

Não quero falar dos Mutantes, quero falar do músico, compositor, artista plástico, do menino chamado Arnaldo Baptista. Do sorriso doce, da expressão que passeava entre o ingênuo e o tímido, uma quase tristeza até a tão desejada felicidade, sentimentos visíveis no rosto do homem. Como saber ao certo, ninguém conhece alguém vivendo uma vida ao seu lado, muito menos assistindo a um filme, contudo, essa foi minha percepção do que vi e ouvi ao longo do documentário, o que de alguma maneira me cativou. Óbvio que o artista em questão, humano como todos nós deve sofrer com as vicissitudes do seu tempo, das suas escolhas, dos seus amores e deve ter lá seus defeitos, mas não se pode negar sua genialidade para arte, não se pode deixar de notar a simplicidade e o bom humor das letras que somada a arranjos bem cuidados e a ousadia da trupe, fez deles e especialmente dele, referência no cenário musical brasileiro e mais ainda, trouxe-lhes reconhecimento internacional em uma época na qual a internet devia ser uma quimera.

Quanta experimentação, quanto sofrimento, quanta dor é capaz de suportar o ser humano? Com tantos altos e baixos, loucuras e desatinos a vida do Arnaldo poderia ser comparada a uma montanha russa e finalmente ele encontrou a paz, o Arnaldo encontrou sua “menina”. Quantos passam a vida buscando sem encontrar um amor como aquele? O amor incondicional e salvador da Lucinha. Ela trouxe aquele que sempre fora um ídolo, inclusive para ela, de volta à vida. Levou Arnaldo, o homem, para Juiz de Fora, MG, mostrando-lhe um novo caminho e a certeza do recomeço. Momento onde a natureza, a tranqüilidade, os pincéis e as tintas deram novas cores aquele corpo, aquela alma, deixando o interior menino e meio naïf daquele homem sofrido expressar-se nas telas. Poucos são os que têm a chance de recomeçar assim, tudo de novo, do zero, mas com dignidade e amor.

A proposta do documentário de partir de uma tela em branco sendo preenchida ao longo do trabalho deles, norteou o passeio pela história desse paulistano e, ao final tudo estava lá, ora de maneira lúdica, ora de maneira óbvia. Lucidez e loucura andam juntos. Quem é louco e quem é normal?

A verdade é que esse gênio sensível tocou muitos: de simples mortais como eu aos grandes nomes da música mundial, basta ver o filme para saber do que estou falando. Boa música, muita história, sensibilidade e beleza. A beleza de estar vivo e ser amado. Só isso já basta!  

Eu me emocionei e sem ter medo de ser piegas confesso que chorei. Eu recomendo.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Um pouco de Poesia.


A minha casa está onde está o meu coração
Ele muda, minha casa não
No campo, em minas, terras gerais ou qualquer lugar
Onde estou, a minha casa está

Meu endereço é o sítio estrelado de norte a sul
Ele muda a cada estação
Na boca do sertão, na varanda do seu olhar
Onde estou, a minha casa está

A minha carne é feita de tudo que vai e vem
Tempo, nuvem, aflição também
Encontro e perda ao mesmo tempo, eu não vou parar
Onde estou, a minha casa está

Porque que eu sou apenas movimento
Sou do mundo, sou do vento
Nômade

Porque quando paro sou ninguém
Não declaro onde ou quem
Nômade

Porque eu sou apenas movimento
Sou do mundo, sou do vento
Nômade

Porque quando passo sou alguém
Sou do espaço, sou do bem
Nômade

 
(Nômade / Composição: Samuel Rosa e Chico Amaral)

sábado, 9 de julho de 2011

Prêmio 5 de Junho.




Nesta quinta-feira estivemos prestigiando o "Prêmio 5 de Junho - Sustentabilidade na Administração Pública: uma prática de valor, respeito e sucesso" realizado pelo Instituto Negócios Públicos do Brasil que percebendo a necessidade de fomentar a discussão de medidas voltadas à Sustentabilidade Ambiental na Administração Pública, lançou o prêmio em 2011 visando o reconhecimento e valorização das práticas socioambientais.   

O evento aconteceu no Castelo Batel, construído em 1924 pelo cafeicultor e cônsul honorário da Holanda Luiz Guimarães, foi comprado em 1947 por Moysés Lupion, ex-governador do Paraná, e tombado pelo Patrimônio Histórico no mesmo ano e desde 2003 funciona como local para eventos e festas. Noite agradabilíssima, apesar do frio curitibano, o lugar escolhido para o evento não poderia ter sido melhor, cuidadosamente decorado o Castelo Batel é uma construção eclética e foi inspirada nos castelos franceses do Vale do Loire.

Sentamos à mesa dos simpáticos Antonio Nadir Bigati, Miguel Gardini e Claudio Buzetti que vieram de Ibiporã - região metropolitana de Londrina, cidade cujo nome na língua tupi significa "Terra Bonita". Passamos horas muito descontraídas, a companhia, o jantar e o vinho estavam muito bons e de quebra ouvimos nada mais propício que a canção – 2ª. colocada no Festival MPB-Shell de 1981 –  “Planeta Água” com a qual Guilherme Arantes abriu sua apresentação na noite, levando os convidados por uma viagem no tempo com o seus hits mais conhecidos.

Mas as estrelas da noite sem dúvida foram os projetos participantes, vencedores ou não em suas categorias e falando em vencedores, o pessoal de Ibiporã, com o qual Rogério e eu dividimos mesa, foram só alegria quando ouviram anunciar o projeto “Novo sistema de coleta e separação do lixo de Ibiporã: Solução ambiental para o lixo de uma cidade” como vencedor da Categoria “Elaboração de Projetos” Sub-Categoria “Melhor Projeto de Destinação de Resíduos Sólidos (Aterros Sanitários, Melhor Sistema)”, Miguel Gardini –  Gestor Operacional do Programa de Coleta Seletiva de Ibiporã e Diretor de Limpeza Pública da SAMAE (acesse o link e veja o vídeo) – juntamente com Antonio Nadir Bigati –  ex-prefeito de Ibiporã e diretor presidente do SAMAE até março deste ano –  e Claudio Buzetti –  Secretário de Serviços Públicos, Obras e Transporte de Ibiporã e atual diretor do SAMAE – foram receber o prêmio felicíssimos pelo reconhecimento do trabalho e também por ser a única representação do Paraná a receber o prêmio, nas demais categorias os prêmios foram para São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Infelizmente não levei minha máquina fotográfica e por isso não pude registrar o momento da premiação e até a publicação deste post não havia encontrado imagem alguma na net para ilustrar o texto, de qualquer maneira reitero aqui meus votos de sucesso para Homens e iniciativas como as da cidade de Ibiporã e do Instituto Negócios Públicos de Curitiba-PR, pois são projetos e iniciativas como essas que irão salvaguardar o futuro do planeta.
 

Parabéns pelo Prêmio 5 de Junho!

(por Meg Mamede)
 

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