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A Lisboa que eu não vi.


Há alguns dias estive no Museu da Língua Portuguesa na Estação da Luz em São Paulo e, fiquei encantada com o aproveitamento do espaço, a quantidade e qualidade da informação existente, tanto que em uma única visita é impossível ver tudo. Na exposição Fernando Pessoa, plural como o universo pude experimentar algo que não acreditava ser possível: saudades de Portugal. Não que não seja um país interessante, ao contrário, era eu que não estava num momento interessante e por isso não consegui me adaptar totalmente a vida em Lisboa e aproveitar melhor os meses que lá vivi. Em uma das salas da exposição, junto dos livros de Pessoa, comecei a folhear e reler alguns trechos de Lisboa, o que o turista deve ver e fui tomada de uma nostalgia. Fotos, imagens antigas, jornais e trechos de livros me transportaram para uma Lisboa que não conheci, talvez por estar com o pensamento e o coração em outro lugar não tenha conseguido enxergar tudo que aquela cidade podia me oferecer. Ainda assim, conheci lugares, cantinhos, paisagens e vivi momentos só meus que não serão nunca esquecidos. Uma manhã de sol no Cais do Sodré olhando o Tejo, uma tarde no Museu Calouste Gulbenkian, uma noite inteira pelos bares do Bairro Alto e Chiado, comer os famosos pastéis de Belém antes ou depois – ou os dois – de visitar o Mosteiro dos Jerônimos, andar de elétrico pelo centro de Lisboa fotografando os azulejos, as roupas penduradas e as gentes, apreciar as vistas desde o Castelo de São Jorge ou dos mirantes espalhados pela cidade, caminhar pelas ruelas da Mouraria, tomar uma café no Café “A brasileira” e fazer a famosa foto ao lado do poeta maior Fernando Pessoa, que juntamente com Florbela Espanca e José Saramago são meus escritores portugueses favoritos. Há muito pra se ver. Hoje com a distância consigo perceber muito do que perdi tendo passado um tempo melancólico e de certa maneira introspecto. Talvez eu não tenha conseguido captar a alma lisboeta e por isso tenha aproveitado menos. Ao visitar a Torre do Tombo – uma torre que não é torre – observar as Gárgulas cravadas num prédio moderno cujo interior é recheado de história, parte da nossa inclusive, comecei a entender algumas coisas e conhecer respostas às perguntas que fazemos todas às vezes que pensamos no nosso passado histórico. Passando algum tempo no Monumento aos Descobrimentos – Padrão dos Descobrimentos como é chamado – olhando o horizonte do mesmo lugar onde outrora navegantes partiram de sua terra em busca do novo e desconhecido, senti uma vontade imensa de retornar ao Brasil. Como na música de Vinicius de Morais e Homem Cristo imortalizada na voz da diva Amália Rodrigues “Saudades do Brasil em Portugal” eu precisava voltar para querer partir de novo.

Hoje cá, posso dizer que gostei imenso de lá.

Comentários

  1. Oi Paula,
    Obrigada pela vista e comentário. Adorei que tenha adorado! Abs.

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  2. Olá

    Eu sou a Kinha do blog AMIGA DA MODA e também estou concorrendo ao prêmio TopBlog, na categoria variedades. Vim fazer uma proposta: “UM VOTO POR UM VOTO”. Eu voto em seu blog e vc no meu. Que tal a proposta?
    Gostei do se blog e estou te seguindo. Se gostar do meu, me siga também.
    Vou aguardar a sua visita.

    http://amigadamoda.blogspot.com

    Bjo

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  3. Muito interessante seu blog!!
    Sucesso!

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  4. Olá Meg, já estava com um plano de ir até São Paulo para olhar a exposição sobre Fernando Pessoa e a Bienal de Artes (como dizem: matar dois coelhos com uma só paulada - ou ditadozinho horroroso - mas também não cantamos, "Atirei o pau no gato to tô", bricadeira.)e o texto mexeu ainda mais. Abraços
    Emanoel Braga

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  5. Olá Emanoel, obrigada pela visita aqui no blog e se vier a Sampa vá mesmo ao Museu da Lingua Portuguesa pois vale muito a pena, vá com tempo pra poder apreciar as imagens, sons e tudo o que a nossa rica lingua tem pra contar.
    Abs,
    Meg

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  6. Oi Makie,
    que bom que tenha gostado... é bom quando sabemos da opnião das pessoas, é um incentivo para continuar. Obrigada e abs. Meg

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  7. Foi um prazer descobrir este espaço, que terei todo o gosto em seguir.

    Bj

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