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Cultura Imaterial: Festas.

Quem não gosta de festa? Desde que o mundo é mundo temos por hábito nos reunir para festejar. Seja para agradecer a colheita, o nascimento do filho, a coroação do rei, o dia do santo ou o casamento. Sempre encontramos motivos para celebrar. Festas que acontecem pelo mundo afora foram trazidas para o Brasil pela mão dos colonizadores e imigrantes, passadas de geração para geração e são representadas dentro do conjunto de expressões e tradições de um grupo ou sociedade. O que chamamos de patrimônio cultural imaterial. Nosso país tem festas para todos os gostos e a mais famosa delas, o Carnaval, tem origem no entrudo português, traz elementos da corte, da senzala, da casa grande e dos cortiços, mesclando-se numa festa pagã cujas origens, segundo alguns historiadores, estão no Antigo Egito, passando pela Grécia e Roma. Entre os carnavais mais famosos os de Veneza, Itália; Nova Orleans, E.U.A; Nice, França; Las Palmas de Canárias, Espanha e Oruro na Bolívia fazem a alegria do folião, mas nada se compara ao Carnaval brasileiro. Temos também as festas religiosas como o Círio de Nazaré de Belém do Pará que atraí milhões fiéis e turistas e a Festa do Sr. do Bonfim em Salvador, BA, onde ritos católicos se fundem com a cultura afro dos candomblés e umbandas. Já a Festa do Boi de Parintins, no coração da Amazônia, traz fortes elementos da cultura indígena num grande espetáculo de conotação popular. Temos ainda as Festas Juninas que acontecem nos quatro cantos do país e, na Festa de São João de Campina Grande, PB, moradores e turistas passam o mês embalados pelo forró, na que ficou conhecida como a maior festa de S.João do mundo. Verdade, pois o santo é comemorado em quase toda a Europa, países como Portugal, Espanha, França, Itália e acredite Letônia e Estônia, todos têm suas respectivas festas em homenagem ao santo, mas nem uma tão grandiosa. E por falar em tradição não poderia esquecer a Festa do Divino de Mogi das Cruzes, uma das mais antigas do Estado de São Paulo e o Akimatsuri, Festa do Outono, contribuição da colônia japonesa da cidade. Logo que cheguei a Euskadi, norte da Espanha, estive em algumas festas: Otxomaio em Orduña, Vitória-Gasteiz e Bilbao, com suas comidas e bebida típicas e o povo tomando as ruas das cidades até o amanhecer. Estive também na Festa de San Fermin em Pamplona, onde o famoso encierro atrai gente de todas as partes do mundo, de Ernest Hemingway a anônimos brasileiros como eu. Na Tamborrada de Donostia, bandas musicais conhecidas por comparsas e as companhias gastronômicas saem pela cidade acompanhados de seus tambores e barris. Tradição iniciada quando da ocupação napoleônica na península Ibérica. De um lado os soldados de Napoleão ocupando a cidade, marchando em formação e tocando seus tambores e, do outro, as mulheres que em resposta batiam nos barris que levavam consigo para trazer água das fontes. É curioso pensar no quebra-cabeça da história, uma ação desencadeando outra. Enquanto espanhóis davam passagem aos franceses, estes seguiam rumo a Portugal e a família real portuguesa cruzava o Atlântico rumo ao Brasil. Chegando a Salvador e seguindo para o Rio de Janeiro, transferindo a metrópole para colônia numa inversão de papéis. Trouxeram entre outras coisas, parte da nossa herança cultural e algumas das festas que hoje fazem a alegria do brasileiro. O país que tem o maior espetáculo da terra, também é o detentor de uma cultura imaterial riquíssima, por isso, a manutenção da tradição e o respeito às expressões populares são fundamentais para preservação da nossa cultura, garantindo o sentimento de identidade e continuidade que dá cor, tom, feição e alegria a nossa gente.

(foto: Fiestas en Euskadi by_Meg Mamede)

Comentários

  1. Olá amiga

    Fiquei muito feliz com sua visita.
    Vim agradecer e retribuir o voto e a confiança. Acabo de votar em seu blog para o prêmio TopBlog, obrigada e BOA SORTE.

    Bjo

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  2. Sem dúvida que esse é um dos motivos que fazem pensar que somos folgados e festeiros. Principalmente nós, o povo baiano. Além das grandes festas como a Sr. do Bonfim e do Carnaval, outras festas e manifestações festivas como: Nossa Senhora da Boa Morte, Samba-de-Roda e o Acarajé (Festa sem comida não existe) são tombados como patrimônio imaterial. Estou amando essas viagens.

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  3. É lindo tudo aqui..
    Sou cadastrada, mas em Variedades, votei com felicidade em seu Blog..
    Sucesso,
    Célia

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  4. Oi Célia,
    Fico feliz que tenha visitado e voltado. Esteja sempre a vontade. Sabe quando comecei o blog, pensava estar escrevendo pra familia e os amigos, logo percebi que escrevia pra mim mesma e para as pessoas que buscam algo na rede e acabam chegando até aqui e fico feliz de verdade quando pessoas como você que eu não conheço pessoalmente deixam um comentário ou de alguma maneira se identicam com o que encontram, isso é o que me da prazer e estimula a escrever. Abs.

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  5. Meg
    adorei sua visita, adorei seu blog e fiquei encantada com seu perfil. Tbm estou seguindo você e torcendo pelo seu blog (votando pra não ficar só na torcida né? rs)
    grande beijo
    Juju

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