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Aroma de Café.

Enquanto estive fora e por todos os lugares que passava sempre provava um cafezinho. Hábito que aqui no Brasil eu não tinha, na verdade só tomava café pela manhã. Adorava passar em alguma padaria paulistana pra tomar café – de coador – com leite e comer pãozinho, sem miolo e com manteiga, na chapa. Coisa que na Europa não tem. Minto, tem em Portugal, especialmente em Lisboa - não podemos esquecer que as padarias espalhadas pelo Brasil são herança lusa -, já na Espanha os hábitos são outros e o café expresso é preferência por lá. Puro, cortadito, descafeinado o con leche. Para mim o melhor café, sem dúvida, era o que o Joseba servia pela manhã: zumito de naranja, café con leche, tostadas con mantequilla y mermelada, bollo o croissant e era a melhor maneira de começar o dia. E foi assim também meu último dia em Orduña, antes de seguir para o aeroporto de Bilbao passamos por Samaná e, gentilmente como sempre fazia, Joseba me colocou um último café, não comi nada, estava ansiosa e confusa, apenas tomei meu café em silêncio, observando o desenho feito na espuma branca da minha xícara. Hoje ouvindo a canção Sueños Rotos da banda espanhola La Quinta Estación me lembrei dos cafés que tomei, em especial daquele, cujo gosto estava entre o amargo da partida e o doce da esperança de um dia voltar a vê-lo.

"Volver a verte otra vez
Con los ojitos empapados del ayer
Con la dulzura de un amor que nadie ve
Con la promesa de aquel ultimo café
Con un montón de sueños rotos
Volver a verte otra vez"



(Fotos_by Meg Mamede)

Comentários

  1. Em poucos dias vamos fazer uma visita ao Palácio do Café. Estive lá há poucos dias na abertura de uma exposição. Foi uma noite encantadora.

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