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Quem procura acha.

Joelmir Beting, o que você quis dizer com isso? Que você não é diferente de outros machos machões? Que você não é exceção à regra? Que você parte do senso comum? Ou o que? Perdoe-me se cometo algum equívoco, mas não entendi porque você encerrou a matéria em horário nobre, em rede nacional, com essa infeliz afirmação. Você por acaso nasceu de chocadeira? Não tem mãe? Irmã? Esposa? Filha? Amigas? Colegas de profissão? Eu o tinha em melhor conceito, ainda bem que podemos rever conceitos. Não faço parte de nenhuma associação de proteção à Mulher, de nenhum grupo feminista ou GLS, simplesmente sou Mulher e estava por acaso com a tv ligada no momento em que você humano como eu, do gênero masculino, errou. Não sou jornalista e não conheço as leis que regem a profissão e a liberdade de expressão no país. Tão pouco conheço o código de ética do profissional do jornalismo, mas como cidadã sei dos meus direitos e me senti incomodada, acredito não ter sido a única, pela maneira como você se referiu a uma amiga de profissão, que mesmo não sendo brasileira, merece seu respeito como Mulher e profissional. Sua atitude denota comportamento sexista e reforça atitudes nada respeituosas para com a Mulher. Como formador de opinião deveria ter sido imparcial. Enquanto muitos no país e no mundo, promovem uma cruzada para tentar mudar o quadro de violência e maus tratos contra a Mulher, um ícone do jornalismo brasileiro, referência para muitos na profissão abre a boca para dizer algo tão absurdo. Você deveria ter ficado de boca fechada, ou deixar para tecer seu maldoso comentário entre amigos, na mesa do bar, no vestiário do clube, no âmbito privado, nunca publicamente. O Homem Joelmir Beting pode dizer o que quiser na esfera privada – nossa Constituição assim lhe/nos permite – mas em frente às câmeras de tv deveria ser mais prudente. Nós mulheres devemos assumir que também temos culpa pelo que acontece conosco, não me refiro à exploração da nossa beleza ou sensualidade ou por causa do uso de um vestido mais curto para ir ao trabalho ou à universidade. Nós temos direitos sobre nosso corpo, não somos propriedade de ninguém e fazemos com ele o que bem entendermos. Refiro-me à educação que a Mulher como mãe, tia, avó, professora deve dar aos filhos e filhas, ensinando-os a respeitar o ser humano independente de gênero, credo, classe social ou formação. Só quem é Mulher, tendo sofrido ou não maus tratos – físico, psicológico ou verbal – é capaz de perceber a importância de lutar contra a violência, seja ela doméstica, no trabalho, nas escolas e outros lugares em que a Mulher desempenha seus muitos papéis. Quanto ao conceituado jornalista da Band, como ser humano que é pode reverter a situação favoravelmente, retratando-se com humildade e sendo mais cauteloso, evitando assim, qualquer desconforto perante a sociedade e o (seu) público. Afinal, como ele mesmo mencionou “Quem procura acha”.

A matéria que cito no texto está disponível no link indicado abaixo, não foi possível incorporá-lo ao post.

Jornalista reclama de cantada em jogo de futebol americano

A jornalista mexicana estava nos Estados Unidos para entrevistar um jogador mexicano do time, porém atraiu a atenção de todos os jogadores. Além dos olhares, o treinador arremessava as bolas na direção de Sainz. Após se queixar, Inês recebeu um pedido de desculpas do dono do Jets.

http://videos.band.com.br/v_70394_jornalista_reclama_de_cantada_em_jogo_de_futebol_americano.htm


** A imagem que ilustra o texto, trata-se da capa da cartilha “Diga NÃO à Violência contra a Mulher” organizada pela Rede Oblata da Pastoral do Instituto Oblatas lançado em 2008.

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