quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Bienal do Livro 2010.

Terça-feira foi dia de reencontrar o querido amigo Ricardo Faria, historiador, professor e escritor mineiro. Nossos encontros têm tempo certo para acontecer, quase um fenômeno astronômico eu diria, acontecendo de maneira cíclica a cada dois ou três anos. Astros que dependem de uma conjunção especial para estarem juntos, risos. 2005 na Anpuh UEL, 2007 Anpuh UNISINOS e agora em 2010 na Bienal do Livro de São Paulo. Entre livros, textos, história, parada para o “lanchinho” e muito riso, as horas passaram rapidamente. Desta vez a tônica da nossa discussão foi a tal “pós-modernidade” e o “hibridismo”, conceitos atuais que substituem a famosa “quebra de paradigma” ou os “parâmetros que norteiam o bojo de algo”, trocando em miúdos, os modismos que ajudam a promover e vender produções que muitas vezes são nada mais nada menos que “variações do mesmo tema”, cheios de adornos e firulas que só fazem aborrecer o leitor não especializado – e o especializado também –. Por outro lado, percebemos que os campeões de venda nos dias atuais, sem sombra de dúvida, são os livros de auto-ajuda, as novelas negras e vampirescas ou o famoso besteirol. Não é para menos, eles ajudam a desopilar o fígado e dar boas gargalhadas. Não sei como foram as primeiras Bienais do livro de SP, mas o mercado editorial também entrou para a era do espetáculo, entre Drag Queens performáticas, ciberespaços, espaços gourmet e outras atrações, a feira é um grande parque de diversões, onde crianças entusiasmadas com o personagem que ganha vida, adolescentes high techs e professores enlouquecidos, tudo é motivo de festa, ao menos isso, porque os livros continuam caríssimos e inacessíveis para a maioria dos brasileiros. Infelizmente o Brasil não é um país de leitores e o pior de tudo é o grande número de analfabetos funcionais existentes, contradizendo os números do último censo do IBGE para educação no país. Apesar do aumento da escolaridade no país apontado pelo censo, o que encontramos nas escolas, empresas e outros lugares são pessoas com dificuldade de interpretação, seja de textos, de enunciados, etc. Gente que escreve e lê sim, mas não compreende. Fala português, mas, não se comunica. O pior de tudo que isso se aplica a profissionais de todas as áreas, inclusive professores. Na era da informação, a formação tem sido deixada de lado, ler é importantíssimo, seja o que for, afinal exercitar a mente com leituras, independente das preferências, é a melhor forma de manter-se jovem. Para o corpo o exercício físico, o futebol, a caminhada, a dança, para a mente a leitura.

21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
De 12 a 22/08/2010 – Anhembi – SP
Mais informações acesse: http://www.bienaldolivrosp.com.br/

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