quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ensemble, C’est Tout.

Às vezes somos supreendidos com um belo filme e sem esperar a noite televisiva termina bem, ainda mais quando não há longos e tediosos intervalos comerciais. Não sei como anda a coisa no Brasil, mas ao menos aqui na Espanha a tv aberta tem opções para além dos enlatados norte-americanos. Nas últimas semanas assisti a boas produções: a argentina XXy de Lúcia Puenzo (2007), a espanhola Entre vivir y soñar com direção de Alfonso Albacete e David Menkes (2005) e a francesa Ensemble, C’est Tout de Claude Berri (2007) e é sobre essa última que gostaria de falar. Pouco sei sobre filmes e diretores franceses, vi alguns filmes produzidos ou co-produzidos na França, mas, confesso que ultimamente meu interesse aumentou em relação ao cinema francófono. Ensemble, C’est Tout com Guillaume Canet (Amor ou consequência, 2003) Laurent Stocker, Françoise Bertin e a talentosa Audrey Tautou, conhecidíssima no Brasil por O fabuloso destino de Amélie Poulain (2001), possuidora de extensa lista de filmes e prêmios na bagagem, me deixou com uma leve e agradável sensação ao terminar, trata-se desses filmes em que as relações humanas são o que são, com seus conflitos, acertos, equívocos, intolerância, amor, compaixão e amizade. Os quatro personagens da trama interagem numa dinâmica realista que apesar das diferenças latentes e das angústias pessoais, consegue ultrapassar barreiras equilibrando as relações e, é dai que quando ou de onde menos se espera a amizade ou quem sabe o amor pode surgir e surpreender, afinal, “ninguém é uma ilha”.


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