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A rainha do palácio de ar: Millennium chega ao final.

Com “La reina en el palacio de las corrientes de aire" ou "A rainha do palácio de ar" título no Brasil – último livro da trilogia de Stieg Larsson – a saga chega ao fim. Quiçá esse gostinho de quero mais seja o segredo deste sucesso editorial. Esperava ansiosa para ver o último filme da trilogia Millennium, baseado na novela negra escrita por Larsson, não me decepcionei. Mais uma vez Lizbeth Salander e Mikael Blomkvist, interpretados por Noomi Rapace e Michael Nyqvist me fizeram vibrar, num misto de sentimentos: impotência, raiva e justiça. E por falar em justiça, não acredito que um remake americano obtenha melhores resultados que os alcançados pela equipe de profissionais suecos envolvidos na produção da trilogia Millennium, sou partidária do “dai a César o que é de César”. Com esse trabalho, Larsson e Daniel Alfredson – diretor do filme e equipe – devolvem à Suécia a projeção dos tempos do diretor de cinema Ingmar Bergman (“O sétimo selo” e “Morangos Silvestres” entre outros) colocando-a em evidência e, novamente nos roteiro de viagem como destino da moda. O filme não poderia ser diferente, apesar do ritmo mais lento em relação aos dois filmes que o antecedem, a ação concentra-se no desfecho da trama, não há cenas inverossímeis do cinema “arrasa-quarteirão”, a ação se desenrola no sentido de amarrar as pontas, dando respostas às questões que ficaram em aberto no segundo filme, como disse no post anterior, nossa heroína havia baixado ao inferno. Verdade que à Lisbeth Salander lhes concedem uma capacidade acima da média, uma força quase improvável para uma mulher tão mignon, mas sua força não está no físico, vêm da capacidade de refazer-se, das habilidades na investigação e conhecimentos informáticos. Para mim, o que realmente move a personagem é a vontade de justiça. Ou... seria vingança? Não é para menos que seja ela a heroína da história e com Mikael Blomkvist carregue a responsabilidade de agradar ou não ao espectador (ou leitor), assim é, além dos ditos experts em cinema, todo mundo tem um crítico dentro de si e não é possível agradar a todos. Não tenho intenção de esmiuçar o filme aqui, na realidade veja ou leia os livros e tire suas próprias conclusões. O sucesso de vendas de Millennium com tradução em cerca de 40 países e vendas na casa dos milhões, fez com que os livros de Stieg Larsson entrassem para o rol dos best-sellers e com isso outros autores de origem nórdica e à luz do fenômeno Larsson, ganharam espaço e destaque. Todos por sua vez, um pouco herdeiros da novela negra do casal, também suecos, Sjowall e Wahloo que na década de 70 criaram tramas policiais com elementos psicológicos e detalhadas investigações. Para os apreciadores do chamado romance negro e do cinema Noir, vale a pena ver os lançamentos e produções oriundos dos países nórdicos, com certeza haverá outros autores com seus vilões e heróis para preencher a lacuna deixada com a morte prematura de Stieg Larsson. Confira!

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