terça-feira, 9 de março de 2010

El secreto de sus ojos.

Começo dizendo que o cinema argentino “me encanta”. Descoberta de alguns anos atrás, quando frequentava as salas de cinema do Espaço Unibanco em São Paulo. Como já mencionei no blog, filmes com receita simples: a vida e suas vicissitudes, o dia a dia, os sentimentos que envolucram o ser humano, seus medos e suas paixões. El secreto de sus ojos não poderia ser diferente, com elenco afinado, conta com a presença do carismático e talentoso Ricardo Darín – rosto conhecido em produções portenhas: O filho da noiva, Aura, Clube da Lua, O sinal, atualmente em O baile da Vitória – e grande elenco. Vi o filme no sábado um dia antes de se confirmar o previsto, O segredo dos seus olhos um dos favoritos a receber o Oscar 2010, derrotou outros fortes candidatos, Ajami (Israel), O Leite da Amargura (Perú), O Profeta (França) e A Fita Branca (Alemanha), ele tem a cadência peculiar dos filmes produzidos na última década na América do Sul e não decepciona. Retornando ao ganhador de melhor filme estrangeiro da 82ª. Ediçao do Oscar, do diretor Juan José Campanella – baseado no livro La pregunta de sus ojos de Eduardo Sacheri –, assisti ao filme sem perder os detalhes, a inquietude das personagens, bem como, as dúvidas e angústias que são facilmente percebidas e compartilhadas com o espectador, posto que as questões morais abordadas seja implícita ou explicitamente, nos levam a questionar e avaliar até onde nós seres humanos somos capazes de chegar quando somos nós os protagonistas de algo real. Quais são nossos limites seja no amor ou no ódio? Embalado por trilha sonora de Federico Jusid, a música “Estación Retiro” de Jusid e Kauderer, é melancólica, eu diria tristíssima, mas não menos bonita e dialoga perfeitamente com o que Benjamín Espósito, personagem de Darín, arrasta consigo por anos e anos. Observando as diferenças e traçando paralelos, o filme de Campanella me fez lembrar filmes como: A sangue frio de Richard Brooks e A vida de David Gale de Alan Parker e das reflexões que filmes como esses nos trazem. Ao final aquele gostinho amargo e aquela impotência saboreada ao longo da película foram compensados, afinal mais que ver, os olhos falam. Eu recomendo.





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