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Tamborrada 2010 - Donostia, Gipuzkoa.

Nesta terça-feira estivemos em San Sebastián (Donostia) capital de Gipuzkoa, para ver a Tamborrada 2010. Festa onde os donostiarras comemoram o dia do patrono da cidade. Sob chuva torrencial Joseba e eu assistimos a abertura da Tamborrada iniciada às 24h00 com o hastiamento da bandeira da cidade e o som dos tambores e canções conhecidas pela maioria dos presentes. Todos os anos, nos dias 19 e 20 de janeiro a festa se repete. Bandas musicais (comparsas) e as companhias gastronômicas (homens com roupas de cozinheiros e mulheres com trajes típicos) saem pelas ruas da cidade acompanhados de seus tambores e barris, enchendo a cidade de alegria, tradição iniciada no inicio do século XIX quando da ocupação napoleônica na península Ibérica. Segundo alguns historiadores, essa festa teria origem durante a Guerra de Independência (1808-1812). Embora existam diferentes versões sobre o papel desempenhado por tambores e barris, hoje são eles os protagonistas da Tamborrada. A representação por um lado dos soldados de Napoleão que ocuparam a cidade marchando em formação e tocando seus tambores e, do outro, as mulheres que batiam os barris que levavam consigo para trazer água das fontes em resposta ao som dos tambores militares. É curioso pensar no quebra-cabeça da história, onde uma ação desencadeia outra, me refiro a de que enquanto espanhóis (bascos) facilitaram a entrada dos franceses, já que naquele momento não tinham como combate-los, estes seguiram rumo à Portugal, dando continuidade aos planos de Bonaparte, já a família real portuguesa lançaria-se à ousada empreitada de cruzar o Atlântico rumo ao Brasil, chegando a Salvador e seguindo para o Rio de Janeiro, transferindo a metrópole para uma de suas colônias, gerando uma inversão de papéis. O que muitos chamariam de fuga, nada mais era que uma estratégia há muito pensada e defendida em outros momentos da história portuguesa, mas isso é outra história. Verdade que entre histórias, guarda-chuvas, vinhos, pintxos exquisitos da culinária basca e tambores, passamos mais uma noite divertida em Euskadi. "Estamos nós também, na rua, aonde seja, sempre contentes, sempre alegres!"


"Bagera...!
gure bai
¡Kalera...!
Nora nai
¡Beti pozez! Beti alai!"



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