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Um ano de Diário de Bordo.

"Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria…
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece (...)"

(trecho de Monte Castelo, composição de Renato Russo)


Hoje 20 de novembro de 2009 faz um ano que o Diário de Bordo saiu da cabeça e veio para blogosfera. Nesse tempo muita coisa aconteceu, posso dizer que apenas uma quarta parte de tudo veio parar aqui, até porque há coisas em depuração, outras esquecidas - propositalmente ou não - a tal memória seletiva também figura por aqui, afinal trata-se de um diário pessoal que não tem a obrigação de estar em dia com os fatos e muito menos formar opinião ou obter a concordância e apreço de todos os seus leitores ou visitantes esporádicos. Assim também é a vida, não tenho a ambição de "agradar a gregos e troianos" até porque não tenho leitor, nem amigo por esses sítios...risos. Tento a meu modo falar das coisas que vivo e como as vivo, dos sentimentos que são meus e de todos, das descobertas que nos fazem acreditar que verdadeiramente viver é um mistério e que a vida em si é o nosso bem mais precioso e tudo o mais é decorrente dela.

Costumo ser prolixa e escrever longos textos, hoje tentarei ser breve, no meu primeiro post havia timidez, era o inicio de uma coisa nova... nunca tive um diário antes porque não queria ninguém lendo as minhas coisas... agora escrevo sobre "minhas coisas" para que todo mundo as leia. Como mudamos... risos.

Esses dias estive doente mas já estou melhor agora, por isso andei longe do Diário de Bordo, nem por isso deixei de pensar na vida ... e foi durante esse momento ruim, entre tremores e suores que a febre provoca que tive "insights" consideráveis, percebi que muitas das nossas escolhas são estimuladas pela vaidade, desde a compra de uma roupa, um carro novo e até um novo curso ou título para o curriculum. E por que queremos isso? Essa é a pergunta que faço. A única resposta que encontrei é a de que queremos ser amados, por um homem, uma mulher, pela família, pelos amigos ou desconhecidos... todos queremos ser amados. Acreditamos que essas coisas nos tornam mais desejáveis e interessantes, quando na verdade nada disso muda o que somos... são coisas acessórias e sem as quais somos os mesmos, nem melhores, nem piores... apenas humanos.

Minha mãe sempre diz que há tempo para tudo nessa vida e que nada acontece por acaso... eu já semeei, colhi, me apaixonei, parti, cheguei, parti de novo.... agora é hora de Amar... isso mesmo, creio que as minhas viagens em busca do self começam a fazer sentido, pois... "quero ficar" sem data pré estabelecida... quero estar e sentir as coisas que só o AMOR é capaz de nós fazer compreender. Diferente da paixão o amor está livre da tal vaidade... ele é generoso e grande, divertido e tranquilo, doce e pacífico, bom e libertário e... é tudo o que eu quero nesse momento.

E ao comemorar um ano do Diário de Bordo não poderia deixar de agradecer aquele que me inspira, incentiva e me dá forças para continuar sempre... se não o maior responsável por eu querer escrever, é ele, um dos maiores responsáveis por mais essa viagem.

AMOR, obrigada (eskerrik asko) por existir!

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