sábado, 28 de novembro de 2009

Arrumando as malas.

Mais uma partida... hoje 28 de novembro de 2009 às 11h da manhã aqui em Lisboa (12h em Orduña e 9h em São Paulo) terminei de arrumar minhas malas, dessa vez a sensação não é ruim, pois quero ir e não deixarei nada que me faça sentir saudades. Lisboa é bonita, mas não tenho motivos para ficar... escolhi outras coisas. O bom é justamente isso poder mudar de idéia e escolher o que realmente tem valor para nós, sorte a minha ter tido tempo e quem sabe uma febre alta que me fez perceber que orgulho, vaidade e ambição nem sempre nos levam aquele porto seguro no qual tanto queremos estar um dia, mesmo que a expressão “porto seguro” seja utópica e subjetiva, refletindo algo quimérico, ainda assim, todos sonhamos com isso e é justamente isso que nos move e nos faz sentir vivos. Verdade que em Lisboa eu estava morrendo um pouco a cada dia, a vida estava passando e eu me fechando pro mundo - minha vida sem mim - emagreci, fiquei doente, perdi o brilho no olhar e logo deixaria de sorrir. Não quero sofrer da melancolia que sofre o povo português e não que eu goste da euforia às vezes extremada de alguns brasileiros, a verdade é que nem uma coisa nem outra me agrada. Quando cheguei não entendia muito bem o que a amiga Talita, que vivia no Porto e hoje está em alguma outra parte do mundo, talvez Londres ou São Paulo... dizia quanto a mudar o comportamento, perder um pouco da vivacidade para adaptar-se a sociedade portuguesa, eles vivem noutro tempo, não quero ser injusta mas me pareceu sim um povo atrasado, parado no tempo e que depois da entrada na UE corre atrás do prejuízo, acreditando que isso se faz através do consumismo... mas veja, não é regra..conheci gente muito interessante, as amigas da pós, Maria do Céu, Mercedes, Carolina, Céu, Maria João... também conheci a Ana, uma historiadora portuguesa muito diferente da média... penso que hoje sei o que me incomoda no que diz respeito ao brasileiro e isso vem de casa, meus pais são uma mescla cuja uma das partes é portuguesa e a maneira como encaram a vida e como nos educaram tem muito dos costumes daqui, hábitos esses que desde muito jovem já eram motivo de conflito para mim, mas não vou discuti-los. Talvez alguém que tenha feito turismo em Portugal ao ler esse post dirá que estou totalmente enganada, mas queria lembrar que turismo é uma coisa e a vida diária é outra totalmente diferente, nosso estado de ânimo é outro e o das pessoas que tratam conosco também, assim que não venha querer me dizer outra coisa... se queres comprovar junte os seus trapos e venha viver uns meses aqui e depois me conte como foi. Ainda não consigo ver positivamente esse período aqui e tenho meus motivos, mas como tudo é aprendizado, no futuro talvez eu veja com outros olhos esses meses em terras lusitanas. Por hora espero ansiosa minha carona de volta pra casa... mas uma vez o paciente e generoso Joseba vem a meu encontro..risos, primeiro foi Bilbao, depois França e agora Portugal... isso me faz lembrar minha mãe, ela sempre disse que tratava os filhos dos outros muito bem, porque sabia que em algum momento ou lugar alguém faria o mesmo pelos filhos dela, sábia mãe eu tenho... se ela soubesse...rs. Próximo passo, desapegar para ter leveza, literalmente... tenho por objetivo reduzir minhas coisas a uma mala somente ou melhor ainda “ficar” em um lugar, criar raízes e não querer e nem ter mais porque partir. Estou cansada.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

25 de Novembro - Dia Internacional da não violência contra as Mulheres!

"Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um ano de Diário de Bordo.

"Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria…
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece (...)"

(trecho de Monte Castelo, composição de Renato Russo)


Hoje 20 de novembro de 2009 faz um ano que o Diário de Bordo saiu da cabeça e veio para blogosfera. Nesse tempo muita coisa aconteceu, posso dizer que apenas uma quarta parte de tudo veio parar aqui, até porque há coisas em depuração, outras esquecidas - propositalmente ou não - a tal memória seletiva também figura por aqui, afinal trata-se de um diário pessoal que não tem a obrigação de estar em dia com os fatos e muito menos formar opinião ou obter a concordância e apreço de todos os seus leitores ou visitantes esporádicos. Assim também é a vida, não tenho a ambição de "agradar a gregos e troianos" até porque não tenho leitor, nem amigo por esses sítios...risos. Tento a meu modo falar das coisas que vivo e como as vivo, dos sentimentos que são meus e de todos, das descobertas que nos fazem acreditar que verdadeiramente viver é um mistério e que a vida em si é o nosso bem mais precioso e tudo o mais é decorrente dela.

Costumo ser prolixa e escrever longos textos, hoje tentarei ser breve, no meu primeiro post havia timidez, era o inicio de uma coisa nova... nunca tive um diário antes porque não queria ninguém lendo as minhas coisas... agora escrevo sobre "minhas coisas" para que todo mundo as leia. Como mudamos... risos.

Esses dias estive doente mas já estou melhor agora, por isso andei longe do Diário de Bordo, nem por isso deixei de pensar na vida ... e foi durante esse momento ruim, entre tremores e suores que a febre provoca que tive "insights" consideráveis, percebi que muitas das nossas escolhas são estimuladas pela vaidade, desde a compra de uma roupa, um carro novo e até um novo curso ou título para o curriculum. E por que queremos isso? Essa é a pergunta que faço. A única resposta que encontrei é a de que queremos ser amados, por um homem, uma mulher, pela família, pelos amigos ou desconhecidos... todos queremos ser amados. Acreditamos que essas coisas nos tornam mais desejáveis e interessantes, quando na verdade nada disso muda o que somos... são coisas acessórias e sem as quais somos os mesmos, nem melhores, nem piores... apenas humanos.

Minha mãe sempre diz que há tempo para tudo nessa vida e que nada acontece por acaso... eu já semeei, colhi, me apaixonei, parti, cheguei, parti de novo.... agora é hora de Amar... isso mesmo, creio que as minhas viagens em busca do self começam a fazer sentido, pois... "quero ficar" sem data pré estabelecida... quero estar e sentir as coisas que só o AMOR é capaz de nós fazer compreender. Diferente da paixão o amor está livre da tal vaidade... ele é generoso e grande, divertido e tranquilo, doce e pacífico, bom e libertário e... é tudo o que eu quero nesse momento.

E ao comemorar um ano do Diário de Bordo não poderia deixar de agradecer aquele que me inspira, incentiva e me dá forças para continuar sempre... se não o maior responsável por eu querer escrever, é ele, um dos maiores responsáveis por mais essa viagem.

AMOR, obrigada (eskerrik asko) por existir!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Comic do País Basco.

Quando vivia em Orduña (Vizkaya), lendo uma publicação local conheci o trabalho do Joseba Gomez, me pareceu tão interessante as inquietudes daquele rapaz que assim como eu foi buscar na história e na cultura de outros povos algumas respostas. Dessa busca nasceu o trabalho "Comic Ciclocirco" em formato HQ, editado pela Saure e com ilustrações de Josema Carrasco.

De maneira acessível e contemporânea o historiador Joseba Gomez faz sua contribuição para o entedimento do momento presente, onde as relações homem e entorno estão no cerne da questão. O mais interessante é que esse tipo de publicação atinge os vários públicos e em especial as crianças e jovens, os agentes transformadores do amanhã.

O primeiro número da coleção "Ciclocirco y El viaje de las semillas" contemplou o trabalho da ativista queniana Wangari Muta Maathai, ganhadora do Nobel da Paz em 2004 e sua relação com a natureza, indo ao encontro dos pensamentos do autor "Es mi pretensión plasmar este cariño al medio ambiente en cada viñeta de la serie, así como acercar al lector a un espacio de encuentro y reflexión consigo mismo. El viaje de Ciclocirco es un viaje al interior del alma humana. Siempre he tenido una especial predilección por un tipo en concreto de cómics: los que, además de entretener, hacen reflexionar al lector".

Acabei de receber o convite do Joseba para o lançamento no dia 18/11 em Vitoria-Gasteiz, do novo número do comic Ciclocirco "Diamantes en la arena", infelizmente não poderei comparecer, mas com certeza conhecerei o trabalho e o amigo Joseba (que ainda não conheço pessoalmente) em dezembro quando viajar para o País Basco, até lá acompanharei as notícias no blog do Comic Ciclocirco http://www.comicciclocirco.blogspot.com/.

Desejo muito sucesso ao Joseba e todos os envolvidos nesse bonito projeto. Zorionak!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fechem o acordo!

Copenhague Data:07/12/2009

A Campanha Fechem o Acordo!, liderada pela ONU, tem como objetivo estimular determinação política e apoio público para alcançar um acordo climático abrangente em Copenhague.

A mudança do clima afeta a todos nós. Nove de cada dez desastres registrados estão relacionados com o clima. Temperaturas elevadas, secas, tempestades e enchentes cada vez mais frequentes afetam a vida de milhões de pessoas. E isto reflete também em um já existente cenário de insegurança financeira e alimentar.

No dia 7 de Dezembro, governos de todo o mundo se reunirão em Copenhague, na Dinamarca, para responder a um dos maiores desafios enfrentados pela humanidade. A principal questão a ser discutida será como proteger o planeta e criar uma economia verde que conduza a uma prosperidade a longo prazo.

Alcançar um acordo até o final da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (a COP-15), no dia 18 de Dezembro, vai depender não apenas de negociações políticas complexas, mas também da pressão pública mundial.

Por isso, a ONU lançou a Campanha Fechem o Acordo! (do inglês, Seal the Deal), visando estimular internautas a assinar uma petição online que será apresentada pela sociedade civil aos governantes de todo o mundo.

A petição servirá como um lembrete aos nossos líderes sobre a importância de negociar um acordo justo, equilibrado e efetivo em Copenhague, com o objetivo de potencializar um crescimento verde, proteger nosso planeta e construir uma economia global mais sustentável e próspera que beneficie todas as pessoas e nações.

Por isso, não há mais tempo a perder:
Acesse o site http://www.sealthedeal2009.org/ e assine a petição online! Faça a sua parte!

domingo, 8 de novembro de 2009

Os prazeres do banho.


















Hammas de Al Andalus - Córdoba, Espanha.

Não há coisa melhor que um banho demorado com água quente, de preferência, ao fim de um longo dia de trabalho ou de uma jornada exaustiva. A água é um santo remédio, não lava só o corpo, costumo dizer que lava a alma também. O banho é o melhor companheiro para o choro, para o canto, para o amor, para a reflexão e acredite até para falar com Deus. Ainda criança a descoberta do corpo e os pequenos prazeres que o momento propiciava, conflitava com a moral e educação católica recebida, coisa inevitável, afinal, estar vivo é sentir dor e prazer, amor e raiva, conflito e paz.

Na adolescência tudo que eu queria era um banheiro só pra mim e que meus pais ou irmãos não ficassem batendo à porta todo tempo dizendo: Não vai sair! É pra hoje! E todas aquelas frases que só as famílias numerosas e de recursos escassos conhecem. Eu adorava cantar no chuveiro e quando algo me fazia chorar, era lá, com as águas doces do banho que o sal das minhas lágrimas encontrava companhia e eu saia mais leve.

Na roça, na casa da minha avó materna o banho era de bacia e canequinha, isso mesmo, não havia eletricidade, nem por isso fui menos feliz, havia um céu iluminado de estrelas e a água quentinha caindo das mãos da mãe é um luxo que nem todo mundo teve na vida, por isso, entre outras coisas, é que os fins de semana eram tão esperados e felizes.

Certa vez eu tomei banho de ofurô com a minha mãe, como sabem esse hábito japonês tem mesmo esse sentido familiar, eu devia ter uns 6 ou 7 anos e fomos ao Akimatsuri (festa do outono) que acontecia em uma colônia japonesa da minha cidade, era uma vila de casas cheia de cerejeiras à volta e, na casa de uma família amiga dos meus pais experimentamos esse raro momento. Aquela proximidade toda, o calor da água que ia aumentando ao longo dos minutos era extremamente relaxante e divertido, a posição quase fetal em que ficamos no banho japonês tem algo de retorno às origens, o ventre materno quente e protetor, foi uma experiência única.

No verão, os banhos com mangueira no quintal eram uma verdadeira festa para mim e meus irmãos, ao fim e ao cabo deles, tínhamos que tomar outro banho pois já estávamos cheios de mato e terra, mas, com um largo sorriso de alegria na cara.

Já na fase adulta, morando sozinha, podia tomar longos banhos que ninguém viria bater à porta pedindo para eu sair, então, eu aproveitava para cantar todo o meu repertório. Coitados dos vizinhos do prédio, imagino que aquele meu momento de prazer era para eles momento de tortura, mas... “Quem canta os males espanta” diz o ditado, assim que eles deveriam cantar também, risos.

Na adolescência havia uma canção, que dizia assim: “Hum! Mas se um dia eu chegar Muito estranho Deixa essa água no corpo Lembrar nosso banho...", a qual não fazia nenhum sentido pra mim aquela altura, foi necessário anos para o refrão me dizer algo... faz pouco, que descobri o quanto pode ser maravilhoso passar horas numa banheira com a pessoa amada, o prazer de dar ou receber um banho, a conversa descomprometida, o contato dos corpos num espaço reduzido, o relaxamento com a água quente, os aromas... velas acesas, um pouco de vinho ou o simples “estar” imerso, tombado e em silêncio ao lado daquela pessoa especial, acho que era a isso que Cláudio Rabello e Dalto faziam referência quando compuseram a canção.

Ainda no Brasil, depois de dias viajando de carro por Minas Gerais, eu e um ex-namorado chegamos ao sul do estado mineiro e passamos dois dias em Caxambu. No hotel Bragança aproveitamos para visitar as termas e águas do balneário, além de provar as águas medicinais das várias fontes espalhadas por lá, desfrutei de uma sessão de massagem esfoliante com maracujá e em seguida de um banho espumante perolado com algas marinhas, sai leve feito uma pluma e revigorada para continuar a viagem.

A história dos banhos vem de longe, dos romanos, dos turcos, dos árabes... Ah! Os banhos árabes. Se tiver a chance de estar em um, não pense duas vezes, entre e permita-se esse prazer. Quando estive em Córdoba por primeira vez, de visita ao amigo Jose Mari, além de me mostrar aquela linda cidade andaluz, ele me levou para conhecer e desfrutar do Hammas de Al Andalus (a água é um elemento essencial sem a qual não podemos compreender a cultura islâmica, sendo esse o recurso básico na construção das cidades mulçumanas desde os primeiros tempos e está diretamente ligado à cultura e religiosidade daquele povo), verdade é que entre a salas de água quente, morna e fria, passei momentos de total relaxamento. A beleza do lugar, os perfumes, a música e o barulho da água nos transporta para outra dimensão. A arquitetura do local é belíssima, a sala de água templada com seu teto abobadado, em noites de lua cheia deixa a luz entrar pelos pequenos furos em forma de estrelas refletindo-se nas águas e dando um toque especial aos banhos. Os aromas de jasmim, azahar e alecrim invadem o lugar e inundam os sentidos durante a massagem relaxante que recebemos ainda no Hammas. Durante as quase duas horas que ali estive, imaginei como seria estar num lugar assim em companhia do meu amor, num mundo de prazeres sensoriais e físicos estimulados por imagens, sons, toques e volúpia... como nos contos de Sherazade.

Nós brasileiros acostumados a tomar banho todos os dias, herança da nossa porção índia (em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. O índio não conhecia essas doenças e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, onde lavava também as redes nas quais dormiam. Já, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho", é daí que surge a expressão tão usada no Brasil “Vai tomar banho!”), podemos estranhar os hábitos de outros lugares, mas devemos levar em conta as questões cultural, climática e, sobretudo os recursos naturais de cada lugar. Afortunadamente, vivemos num país onde a água existe em abundância, contudo, sabemos que esse recurso também é finito e se mal empregado outras gerações não conhecerão os prazeres que um banho pode proporcionar, por isso temos que nos reeducar para garantir seja a higiene, a purificação ou o prazer que só a água nos dá.

Cante, chore, ame, pense, relaxe durante o banho, mas sempre consciente do valor da água, pois no futuro não será o carvão, o ouro ou o petróleo que moverá as relações no mundo, será a água, o bem mais precioso da humanidade.



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Que País é esse?


Confesso que fiquei surpresa e indignada ao ver em um canal de tv aqui de Portugal a notícia sobre a confusão na UNIBAN de S.Bernardo do Campo, onde um bando, uma verdadeira turba, estudantes mal preparados, mal educados, criaram uma confusão de proporções desnecessárias, mobilizando inclusive policiais que poderiam ser realmente utéis em outra situação. Não consigo compreender o que aconteceu com esses estudantes, quando é necessário uma mobilização por motivo realmente justo e para beneficio coletivo, são poucos os que dão a cara. A maneira animalesca como acuaram uma colega de faculdade, simplesmente porque ela usava um mini-vestido é mais uma prova do despreparo da nossa sociedade, uma sociedade hipócrita, para não dizer podre. Os valores individuais dizem respeito a cada um de nós, mas os direitos são iguais e inerentes a todos... se a estudante em questão se sente bem usando uma saia ou vestido mais curto, é ela quem decide... nós possuimos o livre arbítrio e liberdade para agir dentro do que julgamos seja bom para nós, cabe aos demais respeitar para serem respeitados. O que falta a esses jovens é perspectiva de vida, objetivos claros e sobretudo uma boa educação ainda em casa. Eu que não vivo no Brasil há quase dois anos, me senti envergonhada da atitude desses alunos. ELES, deveriam agora retratar-se publicamente e desculpar-se por essa atitude intolerante, misógena e sexista e ELAS deveriam envergonhar-se por apoiarem a atitude masculina, afinal hoje foi a Geyse e amanhã poderá ser qualquer uma delas.

Um país que brada aos quatro cantos do mundo sobre sua capacidade de tolerância para com os diferentes, que têm como característica primeira a hospitalidade e bom acolhimento à gente de todas as partes, como pode permitir esse tipo de comportamento?

Tenho orgulho de ser BRASILEIRA, mesmo que aqui fora os rótulos já tenham sido perpetuados... afinal, nós não somos só bundas, peitos e pernas! Mas... como podemos cobrar respeito dos outros se nem em nosso país somos respeitadas?

Que país é esse? Ou... Que país será esse?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Só hoje (e... sempre).



"Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal...
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
(que te faça rir)

Hoje eu preciso te abraçar...
Sentir teu cheiro de roupa limpa...
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz!

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...
Em estar vivo.

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar...
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia...
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje (...)"

(Composição: Fernanda Mello e Rogério Flausino)

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