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Raios que me partam!

Raios sobre a Bobadela, Lisboa (foto_autor desconhecido)


Estava eu no quinto sono quando de sobressalto acordei, aliás, acordei assustada, tamanho estrondo que ouvi. O que seria aquilo? Comemoração antecipada da passagem de ano? Alguma pedreira sendo dinamitada? Implosão de algum prédio vizinho? Ou seria São Pedro dando uma ordem no céu e ao mover algum móvel fez aquele barulho todo? Na realidade, a resposta não é nenhuma das anteriores. O que me fez acordar do sono dos justos, foram os raios - relâmpagos seguido de trovões - (*), que caíram aqui na região de Lisboa… chuva mesmo nada, mas… o barulho. Na hora pensei… “raios que me partam” como posso dormir assim. Tenho medo de duas coisas nesta vida: filmes de terror e relâmpagos e trovões. Me lembro que quando vivia sozinha, ainda no Brasil, quando chovia forte e havia muitos relâmpagos e trovões, me deitava na cama e de lá saia só quando tudo acabasse. Segundo estudos de probabilidade, as chances de ganharmos na Mega Sena é de 1 em 50.063.860, já a de ser atingido por um raio é de 1 em 576.000, com certeza a primeira opção é de longe a única desejada por nós, contudo, a sorte de fotografar esse bonito fenômeno natural é para poucos, primeiro, porque você tem que estar no lugar e hora certa, bem posicionado e seguro, além ter um bom equipamento. Mas a máquina não é garantia de uma boa imagem, saber usar suas funções é fundamental. O tempo de exposição determinado pela velocidade do obturador em combinação com a abertura do diafragma é o que permitirá a entrada de luz que comporá a foto, além da focagem manual no infinito e uso de um tripé para estabilização da imagem garantirão o resultado, ainda há a variante da foto noturna ou diurna, pois, fazer fotos de raios durante o dia é bem mais difícil, coisa para profissional ou aficionado.

Voltando aos raios, esses dias, recebi por e-mail as fotos dos famigerados e belos raios que me acordaram, fotos sacadas desde algum prédio vizinho aqui na Bobadela, Lisboa, onde podemos ver a ponte Vasco da Gama e o Rio Tejo - cartões postais da cidade -, cujo autor desconheço. A imagem é tão bonita, um verdadeiro espetáculo de luz, que não pude deixá-la guardada na minha caixa postal. Como diria Dickie Vigarista (personagem da Corrida Maluca) “Raios, raios duplos, triplos. Particularmente prefiro a famosa “Vá pros raios que te partam”, risos... imagine como seria desaparecer no melhor estilo Jeremy Reed, protagonista do filme “Energia Pura” (Powder, 1995). Agora... pense bem antes de dizer: "Quero que um raio caia na minha cabeça se eu estiver mentindo", olha que há mais possibilidade de isso ocorrer do que você ganhar na loteria.

(*) “Um raio dura em média meio segundo. Nesse intervalo de tempo, muitos fenômenos se combinam, principalmente físicos e climáticos, para resultar naquilo que vemos e ouvimos. Conforme eles variam, as descargas podem ser mais ou menos intensas. Algumas regiões do planeta têm maior tendência a produzir descargas elétricas atmosféricas. As principais conseqüências das descargas elétricas atmosféricas (raios) são a luz (relâmpago) e o som (trovão). Os relâmpagos são produzidos basicamente pela radiação eletromagnética emitida por elétrons que, após serem excitados pela energia elétrica, retornam a seus estados fundamentais. Isto ocorre principalmente na Descarga de Retorno e por esta razão, no caso da descarga nuvem-solo, a geração da luz é feita de baixo para cima. A luz do relâmpago é bastante intensa devido à grande quantidade de moléculas excitadas. Pode-se observar que as ramificações do canal são menos brilhantes pela menor quantidade de cargas presentes nessa região. A geração de luz dura cerca de um décimo de segundo. Portanto, os fótons produzidos no início da trajetória, apesar de chegarem primeiro na retina do observador, conseguem mantê-la sensibilizada até a chegada dos fótons provenientes do final da trajetória. Por isso, é comum se pensar que o canal se iluminou todo de uma vez ou ainda que o relâmpago caiu, vindo de cima para baixo, talvez por colocarmos a nuvem como nossa referência. Geralmente a luz do relâmpago é de cor branca, mas pode variar, dependendo das propriedades atmosféricas entre o relâmpago e o observador”.

Comentários

  1. Muito bacana essa foto!!!!!!!!!

    Eu sou extremamente fanático e tenho um interesse obssessivo pelos raios!! Amo tanto os raios q chego a pô-los em primeiro luger nas coisas e pessoas q eu amo!!!

    Pra mim ñ tem coisa nem pessoa q eu ame mais q um raio!!!!!!!!!!!

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