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Feijoada com "La Verónica"

Gonzalo de Diego e Paty Lloret (foto by Meg Mamede)

Éramos nove. As meninas Nerea e Ainhoa, Vicka, Joseba - nosso anfitrião - Roberta e Aitor, Paty e Gonzalo, do duo basco-argentino “La Verónica” e euzinha de cozinheira... risos, muitos risos, imagine a responsabilidade. O que seria um almoço diário e rotineiro transformou-se num evento, tudo porque, Joseba encontrava um amigo aqui outro lá e comentava da “comida brasileira” que íamos fazer em casa, logo, os convidava. De qualquer maneira eu passei boa parte do dia na cozinha e se viessem todos os convidados, seríamos uns quinze, mas... a feijoada “basca”, mais risos, estaria garantida. Como disse, a responsabilidade era grande, imagine preparar um dos pratos típicos brasileiros, sem nunca tê-lo feito antes. Verdade é que sempre foi meu pai, o Sr.Mamede como os vizinhos o conhecem, que prepara a feijoada lá em casa. Mas, não decepcionei, com um pouco de criatividade consegui suprir a falta de alguns ingredientes. Enquanto estava na cozinha, sempre chegava alguém olhava a panela de feijoada e dizia: Humm... alubias! E... eu, retrucava: - Não! Feijoada! Por fim, servi a feijoada quase completa: com arroz, mandioca frita (o que aqui encontramos com nome de yuca, como nas ex-colônias espanholas da América), com molho vinagrete (com o caldo do feijão e a pimenta à parte), laranja, caipirinha e uma substituta da couve, porque aqui na Espanha nunca encontrei couve, optei por uma espécie de acelga, cuja as folhas verdes e macias cortadas em tiras finas dariam o mesmo efeito se refogadas com azeite e alho, episódio esse que nos rendeu boas risadas, pois momentos antes do almoço, Joseba foi colher a tal acelga na horta de Aitite (avó em euskera) e justamente as folhas, as que eu ia utilizar no lugar da couve, ele jogou fora porque estavam feias e trouxe apenas os talos (que aqui utilizam para fazer uma espécie de ensopado com batatas e chorizo), ele teve que sair correndo para comprar acelga e, desta vez as trouxe intactas. De sobremesa, servi doce de abóbora com queijo e Roberta trouxe “palha italiana”. Um almoço que eu chamaria de uma quase “festa das nações” onde a comida e a bebida (piña colada para começar, seguido de capirinha, Lambrusco gelado e tinto de La Rioja) promoveram a integração entre bascos (espanhóis “por supuesto”) Joseba e suas filhas, Aitor e Gonzalo, Roberta e eu, brasileiras, a argentina Paty e a ucraniana Vicka, com muito sabor e humor também, porque ao longo do almoço o que não faltou foram piadas e histórias engraçadas. Para completar a festa, tivemos um dia ensolarado e, ao som de música brasileira da melhor qualidade passamos momentos divertidíssimos no jardim.

E por falar em música de qualidade... tive o prazer de conhecer a Paty Lloret e Gonzalo de Diego do duo “La Verónica”, amigos de longa data de Joseba e ouvir as composições do último trabalho deles, o cd Salta y LLora. Eu me diverti muitíssimo em companhia do casal e de Joseba, seguimos tomando Lambrusco e mais vinho tinto, ao final e com o calor que fazia no jardim, passamos à sala da Casa LLaguno. Paty aproveitou o piano e juntas cantamos um pouco, em seguida apareci com o violão de Joseba e depois ele trouxe sua velha companheira, a guitarra elétrica. Num canto da sala microfone e amplificador, em cima da mesa, garrafas de vinho vazias. Nesse cenário propício e regado a muito vinho, foi impossível ficar calada, então, aproveitei para fazer algo que sempre gostei, cantar. A música brasileira é apreciada por músicos de todo o mundo, em especial a MPB e a Bossa Nova, Paty me pediu que cantasse com ela algumas canções, entre as quais “Nada Mais” (versão de Ronaldo Bastos para canção Lately de Steve Wonder) cantada por Gal Costa e “Samba em Prelúdio” composição de Baden Powell e Vinicius de Moraes. Não preciso dizer que adorei!!! A tarde ficou curta para tantas notas e risos, quando nos demos conta já era noite e aí, Paty e Gonzalo com violão e guitarra, mostraram um pouco do seu variado e ao mesmo tempo seleto repertório.

O dia que havia começado com uma “exquisita” feijoada brasileira, terminou com a “canja” do duo La Verónica, deixando-nos com gostinho de quero mais.

Os deixo com o vídeo clipe da música “Por que te vas” de La Verónica.

Experimente, você vai gostar!





Para saber mais sobre La Verónica acesse: http://www.laveronica.net/

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