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Cinema, Paixão Antiga.


Como bem cantou Tim Maia “paixão antiga sempre mexe com a gente, é tão difícil esquecer” *. Neste caso, não me refiro aos “homens da minha vida” mas... a minha paixão pelo cinema. A sétima arte sempre mexeu comigo, provocando o choro, o riso, a raiva, a reflexão, entre outros sentimentos e expressões humanas possíveis. Desde a “laterna mágica” de Christian Huygens, passando pelos fotogramas dos Irmãos Lumière, chegando a mais tecnológica e sofisticada versão do cinema do século XXI, nada substitui a magia de estar frente a tela do cinema, acompanhada ou sozinha, com pipocas ou confetes de chocolate, deleitando-nos com o que vemos e ouvimos.

Já falei de cinema aqui umas quantas vezes, hoje especialmente quero falar do Cinema Argentino, “nuestros hermanos boludos” com todo respeito, têm feito cinema de ótima qualidade, não se trata de super-produções com orçamentos absurdos, mas de um cinema humano, com linguagem acessível, personagens com os quais nos identificamos, um cinema realista ou “neo-realista reinventado” como observou o crítico de cinema Serge Toubiana.

Ontem fomos ver “Un novio para mi mujer” de Juan Taratuto (2008), filme que deve estreiar no Brasil em setembro deste ano (Um namorado para minha mulher) sensível e engraçado. Sai do cinema tranqüila e com a certeza de ter passado uma tarde agradável em companhia do Joseba, foi ele quem sugeriu esse filme, depois aproveitamos para tomar um vinho, um Crianza (de La Rioja Alavesa) e provar uns pintxos nos bares de Bilbao.

O que nos levou a escolher o filme foi a empatia que experimentamos nos últimos meses vendo algumas produções portenhas, filmes argentinos em dvd, títulos como: “El hijo de la novia” de Juan José Campanella (2001), “Martin (Hache)” de Adolfo Aristarain (1997), “No sos vos, soy yo” de Juan Taratuto (2004), "Um tipo corriente (Samy y yo)" de Eduardo Milewicz (2001), passamos tardes e noites divertidas ao som peculiar do acento argentino “Xo que sé”.

Não sou crítica de cinema e por isso não vou aprofundar-me no assunto, falo como uma cinéfila e amante das artes. O Cinema latino-americano cresceu muito nos últimos anos, ainda em S.Paulo pude assistir muita coisa interessante nas salas de cinema da capital, além dos filmes garimpados em algumas locadoras alternativas. Experimentei, gostei e recomendo.

Agora é com você. Escolha a companhia, o sofá ou poltrona mais confortável, os petiscos e a bebida de sua preferência e viaje na “buena onda” do cinema argentino.

Título: Un novio para mi mujer
Direção: Juan Taratuto
Ano: 2008
Distribuidora: Buena Vista Internacional
Gênero: Comédia
Elenco: Valeria Bertuccelli (Tana), Adrián Suar (Tenso), Gabriel Goity (Cuervo Flores).
Veja o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=XU1Q6VRA9UU

* Trecho da canção “Paixão Antiga” Composição: Marcos e Paulo Sergio Valle.

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