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Os Plátanos de La Antigua.

Plátanos de La Antigua no outono (foto by Meg Mamede)

Sempre dou uma passada em O Cardeno de Saramago para ler o que tem de novo. É incrível essa coisa do pensamento, isso de pensar e sentir "as coisas" como outro também as sentem, sem nunca ter conhecido tal pessoa e, em se tratando de um grande escritor como José Saramago, me contento em conhecê-lo através dos seus escritos. Compartilhamos idéias e reflexões, ele lá e eu cá.

Em seu artigo "Viagens" Saramago cita um plátano "O plátano em frente da casa é um autêntico esplendor, uma gama de verdes riquíssima que atrai para uma demorada contemplação e me fez pensar: “Não mudes, deixa-te ser como és”. Inútil desejo, virá o Verão com os seus calores, o Outono com o primeiro frio, e as folhas cairão, o esplendor apaga-se, a árvore adormece até que a nova Primavera venha tomar o lugar desta que está terminando". A mesma árvore da qual falo quando escrevo sobre a Casa Llaguno e, as mesmas sensações que me suscitaram os plátanos do Paseo de La Antigua, encontrei no texto do escritor português.

A questão do tempo, da mudança, o ciclo da vida... o morrer para voltar a nascer, a energia do novo que substitui a experiência do velho e que um dia também será velho e dará lugar a outro.

Quantos ainda passarão por entre as sombras dos plátanos, se deterão para admirá-los, falarão com eles e lhes contarão segredos, notarão os verdes, amarelos e ocres ao longo do ano. Quantos como eu ou Saramago terão algum tempo para simplesmente admirar a natureza sem pressa, como um viajante que chega por primeira vez a um lugar.

Sei, sei... ando viajando (risos), mas... tenho vivido.


Para ler o texto: Viagens by José Saramago acese: http://caderno.josesaramago.org/2009/06/03/viagens/



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