domingo, 8 de março de 2009

As mulheres da minha vida!

"Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove"
(trecho de poema de Cora Coralina)

Não se trata de um tributo a Safo de Lesbos, mas, sim de uma homenagem às Mulheres que fazem parte da minha história e como esse diário tem um caráter pessoal, quero aproveitar essa data para lembrar essas importantes pessoas.

Como não poderia deixar de ser, a primeira da lista é a Dona Albertina, aquela que com mansidão e sabedoria própria das pessoas simples me deu a vida e me ensinou muito como mãe carinhosa, mulher exemplar e bondade infinita. Mamy te amo!

E por falar em mãe, não posso deixar de citar aqui a vó da bica e a vó da vila, era assim que carinhosamente chamávamos a vó Maria (avó materna) e a vó Benedita (avó paterna), duas pessoinhas lindas com as quais passei boa parte da infância e adolescência na cidade de Salesopólis no Vale do Paraíba, SP, juntamente com minha tia Lurdes, alegre e carinhosa, mulheres essas das quais tenho muitas saudades. Ah! Tem a vó Palmira também, de quem tenho boas recordações e a Dona Dolores, com a qual passei momentos muito alegres e que para mim é o exemplo da mulher guerreira.

Eu tenho uma irmã! Meu que saco é isso! Vocês não podem imaginar o que é uma pentelha seis anos mais jovem que você, usando suas coisas, tirando tudo do lugar, rindo de tudo e o que é pior... te fazendo mijar (literalmente) nas calças de tanto rir com ela... Essa é a Maristela, Telinha lá em casa, essa menina é de mais! De mais de boa, de mais de risonha, de mais de linda e é, a mãe do Guilherme, o meu Rei Sol. Irmã... como sinto sua falta!

Voltando à mais tenra idade, como diria minha mãe, me lembro da presença marcante da Irmã Salvadora (italiana) e Irmã Rosa (irlandesa) religiosas de ordens diferentes, que estiveram presentes em minha educação, da minha catequista D. Célia e da minha primeira professora D. Nazira, todas elas, um pouco responsáveis pelo que sou hoje... por meus conflitos, indagações e essa vontade de engolir o mundo.

E... o melhor dessa época, as amigas! Como sou privilegiada, mantendo laços de amizade desde a infância, amizades de mais de 30 anos. Tudo bem!! Rosângela e Claudete, sei que a essa altura da vida ficar entregando a idade, não é nada bonito....rs. Vocês não podem imaginar como continuam presentes na minha vida, basta ver um filme, uma imagem ou ouvir uma música, me recordo de tudo que passamos juntas como se fosse ontem. Éramos felizes e não sabíamos! Ahh! Se eu pudesse voltar no tempo... voltaria aos tempos do ginásio. Nossa turma, o cinema de domingo, com direito a pastel e suco de cajú no Romel. Lembram-se? Rô, você terá muito pra contar para Eloah e, eu também quando voltar.

Não posso esquecer algumas professoras claves da minha juventude. Os tempos de ginásio, bons tempos aqueles. Que época maravilhosa! Adorava estudar naquela escola (exceto matemática, rs). As mestras Dona Mara (ciências) adorável, D. Dora (artes) linda, D. Sueli (história) detalhista, D. Cidinha (português) elegante e a D. Romero, mulher forte, exemplar, dedicada à educação, dirigiu aquela escola com pulso forte e muita ternura. Passei momentos maravilhosos de 1980 a 1983, período que estudei na EEPG. Rubens Mercandates de Lima, em Mogi das Cruzes, minha cidade natal. Essas mulheres desempenharam papel fundamental para minha formação profissional e humana.

Já ouviram falar de irmã postiça? Não? Pois bem, vou explicar... eu tenho a Telinha (irmã biológica) e depois, descobri que a Eliane, Lica para os amigos, é minha irmã de alma, de confidências, de balada, de aventuras e que a amo como se fosse do meu sangue, entrou na minha vida graças ao meu irmão e o melhor de tudo, escolheu ficar. Amiga, irmã, obrigada por existir.

Para Telinha ela é a “madinha” a “dinda” Sibélia, para mim “Si” amiga querida que conheci quando tinha uns 17, 18 anos. Veio morar com sua família perto da nossa casa, vizinha cujo o quintal, tinha pitanga, cambuci e muito espaço para criançada. A Si se transformou na minha confidente, era para ela que eu contava as minhas paixões, meus problemas, minhas angústias, minhas alegrias e dividia minha fé também. O tempo passou, nos mudamos, Sibélia sempre muito batalhadora, tentou de tudo um pouco, até que o seu trabalho duro foi convertido em sucesso. O sucesso chamado “Rancho da Traíra”, marca que leva muita gente à Mogi das Cruzes para provar a especialidade da casa: traíra frita sem espinhos e, outras iguarias. Ela, sempre soube dos meus anseios e o desejo de alçar vôos maiores, acompanhou fases da minha vida, visitou minhas casas, etc e, pouco antes de vir para cá passei pelo Rancho para comer um peixe e dar-lhe um abraço. Si, que você continue com esse sorriso que ilumina a todos e essa humildade que certamente te abre e abrirá todas as portas. Saudades!
Com o passar dos anos, fui acumulando amigas, Gislaine, amiga doce e carinhosa (fomos colegas de trabalho) deixamos a empresa e a amizade continuou forte. Isso também passou com a Eliane (mãe do Diogo) sempre me lembro daquele riso característico que ela tem e que agora alegra os amigos do país do sol nascente, onde vive atualmente. Gislaine e Eliane, mesmo longe, vocês são presenças constantes na minha vida e memória.

Ah! A amiga Carmem Margareth serviu de inspiração, me alimentou de sonhos e esperanças com suas histórias de viagens e imagens captadas ao longo delas, com uma voz suave, conhecimento de artes e uma educação que poucos possuem, me fez ver o quão o mundo pode ser pequeno quando sonhamos alto, sobretudo, quando trabalhamos por esse sonho. Obrigada amiga!

Gilda, não esqueço de você viu? Ainda mais que me deixou sozinha com o Xuxu na casa da madrinha (até hoje tenho medo de cachorro..rs) ... Naquela época, ainda não entendia bem o que era sair para balada, mas depois... Mais tarde, sair contigo pra cantar... que bons momentos passamos "quem canta os males espanta" diz o refrão popular, verdade é... que às vezes espantávamos os outros frequentadores do videoquê, rs. Agora, só canto no banheiro amiga.

Em 2005 fazendo um curso na Caixa Cultural da Sé, tive o imenso prazer de conhecer a amiga Flora, estávamos sentadas na mesma fila, logo começamos uma conversa. Eu comecei, claro! Falo pelos cotovelos, quem me conhece sabe, rs. A partir daí, na loucura de Sampa e na medida do possível, considerando a falta de tempo que rege a vida nas grandes cidades, Flora e eu, nos encontrávamos para um café e um bate papo. Ela é uma dessas pessoas cheias de histórias para contar, tem um ar meio aristocrata sem ser pedante, viajada, culta, preocupada com os animais e sobretudo carinhosa, me deu dicas valiosas antes da minha viagem. Valeu amiga!

Ainda durante a faculdade conheci a Eva, uma greguinha meiga, uma menina! Mais jovem que eu, muito determinada e batalhadora, nos aproximamos no primeiro dia de aula e eu tive o prazer de encerrar essa fase, juntamente com ela e a Emília. Em seguida pude presenciar um casamento grego, com direito a dança dos noivos e os populares passos gregos ao som da canção de "Zorba, O grego", imortalizada por Anthony Queen e uma noiva radiante de felicidade.

Além dos amigos, durante a graduação tive a oportunidade de conhecer pessoas que influenciaram em muito minhas atuais escolhas, me refiro às professoras: Cristina, Maria Rita, Joana, Lucileide, Andrea, Rosa, Madalena e em especial a Professora Mônica, essa mulher é um furacão... têm a energia de um géiser, atualizada e conhecedora de seu métier, grande profissional e pessoa. Hoje, posso dizer: tenho uma nova amiga.

Sou nômade, morei na zona sul de Sampa com a Fernanda e depois um pouquinho com a Eloísa na zona oeste. Em realidade vivia mesmo no metrô e nos trens da capital paulista, rs. Fernanda uma garota alegre, inteligente e responsável, vivíamos num sobrado no Bairro de São Judas e apesar de nossos horários não serem os mesmos, sempre que possível comiamos juntas, conversavámos um pouco e ríamos das nossas histórias. Já a Elô (como é chamada Eloísa) conheci através de um ex namorado, o namoro acabou e ganhei uma amiga. Dias antes de vir para o País Basco, passei um mês no apartamento da Elô, havia conseguido um novo trabalho e, como viajar todo dia era muito cansativo, fui morar com ela e sua filha Tabata. A convinvência tranquila, as sopas, patês, mousses e outras comidinhas deliciosas que Elô fazia tornou a curta estada muito feliz e apetitosa eu diria. Elô, que saudades dos nossos cafés. Eu volto!

Eu não páro, é bem verdade... terminada a graduação, comecei a frequentar as aulas de um programa de pós em história da arte, lá conheci muita gente, entre elas a doce Rose e a descolada Beatriz (Bia pros amigos). Passamos momentos muito bons, regados a vinho, o café e os docinhos da Rose, um mimo. Éramos cinco, ou melhor o "Clube do 5" onde falávamos de tudo até altas horas da noite, arte, viagens, sonhos, projetos e homens claro, rs. Bia é artista plástica, criativa e viajada, me contou coisas muito interessantes do período em que viveu na Inglaterra, Rose é carinhosa, sensível e doce, como os doces que prepara, com aqueles olhinhos claros e voz suave deixa entrever a grande mulher que é e, conquista os amigos com "razão e sensibilidade".

Não posso deixar de falar da Ticiani e da Renata, que me deram o Marcello e a Laura, guerreiras, boas mães e... mulheres de muita coragem, afinal aguentar os meus irmãos não é tarefa fácil. E... por falar em Laura, que saudades dessa menina linda, minha sobrinha "gata-garota", marota, inteligente, companheira, divertida e criança da qual sinto muita falta, ela que durante os últimos dias que estive ali, no meu quarto-garagem, esteve comigo me fazendo companhia. Te adoro!

Aqui na Espanha, logo ao chegar conheci a Ilze, uma loira daquelas de cinema, um anjo letão, companheira de muitos momentos e, a doce amiga Roberta, brasileira de Minas Gerais, com aquela fala característica do povo mineiro, um olhar atento, ouvidos sensíveis e um grande coração, em breve, Roberta será mamãe e creio que essas qualidades, somada à outras lhe conferirá mais doçura, quase uma "ambrosia". Felicidades amiga!

Deixo aqui minha singela homenagem, um relato de lembranças pessoais. Homenagem a essas MULHERES MARAVILHOSAS que têm a capacidade de renovar-se diariamente e o dom da sabedoria feminina, intuitivas, fortes e ternas ao mesmo tempo. Cada qual seguiu seu destino e fez suas escolhas e em momentos comuns nossos caminhos se cruzaram, me sinto privilegiada de tê-las conhecido e sei que nesse mundo em que vivemos, haverá momentos em que endurecer será necessário, mas jamais perderemos a ternura, afinal, nascemos MULHER!

2 comentários:

  1. Meg,
    Que linda homenagem às mulheres da sua vida. Me emocionei com cada uma delas, pela forma sincera e profunda que você o faz. E "viajei" em cada detalhe contado, cada momento vivido e em cada paixao armazenada dentro de você. Sao pessoas especiais, sao momentos vividos e isso não só demonstra que você viveu, mas que também marcou. Agradeço por poder fazer parte dessa lista, saber que também compartilhamos momentos especiais, que serão inesquecíveis, e também ficarão marcados. Você é muito especial pra mim e desejo que você continue assim, vivendo e deixando a sua marca por onde passa.
    Meg Mamede: Dentre todas essas mulheres, uma mulher que MARCA!

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  2. Amiga te amo viu? obrigado pelo carinho querida ciganinha, alma inquieta da minha vida, mas sempre presente e um presente sempre em minha vida. EMILIA

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