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Violência de Gênero.

Cartoon da Exposição “A Violência Não Faz o Meu Género” ocorrida no Edifício Novo da Assembleia da República, Portugal (*)

Nós, latino americanos estamos acostumados a ouvir sobre a violência existente nas grandes cidades do Brasil, Colômbia, México, Peru, etc, ora impulsionada pelo narcotráfico, ora pela desigualdade social e pobreza, todavia quando pensamos em Europa, imaginamos (digo isso, porque não conhecemos a realidade e sim o que os meios de comunicação veículam) que a situação seja outra. Em abril fará um ano que estou vivendo na Espanha e ao longo desses meses, além da crise mundial, o desemprego, e o problemas oriundos do câmbio climático, outra notícia que sempre aperece nas manchetes dos jornais (tanto impressos, quanto televisivos) é a violência de gênero. Aqui na Espanha, maltratar e matar mulheres, em geral namoradas, esposas é algo real. Não se trata de acerto de contas de gangues, dívidas de droga, trata-se de crimes passionais por excelência, nas quais algumas vezes o autor do crime suicida-se (poucas vezes eu diria). Hoje ouvi na tv "estávamos há 36 dias sem violência de gênero na Espanha"- me lembrou aqueles cartazes de CIPA em empresas "tantos dias sem acidentes" - até que um homem em Madrid mata sua companheira. Os motivos nem sempre revelados, muitas das vezes a mulher sofria maus tratos, denuncia o companheiro e em seguida é assassinada. Os casos são muitos e não vou aprofundar-me (para mais detalhes ver links ao final).
Quando filmes como: "Cidade de Deus", "Tropa de Elite", "Hotel Huanda", "Traffic", "Diamantes de Sangue", entre outros títulos, são vistos, muitos são os comentários sobre seus países de origem. Somos rotulados como América, África, lugares violentos... quando deveriam dar-se conta da violência praticada aqui mesmo nos lares europeus e, sem distinção, mulheres espanholas, estrangeiras, jovens ou mais velhas, todas virando números estatísticos.
Eu vivi os últimos 4 anos antes de vir para cá, na cidade de São Paulo. Andava pelas ruas à noite, de metrô, de trem, de ônibus e nunca fui assaltada ou abordada de maneira violenta ou suspeita, não creio que seja por sorte, porque se fosse... já teria ganho na loteria, risos. Todavia sei que a violência doméstica existe, assim como tenho consciência de que exista violência contra o homem, em menor escala, mas é fato. O quero é dizer é... que às vezes rotulamos pessoas, países por pura falta de informação, imaginamos que a violência seja prioridade de países em desenvolvimento, quando a verdade não é bem essa, a violência está presente no mundo todo "desde que o mundo é mundo" impulsionada por motivos distintos e diferentes em seu contexto.
Pior que a violência e a falta de justiça, o descaso com que muitos crimes são tratados, em especial no caso de crimes contra a mulher, temos que dar um "basta".

Parafraseando algo célebre "Faça amor, Não faça violência".

Para saber mais sobre os casos de violência de gênero na Espanha acesse: http://www.elpais.com/todo-sobre/tema/Violencia/mujeres/31/


Livros de autores brasileiros:

ELUF, Luiza Nagib. A paixão no banco dos réus : casos passionais célebres : de Pontes Visgueiro a Pimenta Neves. São Paulo: Saraiva, 2002.

RIBEIRO, Sergio Nogueira, 1922 - Crimes passionais e outros temas. 4. ed., Rio de Janeiro: Forense, 2002.

ARDAILLON, Danielle. Quando a Vítima é Mulher : análise de julgamentos de crimes de estupro, espancamento e homicídio. Brasília: Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, 1987.


Filmes:

TE DOY MIS OJOS, dirigido por Icíar Bollaín (Espanha, 2003).
DORMINDO COM INIMIGO, dirigido por Joseph Ruben (EUA, 1991).
ACUSADOS, dirigido por Jonathan Kaplan (EUA, 1988).
CRIME PASSIONAL, dirigido por Erin Dignam (EUA, 1996).
PARA WONG FOO, OBRIGADA POR TUDO!, dirigido por Beeban Kidron (EUA, 1995).
CONTRA TODOS, dirigido por Roberto Moreira (Brasil, 2004).

(*) Extraído do site:
http://mulher.sapo.pt/articles/actualidade/solidariedade/784406.html

Comentários

  1. Concordo sim.
    A violência é própria de mentes doentes, dependentes (do outro) e desesperadas.
    Na verdade, violência, corrupção política e econômica, tudo que a gente acha que só tem no Brasil, tem é na raça humana.
    Qto a crise mundial, a gente aqui nem sente, pois vivemos uma crise há mais de 500 anos.
    O caso brasileiro é diferente dos países "desenvolvidos" porque aqui, o injusto é a exagerada concentração de renda.
    Gostei do seu jeito, desculpe a invasão e obrigada.

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