quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Arte para todos os gostos e bolsos.


De 11 a 16 de fevereiro acontece em Madri a ARCO Madrid 2009 - 28ª Feria Internacional de Arte Contemporáneo, entre as 239 galerias de 32 países, há 79 galerias espanholas e 4 brasileiras, sendo a Índia o país convidado dessa edição que, segundo Lourdes Fernández - diretora da ARCO 2009 - busca "calidad y atrevimiento" e será "el escaparate de un amplio abanico que acoge desde la vanguardia histórica hasta las últimas creaciones con nuevas tecnologías". Os visitantes poderão ver de Vicky Muniz, passando por Miquel Barceló a Francis Bacon. Ano passado quando a Bienal de São Paulo foi notícia, chamada por alguns de Bienal do Vazio e, o caso da ocupação do espaço por grafiteiros, lembrei da composição de Zeca Baleiro e Zé Ramalho, me refiro à sensação que tive nas poucas vezes que visitei a Bienal de São Paulo, um misto de cansaço e rechaço (rimei). Que me perdoem os artistas, mas muito da arte contemporânea (pop, instalação, performance, minimalista, conceitual, digital e outros tals) é dificil assimilar e quem dirá gostar, ao menos para mim, simples mortal que não chegou (confesso que não sei se quero chegar) a esse nível de fruição ou, será abstração? Algumas vezes vi obras e gostei, parei, olhei de novo, busquei saber algo do artista, noutras, saí com dor de cabeça prometendo que não iria a outros eventos do gênero. Mas... como comentar sem ver? No caso da ARCO Madrid 2009, infelizmente não poderei ir, todavia consegui reunir uma pequena mostra no slide show a seguir, dessa que talvez, seja chamada por alguns de a Feira da Crise como Bienal do Vazio... Gente! "De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?" ops... isso é Paul Gauguin.





"Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio Faço um quadro com moléculas de hidrogênio Fios de pentelho de um velho armênio Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta Meu conceito parece, à primeira vista, Um barrococó figurativo neo-expressionista Com pitadas de arte nouveau pós-surrealistacalcado da revalorização da natureza morta Minha mãe certa vez disse-me um dia, Vendo minha obra exposta na galeria,"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jia E muito mais feio que um hipopótamo insone "Pra entender um trabalho tão moderno É preciso ler o segundo caderno, Calcular o produto bruto interno, Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone, Rodopiando na fúria do ciclone, Reinvento o céu e o inferno Minha mãe não entendeu o subtexto Da arte desmaterializada no presente contexto Reciclando o lixo lá do cesto Chego a um resultado estético bacana Com a graça de Deus e Basquiat Nova York, me espere que eu vou já Picharei com dendê de vatapá Uma psicodélica baiana Misturarei anáguas de viúva Com tampinhas de pepsi e fanta uva Um penico com água da última chuva, Ampolas de injeção de penicilina Desmaterializando a matéria Com a arte pulsando na artéria Boto fogo no gelo da Sibéria Faço até cair neve em Teresina Com o clarão do raio da silibrina Desintegro o poder da bactéria". (Bienal - Zeca Baleiro e Zé Ramalho).

Para saber mais sobre a ARCO Madrid 2009 acesse o site oficial do evento: http://www.ifema.es/ferias/arco/es.html

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