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Retrospectiva 2008


Mais um ano se finda e com a chegada do Ano Novo eis que as esperanças se renovam num misto de ansiedade, desafio e fé. Ansiosos por alcançar novos objetivos ou simplesmente manter-nos como estamos, acreditamos que o ano vindouro será melhor. Eu não posso queixar-me, o destino, o universo, o criador, seja lá o que rege nossas vidas tem sido muito bom comigo. Também sei que tenho feito minha parte e por isso tenho aproveitado cada segundo como um prêmio muito merecido. Todos merecemos, mas temos que buscá-lo! Essa coisa de que o "maná cairá do céu para alimentar o povo" não é bem assim, sou partidária de que se não fizermos nossa parte, nada acontecerá! Protecionismo, paternalismo, sobretudo passividade e inércia são atitudes que não nos levam a lugar algum.

Se queres algo, vá atrás e tome-o para si de maneira justa e merecida!

Quase tudo nessa vida acontece de maneira diferente do que pensamos ou desejamos, sonhar e planejar faz parte de realizar. Ao final as coisas podem ser e em geral o são, muito diferentes do plano inicial. Quando jovenzinha - entre 11 e 15 anos - costumava sentar-me na varanda da casa da minha amiga Claudete e falávamos do futuro. Perguntávamo-nos: Como seríamos no futuro? O que estaríamos fazendo aos 30, 40 anos? Estaríamos casadas? Com filhos? Qual profissão teríamos? Me lembro que eu sempre dizia que queria viajar pelo mundo e... claro, naquela época eu só "viajava na maionese". Aos 16, 17 anos meu sonho era conhecer o Japão, talvez por influência da colônia japonesa da minha cidade, amigos e, o meu fraco por "olhos puxados". Já aos 19 pensei em estudar em Portugal, mas minhas tentativas de saber mais sobre as opções caíram por terra frente as minhas prioridades. Tinha 25 anos e estava estudando espanhol, pensei em vir para Salamanca estudar a língua in locco porém estava noiva e íamos casar, logo adiei a viagem e o casamento (esse que nunca viria a acontecer). Em outro momento cheguei a planejar tudo, com direito a planilha de excel para cada ano (que exagero), a previsão era que para 2010 sairia de viagem para Florença. A Itália sempre me encantou e filmes como "Only You" e "Sob o sol da Toscana" reforçaram o sonho. Ojalá! 2010 estarei na Itália, rumo à Florença.

A realidade é que continuei "viajando na maionese" por muitos anos. Até que neste ano me enchi de coragem, deixei tudo e viajei para o País Basco. Para um pueblito de 4 mil habitantes chamado Orduña - do qual nunca ouvira falar antes - província de Vizcaya ao norte da Espanha. Lugar tranquilo, com construções do período medieval, paisagem belíssima e gente muito peculiar. Aqui descobri outro sentido para as coisas, outro tempo para a vida, outra visão do outro e de mim mesma.

Minha retrospectiva se dá no melhor estilo "a primeira vez a gente nunca esquece". Por que? Porque esse ano foi o ano do novo, do desconhecido, do nunca experimentado e sempre desejado.

Por primeira vez cruzei um oceano;
Por primeira vez tive medo de ser deportada;
Por primeira vez sai nua pelo jardim depois de beber muito;
Por primeira vez vi e senti a neve caindo sobre mim;
Por primeira vez operei uma retroescavadeira;
Por primeira vez fiquei nua em uma praia;
Por primeira vez senti a dor da ausência causada pela distância;
Por primeira vez fui a uma festa de Halloween disfarçada de bruxa;
Por primeira vez tomei Txacoli e comi Jamón de Pata Negra;
Por primeira vez ví uma Tragédia Grega em um Teatro Romano;
Por primeira vez estive em lugares que só conhecia de livros;

Por primeira vez conheci o Amor. Porque amo tudo que tenho e é muito menos do que acreditava necessitar para ser feliz.

Adeus 2008! Que venha 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 ... ... ...

Comentários

  1. Retrospectiva
    Há 20 anos atrás conheci uma garota, que estava então com 20 anos. Era miudinha e tinha um par de olhinhos puxados, com um brilho especial, o brilho daqueles que são ávidos pelas novidades, olhos curiosos, como os de um bebê, que tudo o que vê, vê pela primeira vez. Uma boquinha pequena, que, quando se abria, descortinava um universo de letras, de músicas, de anseios.
    Fiquei amiga dessa garota, não sei bem como. Pra falar a verdade, acho que ficamos amigas mais por insistência dela do que por vontade minha, já que eu era meio preguiçosa pra cultivar relacionamentos. Ficamos amigas depois que deixamos de ser cunhadas, e isso é engraçado, já que dizem que os amigos a gente escolhe, e a família não. Sábio ditado. Acho que Deus coloca algumas pessoas em nossas vidas pra ver o que acontece. Sabe, aquelas pessoas que você não sabe de onde vieram, e que, de repente, passam a fazer parte da tua vida? E aquelas outras que, mesmo querendo, não se encaixam? É assim, complicado de entender, mas, fascinante.
    Essa minha amiga era engraçada, super bem humorada, cheia de trocadilhos sábios e interessantes, herdados de sua mãe, uma verdadeira filósofa, que colocava nome até nas panelas. Eu sei que nossa amizade foi crescendo, e aqueles olhinhos se tornaram ainda mais atentos a tudo o que acontecia, ao mesmo tempo em que aquela boca miúda se tornava um não sei o quê de tanta informação que jorrava toda vez que se abria, feito uma enciclopédia. Costumava dizer que tinha 2 boquinhas em cada cotovelo seu, já que “falava pelos cotovelos”.
    Do comecinho de nossa amizade, lembro-me de um shortinho listrado de vermelho e branco, que ela usava assim, com muita naturalidade, e também do dia em que ela me emprestou o tal shortinho... fomos para Salesópolis... quanta risada aquilo nos rendeu!
    Lembro-me de um baile da “Kanguru” em que estivemos e dançamos pacas, e ríamos de uma tal locomotiva, que agora não sei mais o que é! Incrível, simplesmente não me lembro. Ah, teve tanta bagunça junto, e teve também algumas roubadas, como aquela, em que ficamos perdidas dentro de uma favela altas horas da noite, na periferia de Guarulhos – só saímos de lá graças à mente iluminada dessa criatura, que me falou para seguir o ônibus circular que por lá estava, e que se dirigia à alguma estação de metrô de SP.
    Estivemos em cavernas, em trilhas, dormimos em barracas ao som de Kátia – “Eu sou rebelde porque o mundo quis assim, porque nunca me trataram com amor...” estivemos em Sampa e nos divertimos muito. Hoje, minha amiga está longe, cruzou o Atlântico. Sei que ela está feliz e, quando ler esta mensagem, estará completando 40 anos de vida. Sinto saudades, é claro. Mas, sinto também uma enorme alegria por ter conhecido essa pessoa tão especial, que tanta alegria é capaz de levar aonde vai, que tanta energia tem em seu corpo, e tanto amor e carinho em seu coração.
    Minha irmã mais velha amiga do coração, sinta-se abraçada, beijada e querida. Parabéns pelo seu aniversário, por sua luta, por sua conquista, por sua coragem. É ruim não poder te dar um abraço, ou mesmo falar ao telefone. Mas é ótimo saber que você está feliz onde está!
    Fica com Deus, muitos anos de vida!
    Lika

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  2. Meg,
    Dá uma passadinha no meu blog, tem um presentinho pra você.
    beijos,
    Lika

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  3. Que lindaaaaaaaaaaaa!!
    Amei a retrospectiva!!!
    Beijos meu anjo,
    felicidades.
    Hoje é teu aniversário e vou passar o dia te desejando coisas maravilhosas.
    Amo vc
    Floh

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