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"Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro" (*)


(*) Vista do Txarlazo desde casa, foto tirada hoje pela manhã.

E o frio... chegou ainda no outono e eu que sou dos trópicos me remeto ao velho Egito. Por que? Porque estou coberta por camadas de roupas e faço as coisas com pouca mobilidade, mumificada por um casaco que trouxe do Brasil (o qual não tiro para nada, e... quando não o ponho ele sai correndo atrás de mim dizendo "me espera, você me esqueceu, me espera!"). Piadas à parte, posso dizer que o inverno sempre me encantou, imagens bucólicas com montanhas brancas, gotículas congeladas nas árvores, a fumaça que saí das chaminés num balé esquisito ao ritmo do vento ou simplesmente uma caneca de chocolate quente com conhaque antes de dormir. Hoje amanheceu um típico dia de inverno por aqui, logo pela manhã ao abrir a janela me deparei com a Peña (montanha conhecida aqui por Txarlazo) com sua primeira camada de neve eu me senti como uma criança, queria ir até lá para brincar com a neve, mas não subi (por hora) me contentei em tirar algumas fotos aqui de casa mesmo e em seguida peguei um livro para ler - Ensaio sobre a Cegueira de Saramago - não sei porque não me apetece lê-lo - As Instermitências da Morte foi bem mais fluído - este está me custando terminar, me lembra um pouco os livros de Robin Cook - Febre, Coma e Cérebro - que li na adolescência, época em que eu lia tudo que caia na mão, até bula de remédio (rs). Por falar em livros, já o que frio me remeteu a eles, está entre os meus preferidos, além de "Todos os Homens são Mortais" da Simone de Beauvoir, a novela histórica "Angélica, Marquesa dos Anjos" escrita pelo casal Anne e Serge Golon e editada pela primeira vez em 1959 em 14 volumes (os quais devorei aos 19 anos). Leitura essa que alguns classificam como folhetim outros como Literarura cor-de-rosa, como: Sabrina, Julia, Bianca da Ed. Nova Cultural, que há 30 anos alimenta as fantasias românticas de brasileiras(os). Mas, "Angélica a Marquesa dos Anjos" é fascinante, uma viagem ao mundo sem sair de casa, aqueles livros me deixaram acordada por noites e noites... sofri, sorri, me apaixonei junto com as personagens e o melhor de tudo foi que me vi encantada por História. Conheci a França do Rei Sol e todo o seu séquito de aduladores, conspiradores e cortesãs, passei pelos países Árabes e aprendi como o café turco é preparado, decantado, estive em vários lugares em pleno século XVII até a chegada ao Novo Mundo e retornei a essa viagem faz pouco tempo, juntamente com o Conde Fosca da Simone de Beauvoir, viajante no tempo e espaço como Angélica. Ah! Como fui feliz naqueles dias, recordo minha mãe batendo à porta do quarto de madrugada para me perguntar se eu não ia dormir. Enquanto hoje passamos horas em frente ao computador, naqueles tempos levar um livro para cama num dia frio era o que havia de melhor e acredito que até hoje nada substitui esse prazer. Termino dizendo que: o gosto pela leitura me levou a outras paixões, mas... isso é assunto para outro dia.

(*) Trecho da música "Nem um dia" de Djavan.

Comentários

  1. Dias frios, dias quentes...
    todos os dias são ótimos para as leituras.
    Tanto é agradável ler um bom livro à beira de uma lareira, sorvendo uma bela taça de vinho, quanto numa barraca à beira-mar, com um copo de cerveja geladíssima ao alcance de sua mão...
    Ler é viajar pelo mundo.
    E isso independe de neve, chuva, sol, garoa...
    Não é?
    Beijos...tô adorando seu blog!
    Mas tô com uma santa inveja... por que eu não consigo fazer um blog tão bonito assim?

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  2. Meg linda, que delícia ler suas palavras embebidas em sensações. Como vc escreve bem!
    Tô adorando...
    Queria ter tempo de ler todos os dias.
    Beijos
    Floh

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  3. Hola, disculpa que me meta en tu blog y te escriba en castellano; sí, es un placer leer y no sé si ese placer lo va a reemplazar la computadora; leí un libro sobre el sertâo brasileño y lo entendí más con "Dios y el Diablo en la tierra del sol". El libro se llama LA GUERRA DEL FIN DEL MUNDO y lo escribió Mario Vargas Llosa (es uno de sus mejores) y es cautivante conocer al Cangaceiro, que tenía mucho de Antonio Das Mortes.

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  4. Belo!

    "E tudo nascerá mais belo
    O verde faz do azul com o amarelo
    O elo com todas as cores
    Pra enfeitar amores gris" Djavan

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