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Nem só de pedras vivem os Bascos

Como nem só de “Pedras” vivem os bascos (vascos em espanhol) organizamos festas de vez em quando. Nesta sexta 28/11 faremos a “Fiesta de los Años 60 / 70” no Bar Samaná. Para Joseba – dono do bar – essa festa já é tradição de alguns anos e a animação toma conta dos frequentadores do bar e convidados. Esses dias tenho passado algum tempo entre a decoração do bar, seleção de músicas e a roupa para tal festa, tudo tem que estar perfeito.


(*) 2003 "Fiesta de los 60" em Samaná.

Sábado aconteceu uma coisa engraçada, estávamos Ilze, Joseba e eu, colando cartazes da festa pela cidade, era tarde da noite, havíamos comido algo e vínhamos de Samaná para casa depois de alguns vinhos, ao pararmos entre os arcos da praça da cidade para colar um cartaz em uma vitrine, passou a polícia basca (Ertzantza), logo deu a volta na praça e nos interceptou quando justamente “eu” estava colando o tal cartaz, como de longe eles não podiam ler do que se tratava, um deles desceu do carro com as mãos no coldre (como é de costume por parte da policia em qualquer parte do mundo) e educadamente (como não é de costume por parte da polícia em algumas partes do mundo) perguntou-nos o que fazíamos. Respondemos o óbvio: tratava-se de um cartaz para festa.


Em seguida ele nos disse boa noite, entrou no carro e seguiu sua ronda. Nós rimos bastante por conta disso, porque aqui a policia têm feito muitas prisões de integrantes do ETA e simpatizantes, e, como há muito cartaz de crítica às políticas públicas e ao governo, publicidade veiculada na calada da noite, qualquer individuo que esteja nesse momento colando um cartaz é suspeito.

Mas voltando à festa e às pedras, para quem não sabe o típico basco é aquele homem que além de gostar de um Txakoli (vinho típico da região) é levantador de pedras, inclusive trata-se de uma modalidade de esporte rural: Levantamiento de Piedra ou Harrijasoketa (nome em euskera). A paisagem por aqui está tomada por casas antigas e sólidas, feitas adivinhe de que? Se, respondeu pedras, acertou! Chego a pensar que Prático o 3º porquinho do conto (dos três porquinhos: Prático, Heitor e Cícero) era basco, afinal o Lobo Mau soprou, soprou e não conseguiu derrubar a tal casa.

Joseba é um desses bascos, não que erga pedras em competições, mas constrói casas e sempre dá um jeito para remover as pedras do caminho - e as da vida também -, seja com retroescavadeira ou de outra maneira. Depois de trabalhar duro há que relaxar e nada melhor que uma festa para isso. Assim que: pedras e festas fazem parte do dia a dia aqui no Pais Basco e desde que cheguei já estive em umas tantas: Otxomaio (Orduña), San Fermin (Pamplona), De la Virgen Blanca (Vitória-Gasteiz), Semana Grande (San Sebastian-Donostia) e Semana Grande (Bilbao) entre outras. Termino com as Frenéticas no melhor estilo Festa Brasileira.

“Abra suas asas
Solte suas feras
Caia na gandaia
Entre nessa festa!...

E leve com você
Seu sonho mais lou
Ou ou ou louco
Eu quero ver esse corpo
Lindo, leve e solto!...

A gente as vezes
Sente, sofre, dança
Sem querer dançar...

Na nossa festa
Vale tudo
Vale ser alguém
Como eu!
Como você!...”

Dancin Days por: As Frenéticas / Composição: Nelson Motta / Rubens Queiroz

Comentários

  1. Querida Meg: Impressionante como a sua forma de ver o mundo vai melhor e melhor. A sua luta por novas fonteiras, em todos os sentidos, sem aquelas condições que nos fazem considerar absolutamente seguros certos auspícios e presságios, tais como, se, de manhã, se calçava mal ou se calçava no pé direito o sapato esquerdo, ou se no momento de partir para uma grande viagem, por terra ou por mar, orvalhava, seria presságio de volta pronta e feliz. As suas conquistas aqui expressas e repletas de realizações, demonstram a tese de que ao se descobrir o mundo, vão se os mitos. Portanto, não se pode de saída, apontar defeitos e omissões em sua obra (a vida como é vivida), porquanto, está em edificação. Pode-se falar que sua intuição psicológica é lógica. Pode-se dizer com certeza que pelo volume de suas informações em seu blog, você nos legará, sem margem de dúvidas o que realmente é importante: dividir a nossa forma de ver as coisas em antes e depois de acessá-lo. Por este motivo, o meu muito obrigado pela sua sagacidade. Que tal no final de tudo um belo livro. Algo que leve alguém para a cama em uma tarde de frio e a faça chorar, sorrir, apaixonar e viajar até as margens do Danúbio***. Tenho certeza que ao estar onde estais, passará a ter a certeza que se a cultura latina tivesse produzido uma bíblia, esta seria indubitávelmente o conto do cotidiano basco.
    Feliz de conhecê-lo e com respeito ao seu blog.
    Lourenço André - Manitoba.

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  2. Meg!!!

    Adorei os visuais, a animação, a baladééénha... Mto, Super Bacana

    Beijões da Eve!

    Tô esperando a sua visita lá no meu blog...hehehe

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